Sinte - Regional de Joinville

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Governo sob Pressão

Audiência Pública discute a pauta de reivindicação do magistério e reforça a luta pelo Piso Nacional

Nesta terça-feira (31/05) realizou-se uma audiência pública com cerca de 200 Profissionais da Educação que lotaram o plenarinho da Câmara de Vereadores para reivindicar o piso nacional e a valorização do magistério catarinense.


Participaram da audiência pública deliberada pelo comando de greve do Sinte os vereadores (as) Adilsom Mariano, Dalila Rosa Leal (que fazem parte da comissão de educação), Alodir Cristo, os representantes da GERED e a coordenadora do Sinte Joinville profª Clarice Erhardt.

Todos os membros da mesa consideram a aplicação do piso na carreira um direito constitucional. Os vereadores lamentaram a falta de entendimento entre o magistério e Estado.

Pressionada e questionada pelos Profissionais da Educação, a representante do governo Evelise Fátima Martins parabenizou a organização do movimento grevista. – A greve é justa e legal!

Para o Sinte não foi nenhuma surpresa tais declarações. Diante do grande movimento grevista e das ações tomadas contra as ameaças não poderia se esperar outra posição da representante do governo.

A coordenadora do Sinte apresentou toda pauta de reivindicação e exigiu do governo uma posição clara e objetiva sobre a implantação do Piso Nacional e a retirada imediata da MP. Destacou também a realização de concurso público, fim da municipalização e gestão democrática com eleição direta de diretores.

A audiência tirou como encaminhamentos o envio de uma moção solicitando a retirada da MP da assembléia legislativa e também de encaminhar uma representação ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de contas do Estado solicitando a apuração das denúncias de desvio dos recursos destinados a educação.

O Sinte solicitou o compromisso dos líderes de bancada para participarem de uma reunião com os deputados estaduais, juntamente com o Sindicato. O objetivo e pressionar os deputados estaduais a rejeitarem a medida provisória.


Governo Colombo mostra intransigência

Colombo: “Não há nenhuma ilegalidade na medida provisória”. SINTE adverte! Governo Colombo é FORA DA LEI!

A entrevista coletiva do governador Raimundo Colombo estava marcada para as 15 horas desta segunda-feira. Cheguei com antecedência de meia hora para sentir o clima e tentar alguma notícia exclusiva. Pessoal do gabinete atencioso, como sempre. Fiquei numa salinha, antes da ante-sala do gabinete do governador, onde dois colegas já aguardavam. Tudo no “ático” do Centro Administrativo.


Quando faltavam 15 minutos chegou a Diretora de Imprensa, jornalista Cláudia de Conto. Pediu os colegas para se reuniram na mesma sala e transmitiu a pauta: relato da viagem do governador à Europa. Depois, outros assuntos poderiam ser tratados.

Pouco depois das três da tarde, a porta se abriu. Raimundo Colombo, como sempre gentil e educado; Eduardo Moreira, idem; e o secretário Derly. O material de divulgação da viagem pronto. A assessoria distribuiu um documento com todo o relatório. Uma TV LCD iria mostrar algumas imagens. A meda de reuniões preparada.

Na cabeceira, Raimundo e Eduardo. Nas laterais, Derly e Paulinho Bornhausen, que acompanhou a comitiva em Barcelona.

A exposição sobre a viagem foi objetiva, relativamente curta. Os jornalistas ali estavam,na realidade, para saber de novidades sobre a greve dos professores. E foi justamente este tema que galvanizou todas as atenções.

O governador voltou a reiterar que o governo está pagando o piso como vencimento básico, embora sem aplicar a tabela salarial da carreira para todo o magistério. Representaria aumento da despesa em 109 milhões de reais por mês, sustentou.

Os repórteres enfatizaram que se não houvesse melhoria na descompressão da tabela a greve não acabaria. Vários colegas deixaram esta posição muito clara. O impasse está criado.

Depois de alguma insistência, Colombo admitiu claramente que o governo continua realizando estudos para tentar uma nova proposta, melhorando a tabela e evitando achatamento total da carreira.

Trouxe outras novidades. Disse que a decisão do Supremo prevê aumento de 22% em 2012 no valor do piso nacional de salários.

– E a solução, a saída? – indagaram os jornalistas outra vez.

– O governo está pagando o piso com a medida provisória. A greve foi precipitada. Os professores que voltem às aulas e continuaremos as negociações sobre melhoria da carreira.

Confirmou audiência com o ministro Fernando Haddad nesta quarta-feira. Quer saber “quando o governo vai mandar dinheiro, quanto vai enviar e como está a situação nos demais estados”.

E declarou: “Não há nenhuma ilegalidade na medida provisória”, refutando a tese do Sinte e de vários deputados estaduais.

Fez outra declaração surpreendente: “Não recebi nenhum pedido de audiência do Sinte.” Como o oficio do Sinte foi entregue sexta-feira: ou a Casa Militar não falou com o governador ou o Correio do Centro Administrativo está em greve.

O secretário da Comunicação, Derly Anunciação, fez várias intervenções para socorrer os argumentos de Colombo. O principal: não há como pagar integralmente o piso para toda a carreira do magistério.

– Estou fazendo todos os estudos.Já fizemos 50 simulações – afirmou Colombo.

– E a incorporação do Prêmio Educar? – perguntei.

– Elevaria demais a folha e embutiria os penduricalhos – explicou o governador. O secretário Derly revelou depois que a incorporação do Prêmio Educar, de R$ 200,00 representaria aumento na folha de 32 milhões de reais por mês.

O governador ficou exaltado quando questionado novamente sobre a abertura de negociações e o não cumprimento integral da lei do piso, que prevê em todas as faixas da carreira. Queixou-se de outra herança pesada, ao enfatizar que já terá de pagar 900 milhões de reais de aumento na folha por conta de aumentos dados no governo Pavan.

E voltou a insistir que todo esforço do governo é para economizar na atividade meio para investir mais em setores prioritários e de maior interesse da população.

Em outro desabafo, lamentou a crise e as pressões dos professores: “Mas são apenas quatro meses e meio de governo!”
 
Moacir Pereira

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Governo de SC não repassou R$ 1,6 bi para a Educação

30/5/2011 - Impacto nas contas
Governo de SC não repassou R$ 1,6 bi para a Educação

O governo do Estado deixou de repassar, nos últimos anos, a quantia de R$ 1,670 bilhão para a educação e de R$ 627,700 milhões para o setor saúde. É o que consta da página 92 do parecer prévio do conselheiro Salomão Ribas Júnior nas contas do governo Luiz HenriquePavan de 2010.

Um substancioso documento técnico de 128 páginas traz, de forma didática, apreciações judiciosas e esclarecedoras sobre a receita tributária estadual e a destinação dos recursos aos poderes, aos diferentes setores, às empresas e demais órgãos públicos.

Ao avaliar o funcionamento dos quatro fundos criados no governo Luiz Henrique (Esporte, Turismo, Cultura e Fundo Social), o relator revela que no quinquênio (2006-2010) o Estado deixou de repassar para a educação e saúde a quantia de R$ 689,910 milhões, considerando o desvio dos quatro fundos, cujo recursos não são computados na receita tributária estadual. São, assim, excluídos da redistribuição aos poderes e setores definidos na Constituição, como saúde (12%) e educação (25%). Ressalta o documento, de forma textual: “Desse valor (689 milhões), R$ 465,910 milhões foram subtraídos da educação e R$ 223,640 milhões da saúde”.

O relator somou, também, os valores destinados ao pagamento de inativos na saúde e na educação e o que foi contabilizado como investimento nas duas áreas. Chegou às somas de R$ 1,210 bilhão não aplicados na educação e R$ 404 milhões não destinados à saúde. Ele lembrou decisão do TCE determinando à Secretaria da Fazenda que inclua a receita do Fundo Social na base de cálculo para aplicações mínimas e constitucionais na educação e na saúde. A Fazenda insurgiu-se contra a decisão. O processo tramita no Tribunal de Contas. É relatado pelo auditor Cléber Muniz Gavil.
(do jornalista Moacir Pereira)

Atos marcam a greve do dia 30/05

Ato na Escola Albano Schmidt
Durante a manifestação dos Trabalhadores em Educação, pais apóiam a luta e voltam com seus filhos para casa.


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Ato na Escola Maestro (Vila Nova)
Após passeata professores e alunos fazem protesto pela implementação do Piso.




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Ato na Praça da Graciosa (Guanabara)
Blitz dos professores conscientiza população



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Ato em Barra do Sul
Na Escola E.B Dom Gregório professores vão as ruas em protesto pela implementação do Piso Nacional e a retirada da MP.

Professores manifestam indignação nas ruas de Barra Velha

Desvalorização tem limite! O dia 26 de maio ficará marcado pela luta na busca da valorização dos professores e da educação catarinense. A segunda caminhada contou com professores das escolas estaduais de Barra Velha e São João do Itaperiú, pais e alunos que se preocupam com a educação, pois o Governo estadual não a valoriza e só com a greve conseguiremos que este governo sem escrúpulo cumpra a lei do piso salarial nacional.


O número de adesões à greve está aumentando de forma surpreendente, e os grevistas esclareceram o porquê não aceitaram o comunicado descabido sobre o piso salarial nacional que equipara o salário de um professor com magistério ao professor com curso superior (faculdade).

A comunidade estava surpresa com a passeata e demonstrava indignação pelos mestres terem de se sujeitar a este tipo de situação para melhoria do salário. Por onde passávamos fomos aplaudidos e com sinais positivos de que a greve é justa.

Um governo que não tem olhos para educação e desvia a verba do FUNDEB, nos últimos anos, no valor de R$ 1.670.000,00 para outras coisas, não é digno do nosso respeito, depois a desculpa é que não tem dinheiro!

Acreditamos que conseguimos o nosso objetivo e que logo o governo irá perceber que os professores merecem respeito e ambiente de trabalho digno. Na folha Parati consta a paralisação dos professores do município.

Prof. Eliseu Santos Lima

Educadores de São Francisco novamente nas ruas

2ª passeata dos professores em São Francisco do Sul movimentou a cidade no dia 27/05. Novamente educadores e alunos mostram sua força exigindo que a lei do piso seja cumprida na sua totalidade.




domingo, 29 de maio de 2011

Mande manifesto reivindicando que rejeitem a MP

Seguem os endereços eletrônicos dos deputados estaduais para que você possa se manifestar contra a Medida Provisória que o Governo do Estado encaminhou para votação na ALESC.


O Governo não pode destruir o Plano de Carreira do magistério, conquistado com tanta luta!!!

Professor, cobre ação de nossos representantes para que derrubem a Medida Provisória. Pela implantação da Lei, respeitando a Carreira do Magistério!

Agora é a Hora, mais do que nunca a GREVE CONTINUA!!
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Relação dos deputados estaduais

Deputados Estaduais Gab. Telefone Email Fax Município

Aldo Schneider - PMDB 045 3221.2683 aldoschneider@alesc.sc.gov.br 3221.2684 Ibirama

Altair Guidi - PPS - Líder 003 3221.2667 guidi@alesc.sc.gov.br 3221.2669 Criciúma

Ana Paula Lima - PT - 4º Secretário 040 3221.2680 anapaulalima@alesc.sc.gov.br 3221.2681 Blumenau

Angela Albino - PCdoB - Líder 024 3221.2686 angela@alesc.sc.gov.br 3221.2687 Florianópolis

Antônio Aguiar - PMDB - 3º Secretário 005 3221.2650 antonioaguiar@alesc.sc.gov.br 3221.2651 Canoinhas

Carlos Chiodini - PMDB 042 3221.2720 carloschiodini@alesc.sc.gov.br 3221.2721 Jaraguá do Sul

Dado Cherem - PSDB - Líder 020 3221.2775 dadocherem@alesc.sc.gov.br 3221.2776 Balneário Camboriú

Darci de Matos - DEM - Líder 043 3221.2735 darcidematos@alesc.sc.gov.br 3221.2736 Joinville

Dirce Heiderscheidt* - PMDB 026 3221.2698 dirce@alesc.sc.gov.br 3221.2858 Palhoça

Dirceu Dresch - PT - Líder 006-A 3221.2628 dirceu@dirceudresch.com.br 3221.2630 Saudades

Dóia Guglielmi - PSDB 034 3221.2695 doiaguglielmi@alesc.sc.gov.br 3221.2697 Içara

Edison Andrino* - PMDB 047 3221.2853 edisonandrino@alesc.sc.gov.br 3221.2733 Florianópolis

Elizeu Mattos - PMDB - Líder do Governo 012 3221.2705 elizeumattos@alesc.sc.gov.br 3221.2706 Lages

Gelson Merisio - DEM - Presidente 100 3221.2692 merisio@alesc.sc.gov.br 3221.2693 Chapecó

Gilmar Knaesel - PSDB 027 3221.2632 knaesel@alesc.sc.gov.br 3221.2633 Pomerode

Ismael dos Santos - DEM 033 3221.2577 ismael@alesc.sc.gov.br 3221.2660 Blumenau

Jailson Lima - PT - 1º Secretário 102 3221.2638 jailson@alesc.sc.gov.br 3221.2639 Rio do Sul

Jean Kuhlmann - DEM 044 3221.2704 jean@deputadojean.com.br 3221.2706 Blumenau

Joares Ponticelli - PP 028 3221.2711 joares@alesc.sc.gov.br 3221.2712 Tubarão

Jorge Teixeira - DEM 048 3221.2644 jorgeteixeira@alesc.sc.gov.br 3221.2703 Mesorregião do Alto Vale de Itajaí

José Milton Scheffer - PP 030 3221.2671 josemilton@alesc.sc.gov.br 3221.2672 Sombrio

José Nei Ascari - DEM 035 3221.2947 joseneiascari@alesc.sc.gov.br 3221.2928 Braço do Norte

Kennedy Nunes - PP 006-B 3221.2653 deputado@knunes.com.br 3221.2654 Joinville

Luciane Carminatti - PT 031 3221.2662 lucianecarminatti@alesc.sc.gov.br 3221.2663 Chapecó

Manoel Mota - PMDB - Líder 013 3221.2674 mota@alesc.sc.gov.br 3221.2675 Araranguá

Marcos Vieira - PSDB 032 3221.2707 marcosvieira@alesc.sc.gov.br 3221.2709 Florianópolis

Maurício Eskudlark * - PSDB 011 3221.2874 eskudlark@alesc.sc.gov.br 3221.2636 São Miguel do Oeste

Mauro de Nadal* - PMDB 046 3221.2702 maurodenadal@alesc.sc.gov.br 3221.2648 Cunha Porã

Moacir Sopelsa - PMDB - 1º Vice-Presidente 101 3221.2713 moacir@alesc.sc.gov.br 3221.2715 Concórdia

Narcizo Parisotto - PTB - Líder 010 3221.2748 parisotto@alesc.sc.gov.br 3221.2749 Chapecó

Neodi Saretta - PT 039 3221.2665 gabinetesaretta@alesc.sc.gov 3221.2666 Concórdia

Nilson Gonçalves - PSDB - 2º Vice-Presidente 103 3221.2745 nilson@alesc.sc.gov.br 3221.2746 Joinville

Padre Pedro Baldissera - PT 009 3221.2726 padrepedro@alesc.sc.gov.br 3221.2727 Guaraciaba

Reno Caramori - PP - 2º Secretário 036 3221.2655 reno@alesc.sc.gov.br 3221.2657 Caçado
Romildo Titon - PMDB 041 3221.2723 titon@alesc.sc.gov.br 3221.2724 Campos Novos

Sargento Amauri Soares - PDT - Líder 008 3221.2640 sargentosoares@alesc.sc.gov.br 3221.2641 São José

Silvio Dreveck - PP - Líder 049 3221.2729 silviodreveck@alesc.sc.gov.br 3221.2730 São Bento do Sul

Valmir Comin - PP 037 3221.2677 comin@alesc.sc.gov.br 3221.2678 Siderópolis

Volnei Morastoni - PT 029 3221.2737 volneimorastoni@alesc.sc.gov.br 3221.2739 Itajaí

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Paródia: Greve dos professores de Santa Catarina 2011

Sinte e Sinsej se unem novamente

Ato na prefeitura fecha mais uma semana de greve do magistério

Mais uma vez os sindicatos dos servidores estaduais e municipais uniram suas forças em mais um Ato em conjunto contra as políticas de afunilamento e desvalorização feita pelos governos.

O achatamento da tabela salarial da Educação é um grande fantasma na vida dos trabalhadores que estão preocupados com o seu futuro profissional.

A desvalorização que avança no magistério catarinense demonstra a falta de compromisso que o governo de SC tem com a educação. Não podemos deixar essa herança para as futuras gerações.

Por isso o Sinte convoca todos os trabalhadores em educação para a greve.

- Vamos lutar pela Lei do Piso Nacional! Somente a nossa contribuição construirá um futuro melhor para nossas crianças para a educação catarinense e toda sociedade. A Educação sustenta uma nação!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Professores rasgam diploma em ato de protesto

A medida provisória apresenta pelo governo revoltou os trabalhadores em Educação

Em atitude de protesto foi realizado um ato simbólico de destruição de diplomas de nível superior e de pós-graduação, por representar o achatamento da tabela salarial, não valorizando a carreira do Magistério. Cerca de 300 profissionais da educação participaram do protesto.


A medida provisória do governo criada para desestabilizar o movimento acabou servindo de incentivo para que o restante da categoria aderisse ao movimento.

Indignados com a “imposição” desesperada do governo em achatar a carreira do magistério, os trabalhadores em educação estão cada vez mais aderindo a greve, fortalecendo assim o movimento.


 

Blitz pela Educação

Após a Assembléia Regional do Sinte (24/05) os profissionais em Educação se dirigiram para Rua Blumenau com a 9 de março em um Ato simbólico contra a medida provisória do governo Colombo.

No ato foi feito a distribuição de um informativo, esclarecendo aos motoristas o motivo da greve. Foi pedida também uma contribuição em dinheiro para simbolizar o não pagamento do Piso Nacional pelo Governo do Estado.

Arrecadação na Assembleia: R$ 343,46

Arrecadação na Blitz: R$ 146,64
Total: 489,92
O Sinte agradece a todos!






Greves de professores afetam 1,7 milhão de alunos

Do Estadao.com
26 de maio de 2011 - 10h 35
 
AE - Agência Estado
Em pelo menos seis Estados, movimentos grevistas de professores da rede pública estão afetando até 1,7 milhão de estudantes, ao todo, segundo sindicatos da categoria. Cada Estado - ou município, no caso de Porto Alegre - tem reivindicações diferentes e negocia de maneira independente.

Os professores do Amapá entraram ontem em greve, por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 16%, contra os 3% oferecidos pelo governo. Na capital Macapá, 90% dos professores teriam aderido.

Em Porto Alegre, a greve chegou ao terceiro dia e afeta 40 mil alunos. A categoria não aceita reajuste de 6,5% em maio e mais 0,5% em dezembro e quer 18%. A prefeitura sustenta que não pode oferecer mais. O Sindicato dos Municipários estima que 90% dos educadores estão parados, enquanto a prefeitura afirma que o índice é de 70%. A categoria diz que a greve só termina se houver nova proposta.

Em Sergipe, os professores da rede estadual entram no quarto dia de paralisação, prejudicando 300 mil alunos. Eles fazem hoje uma vigília na Assembleia Legislativa a partir das 8 horas e, amanhã, um ato público no centro comercial de Aracaju. A categoria recusou proposta de pagamento integral imediato do reajuste de 15,86% para os professores do nível um e a partir de setembro para os demais níveis.

Adesão

Em Santa Catarina, onde a greve chega ao oitavo dia, a adesão é de quase 90% (35,6 mil dos 39 mil professores da rede), segundo o sindicato da categoria. Cerca de 600 mil alunos estariam sem aula.

A greve é uma reação à proposta do governo que fixa, por medida provisória, o piso nacional do magistério em R$ 1.187 para docentes que não tinham o valor como salário-base sem a soma de abono. Antes, o mínimo era de R$ 609. Os professores são contra a MP porque ela não acompanharia o progresso de carreira. O governo se recusa a negociar, e os grevistas querem que os deputados rejeitem a MP.

Em Alagoas, onde 350 mil estão sem aula, os professores decidiram prorrogar a greve, iniciada na semana passada, por mais uma semana. Os docentes acusam defasagem de 25% no salário, mas o governo oferece 7%.

Na Paraíba, 18 mil funcionários de 600 escolas (60% dos profissionais) estão em greve há 25 dias, segundo o sindicato local, afetando as aulas de 400 mil estudantes. Os professores pedem piso de R$ 890 para 30 horas semanais e manutenção das gratificações. Hoje, o piso é de R$ 661. O governo diz que aceita pagar o piso, desde que as gratificações sejam incorporadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Linck para a matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,greves-de-professores-afetam-17-milhao-de-alunos,724335,0.htm

Professores fazem protesto na frente da ALESC

Protesto na frente da ALESC marcou o 8º dia de greve em Fpolis e S. José


Os professores de Florianópolis e São José realizaram na tarde de ontem, 25/05, uma concentração na frente da ALESC, que reuniu cerca de 500 trabalhadores em Educação, para solicitar aos deputados que rejeitem a Medida Provisória do Governo, que achata a tabela e destrói a carreira do magistério.

Depois, em passeata, o grupo se dirigiu para a frente da SED onde, novamente, foi feito um grande protesto contra a intransigência do Governo de Santa Catarina em não respeitar a Lei do Piso.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Palavra livre na Câmara

Categoria cobra comprometimento dos vereadores de Joinville para intervirem contra medida provisória

A greve do Magistério Catarinense completa oito dias e a categoria se mostra cada vez mais mobilizada. A cada dia o número de adesões vem aumentando.

Muitas ações estão sendo realizadas pelo comando de greve. Hoje dia 26/05 os trabalhadores se dirigiram a Câmara de Vereadores de Joinville para discutir com os vereadores a medida provisória apresentada pelo governo que ataca profundamente a carreira do magistério.

A categoria exigiu o comprometimento dos vereadores para intervirem junto ao governo do Estado com o objetivo de resolver o impasse relativo à aplicação da Lei do Piso Nacional.

A pedido do Sinte Joinville, a câmara aprovou a realização de uma audiência pública que discutirá a pauta de reivindicação da categoria com destaque para a Lei do Piso Nacional. A audiência será realizada no dia 01/06 às 14h na Câmara de Vereadores.


 

Ato em São Francisco do Sul

Professores, pais e alunos vão às ruas em apoio aos Profissionais da Educação! Veja o e-mail enviado pelo professor Orides Maurer Jr

                                      
                                                    Olá, boa tarde companheiros de luta.


Sou professor de História na EEB Santa Catarina (São Francisco do Sul) e aqui em nossa cidade já são cinco escolas que aderiram parcialmente à greve.

Na última sexta feira (dia 20 de maio) realizamos uma passeata envolvendo pais, alunos e professores de 4 escolas do município. Hoje (dia 25 de maio) já são 5 escolas.

Segue abaixo o linck do meu blog História e Sociedade onde se encontram a chamada para uma 2ª passeata dos professores, o vídeo e as fotos da passeata da semana passada.

Pais decidem manter seus filhos em casa

Pais da Escola Juraci Maria Brosig e Marli Maria de Souza apóiam a greve e decidem manter seus filhos em casa


Em assembleia realizada em 25/05 na igreja da comunidade Paranaguamirim, pais da EEB Escola Juraci Maria Brosig e Marli Maria de Souza declaram apoio à greve dos trabalhadores em Educação e decidem por unanimidade deixar seus filhos em casa.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Assembleia Regional Joinville

PROPOSTA DO GOVERNO NÃO SE SUSTENTA, A MEDIDA PROVISÓRIA É FLAGRANTEMENTE INCONSTITUCIONAL

Mais de 500 professores participaram
da assembleia em Joinville e ficaram revoltados
com Medida Provisória que destrói a carreira.

As assembleias regionais dos trabalhadores em Educação da rede pública estadual realizadas durante esta 3ª feira, 24 de maio de 2011, em todo o estado, decidiram, por unanimidade, pela continuidade da greve da categoria, que reivindica o cumprimento da Lei do Piso Nacional.


A greve do magistério estadual completa nesta 3ª feira uma semana, com a adesão cada vez maior de trabalhadores revoltados com o descaso do Governo do Estado no que diz respeito a educação pública de Santa Catarina.

A revolta aumentou depois que o Governo se recusou a negociar com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Estadual de Santa Catarina (SINTE/SC) e apresentou uma Medida Provisória, destruindo a carreira do magistério.

Vale alertar que a Medida Provisória é flagrantemente inconstitucional, não só porque ofende as Constituições Federal e Estadual, mas também por ser um atentado contra a valorização do magistério. Sendo mantida a Medida Provisória, o SINTE/SC já acionou a sua assessoria jurídica para buscar na Justiça a sua inconstitucionalidade.

A greve dos trabalhadores em Educação é forte e coesa em todo o estado, com a adesão de mais de 91% da categoria. Os professores que não estavam paralisados, ao saberem da medida arbitrária do Governo em achatar os salários, estão aderindo ao movimento de greve mostrando sua indignação. Pais e alunos estão solidários ao movimento de paralisação dos educadores.

O SINTE/SC reafirma sua disposição de reabertura de diálogo com o Governo do Estado e está estudando uma contraproposta.

O fim da Carreira do Magistério

Governo de Santa Catarina destrói a carreira do magistério e greve avança com força!

Pedimos para que todos os trabalhadores em Educação tomem frente nessa luta para que essa barbárie não aconteça no Estado! O achatamento da carreira será o fim do Magistério Catarinense! Sua mobilização é fundamental agora!

A greve continua!

Governo não apresenta proposta e greve continua

A audiência realizada na manhã desta 2ª feira, 23, entre a comissão de representantes do Comando de Greve Estadual e representantes do Governo do Estado, frustrou as expectativas de apresentação de uma proposta para o cumprimento da Lei do Piso. O Governo não apresentou nenhuma proposta. Apesar de todos os trabalhadores em Educação do estado terem uma grande expectativa em relação a negociação; não houve negociação, isto dito pelo próprio governo, mas apenas um comunicado de que o pagamento seria feito através do envio de uma Medida Provisória; e qualquer continuidade de negociação está condicionada ao final da greve, conforme foi afirmado categoricamente pelo governo que “não negocia com categoria parada”.

O Secretário de Educação Marco Tebaldi, mais uma vez, mostrou-se inoperante e quase não se pronunciou durante a audiência. Ele apenas disse que “é difícil resolver a situação” e jogou toda a responsabilidade pela condução da audiência ao Secretário-adjunto Eduardo Deschamps que, diante de questionamentos sobre o apoio da sociedade à greve, afirmou que, segundo pesquisas, a educação não está entre as prioridades da sociedade.

Diante disso a Comissão do comando de greve tentou avançar na negociação, mas foi ignorada.

A partir disso, o Comando Estadual de Greve se reuniu na parte da tarde para fazer uma avaliação da posição do governo, e de como está a adesão à greve nas regionais. Foi verificado que a adesão está se mantendo em 90% e a categoria continua mobilizada.

Houve consenso no comando de greve que esta Medida Provisória do jeito que foi apresentada significa a extinção do plano de carreira, pois quem tem apenas a formação de ensino médio terá um salário cerca de 16% menor que alguém com Doutorado.

O Comando de greve saiu coeso da reunião, reafirmando a sua rejeição a edição da Medida Provisória, a manutenção da greve por tempo indeterminado e rejeitando completamente o posicionamento e o que foi apresentado pelos representantes do governo.

Medida Provisória significa fim do Plano de Carreira

O vencimento de um professor com formação de magistério é equiparada ao vencimento de um professor de nível superior. Há total achatamento da tabela salarial e destruição da carreira do magistério.

Na atual tabela, a diferença entre os dois é de 63%. O governo continuou não respeitando a lei do Piso ao não considerar o Piso como vencimento inicial de carreira.

Com a Medida Provisória, os únicos trabalhadores na Educação que terão ganho são aqueles que possuem formação de magistério (1 A).

Para os que possuem licenciatura plena (7A) terão uma perda de R$ 934,35 em relação ao Piso.

Remuneração de um Professor com formação de magistério que atua nos anos Iniciais:

Vencimento inicial: 1.187,00
40% regência: 474,80
Prêmio 200,00
Vale Alimentação 132,00
Total 1.993,80

Remuneração de um Professor com Pós Graduação (10A) que atua nos Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio:

Vencimento inicial 1.267,81
25% regência 316,95
Prêmio 200,00
Vale Alimentação 132,00
Total 1.916,76

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Proposta do Governo é uma afronta!

Proposta do Governo é uma afronta, desrespeita e acaba com a carreira no magistério

A proposta apresentada ao SINTE/SC hoje, 23, durante audiência com a equipe gestora do Governo Raimundo Colombo foi rejeitada pelos trabalhadores em Educação e considerada uma "afronta" ao magistério.


O governo catarinense não respeitou a lei do Piso, não o considerou como vencimento base e acaba com a carreira do magistério catarinense.

"Não vamos apresentar (à categoria) esta proposta porque é uma afronta aos professores da rede estadual de Educação. A proposta desvaloriza os professores, acaba com a carreira do magistério catarinense, além de desrespeitar a categoria", criticou a coordenadora estadual do SINTE/SC, Alvete Bedin.

A coordenadora do SINTE/SC afirmou que a proposta do Governo não divide a mobilização da categoria. "Vai fortalecer a greve, pois fomos desrespeitados pelo governo Colombo".

A greve do magistério estadual entra hoje no sexto dia e conta com a adesão de 90% dos trabalhadores, que reivindicam a aplicação imediata do Piso como vencimento de carreira e sem alteração da tabela.

"A greve está forte e estamos no movimento certo; há uma lei federal que garante o Piso como vencimento básico sem alteração na tabela; o governo de Santa catarina deve respeitar a lei e apresentar proposta que beneficie todos os trabalhadores do magistério e não apenas alguns", disse a coordenação.

O achatamento da tabela foi considerado inaceitável pelo SINTE/SC, que reivindicou que o Governo retirasse a proposta da mesa. O governo optou pela intransigência, manteve a proposta e condiciou a continuidade do diálogo à suspensão imediata da paralisação na Educação.

Cerca de 500 professores acompanharam a audiência concentrados na frente da SED e, quando foram informados do resultado do encontro com o Governo, gritaram que, "greve continua até o governo pagar o que nos deve!".

Da audiência, realizada na SED, participaram o Comando de Greve do SINTE/SC, integrado também pelo departamento jurídico do sindicato e com representante da CNTE; e,por parte do Governo estavam o secretário da Educação, Marco Tebaldi; o secretário-adjunto da Educação, Eduardo Deschamps; um representante do secretário da Administração, e um representante do Procurador Geral do Estado.

Pauta de reivindicação do SINTE

- Aplicação da lei do Piso Nacional do Magistério no Estado, respeitando o Plano de Carreira e 1/3 de hora atividade;

- Anistia das faltas da greve de 2008 e paralisações, com revisão da política de punições e questionamentos sobre a anistia das faltas dos diretores nomeados;

- Correção das perdas salariais;

- Concurso público de ingresso para o magistério;

- Revogação da Lei Complementar 456, de 11 de agosto de 2009;

- Implementação de programas de atenção à saúde do trabalhador e discussão sobre o plano de saúde;

- Pela manutenção do emprego de serventes e merendeiras, e cancelamento do processo de terceirização;

- Revisão do Decreto 3593/2010, que trata da progressão funcional;

- Liberação das licenças para cursos de pós graduação e mestrado;

- Fim da proposta de municipalização do Ensino Fundamental;

- Garantia de que os professores não serão prejudicados (com perda de Regência de Classe e redução da carga horária) pela diminuição de turmas em função da aplicação do Ensino Fundamental de 9 anos, e preservação dos direitos dos alunos;

- Formação continuada para os profissionais do magistério;

- Gestão democrática com eleições diretas para diretores;

- Atenção especial aos problemas de estrutura, segurança e mobilidade das escolas;

- Respeito à autonomia das escolas na definição de seu calendário escolar, de acordo com as realidades regionais.


COORDENAÇÃO ESTADUAL DO SINTE

domingo, 22 de maio de 2011

Assembleia de pais em São João do Itaperiú

Pais da EEB Profª Elvira Faria Passos declaram apoio a greve e decidem manter seus filhos em casa



Pais declaram apoio à greve
Em assembleia realizada em 20/05 em um ginásio da comunidade de São João do Itaperiú, pais da EEB Profª Elvira Faria Passos declaram apoio à greve dos trabalhadores em Educação e decidem por unanimidade deixar seus filhos em casa. Na escola 13 trabalhadores em educação aderiram a greve.

Trabalhadores em Educação fazem grande Ato na GERED

Denúncias são encaminhadas ao Ministério Público Estadual e a Justiça do Trabalho.

Nos dois primeiros dias de greve o SINTE-Jlle recebeu várias denúncias de ameaças de demissão de professores ACTs. Diante dos fatos, o Sindicato juntamente com o comando de greve convocou todos os profissionais em Educação para um grande Ato em frente à GERED para denunciar a população o abuso e autoritarismo da Gerência de Educação de Joinville, que tem seguido a risca as orientações da SED.



Mais de 200 professores participaram da movimentação e deram um basta as ameaças. Entre elas podemos citar: assédio moral por parte dos diretores (que tiveram a audácia de ligar para professores ACTs exigindo a volta dos mesmos ao trabalho); ameaça de demissão através de ofícios encaminhado as escolas, a substituição de professores em greve por estagiários, entre outros.

Após a manifestação os trabalhadores fizeram uma caminhada pelo centro da cidade até a Justiça do Trabalho e protocolaram um documento com as denúncias. Na sequência, uma comissão se dirigiu ao Fórum onde uma cópia do mesmo documento foi protocolada junto ao Ministério Público Estadual.