Sinte - Regional de Joinville

Sinte - Regional de Joinville

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Estudantes e comunidade lutam ao lado de professores contra o fechamento da escola


No dia 31/7, pais, estudantes e professores realizaram um ato contra mais um fechamento de escola em Joinville. Moradores da região, movimentos sociais, representantes sindicais e organizações estudantis se reuniram em frente à escola Ruben Schmidlin para protestar contra seu fechamento e o deslocamento dos alunos do Morro do Meio para a nova escola, no Vila Nova.

Entre os encaminhamentos, ficou aprovado um novo ato na quarta-feira (2/8), às 18 horas, em frente à Agência de Desenvolvimento Regional (ADR).

Ainda no dia 31/7, pela manhã, a comunidade escolar também realizou um ato na E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva contra o fechamento da escola.

A direção regional do Sinte/SC, junto à UJES, os movimentos "Fica Maestro" e "Ruben não pode fechar", não medirá esforços na luta por uma educação pública, gratuita e para todos.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Mais duas escolas fechadas e nenhum respeito à comunidade

Ontem (25/7), o governo do Estado tentou impedir a realização de uma audiência pública contra o fechamento da Escola de Educação Básica Maestro Francisco Manoel da Silva, no Vila Nova, colocando cadeados nos portões de acesso ao local. Ainda assim, pais, estudantes, professores, comunidade, representantes sindicais e da União Joinvilense de Estudantes Secundaristas se reuniram do lado de fora da escola e realizaram a atividade.

A audiência foi solicitada pela regional de Joinville do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) e convocada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, por intermédio da deputada Luciane Carminatti (PT). A parlamentar, que preside a comissão, participou da atividade e classificou a atitude do governo como “um desrespeito com a comunidade escolar”. Por parte do estado, nenhum representante compareceu.

Abrir uma escola, fechar duas

Os estudantes e professores da Escola Maestro estão sendo transferidos para a recém-construída Escola Bailarina Liselott Trinks, no mesmo bairro. Eles aprovam a construção da nova unidade, mas exigem que a Maestro permaneça em funcionamento. "Escolas devem ser ampliadas e abertas, e não fechadas ou transformadas em presídios", disse um dos pais que acompanhava a audiência.

Na tarde de hoje, estudantes e professores da Escola Dr. Ruben Roberto Schmidlin, no Morro do Meio, também foram surpreendidos com o anúncio do fechamento de sua unidade. Esta escola oferta o ensino médio noturno em um prédio do município e, agora, a orientação do governo é que professores efetivos e alunos também sejam transferidos para a Bailarina, no Vila Nova.

De forma arbitrária, o reinício das aulas na Maestro e na Ruben após o recesso de julho, dia 31, foi convocado já para a nova escola sem nenhuma informação à comunidade escolar. Diante disso, neste dia, protestos estão chamados para às 7h30 e às 19 horas, no início das aulas, em frente à escola Bailarina Liselott Trinks.

Além de tentar boicotar e não comparecer à audiência de ontem, a secretária da Agência de Desenvolvimento Regional de Joinville (ADR), Simone Schramm, nega-se a receber o Sinte e a explicar, por exemplo, se os estudantes terão direito ao passe escolar, já que a nova escola fica a aproximadamente três quilômetros do Maestro e a nove quilômetros da Ruben Roberto Schmidlin. Outra dificuldade é que a escola Bailarina fica em uma localidade isolada, de difícil acesso e histórico de alagamentos.

Os trabalhadores em educação também serão prejudicados. Haverá reorganização de turmas e consequente diminuição de carga horária para os profissionais. Os professores Admitidos em Caráter Temporário (ACTs) da Ruben já foram demitidos e este será também o destino dos lotados na Maestro.

O Sinte/Joinville convoca uma reunião amanhã (27/7), às 10 horas, na sede do sindicato, com todos os professores afetados pelos fechamentos das escolas Maestro, Ruben Schmidlin e Higino Aguiar – que é a próxima da lista do governo.

Ampliar o acesso à educação
Nos últimos anos, quatro escolas já foram fechadas em Joinville e uma municipalizada – o que progressivamente vem sobrecarregando a rede municipal. Soma-se a isso o fechamento de turmas em diversas unidades e a pressão para encerrar a oferta de ensino noturno na rede estadual.

O governo justifica os fechamentos com a redução no número de alunos matriculados. No entanto, ignora as elevadas taxas de evasão de Santa Catarina. De acordo com o Senso Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e divulgado em junho deste ano, cerca de 10% dos jovens matriculados no Ensino Médio entre 2014 e 2015 desistiram da escola.

Este índice é expressivo e relaciona-se à falta de estrutura das escolas, número insuficiente de profissionais, desvalorização do corpo docente, necessidade de os jovens entrarem cedo no mercado de trabalho, falta de oferta de vagas em escolas perto do emprego ou da residência do estudante, entre outras questões.

Além disso, o bairro Vila Nova teve sua população quase triplicada nos últimos 30 anos – passando de 8.883 habitantes em 1990 para 24.325 em 2016, de acordo com o IPPUJ. Até o momento, no entanto, conta apenas com a sexagenária Escola Maestro Francisco Manoel da Silva, que atualmente atende 789 alunos. Com a inauguração da nova unidade e fechamento da antiga escola, a situação não será alterada.

De acordo a própria Gerência Regional de Educação, um levantamento realizado no bairro já identificou mais 190 jovens que poderiam estudar no Vila Nova. Ainda segundo critérios do mesmo órgão, divulgados pelo Jornal A Notícia em 15 de junho deste ano, o mínimo de alunos para manter uma escola com viabilidade é de 120. Ou seja, o próprio governo apresenta argumentos sobre a necessidade da manutenção das duas escolas em funcionamento na região.

A falta de interesse do governo em promover a Educação evidencia-se. “Este é um Estado fora da lei, que coloca cadeados para impedir a comunidade de entrar na escola e quer marginalizar nossos estudantes”, ressaltou a professora Maritania Camargo, na audiência de ontem.

O canto da Sereia da Reforma do Ensino

Aos poucos, o governador Raimundo Colombo e seu secretário de Educação, Eduardo Deschamps – também presidente do Conselho Nacional de Educação – estão fazendo de Santa Catarina o laboratório de implantação da Reforma do Ensino e de destruição da Educação.

Esta reforma de Michel Temer tem sido apresentada como uma revolucionária forma de educação, que permitirá ao estudante optar pelo aprofundamento nas áreas do conhecimento, cursos de qualificação, estágio e ensino técnico profissional.

Na verdade, porém, ela diminui o número de disciplinas que o Estado é obrigado a ofertar aos estudantes e abre portas à privatização do ensino público, permitindo a validação de carga horária cumprida nas mais variadas instituições para a conclusão do Ensino Médio, como um cursinho de fundo de quintal.

Além disso, o fomento financeiro destinado às escolas que aderem à Reforma está totalmente vinculado à disponibilidade de recursos do Estado. Em tempos de congelamento de investimentos no serviço público por 20 anos, é ilusão acreditar que a Educação receberá mais verbas para implementar o ensino integral.

O que está em curso é a organização de escolas pólos adaptadas à Reforma do Ensino por região e o fechamento de centenas de unidades escolares no Estado. Na região de Joinville, a próxima listada é a Prefeito Higino Aguiar, em Araquari.

Ampliar a mobilização


O Sinsej, o Sinte e a Ujes assinam esta nota apoiando o Movimento Fica Maestro e repudiando a ação covarde do governo ao impedir a realização da audiência pública na escola ontem. As entidades também endossam os encaminhamentos acordados pela comunidade na atividade e colocam-se à disposição para ajudar na mobilização contra o fechamento da Escola Ruben Roberto Schmidlin.

Agenda:

27/7 - Reunião no Sinte, 10 horas, na sede do sindicato.
31/7 – Manifestações às 7h30 e às 19 horas, no início das aulas, em frente à escola Bailarina Liselott Trinks.


Professores denunciam outro fechamento de escola

Na tarde de hoje, 26/7, professores denunciaram outro fechamento de escola em Joinville. Trata-se da Dr. Ruben Roberto Schmidlin, no Morro do Meio.

A escola ofertava o ensino médio noturno em um prédio do município com o mesmo nome.

Com o fechamento, os professores ACTs foram dispensados. Já os efetivos e alunos foram transferidos para a nova escola no Vila Nova, a E.E.B. Bailarina Liselott Trinks.

O Sinte/Joinville convoca uma reunião amanhã (27/7), às 10 horas, na sede do sindicato, com todos os professores afetados pelos fechamentos das escolas Maestro, Ruben Schmidlin e Higino Aguiar.

No mesmo dia, os trabalhadores em educação e o sindicato dirigem-se à ADR para protocolar um pedido de uma nova audiência com a comunidade.


Moradores foram recebidos com cadeados

O governo do Estado tentou impedir a audiência pública contra o fechamento da E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva, colocando cadeados nos portões de acesso à escola. A comunidade não recuou e realizou a atividade na rua.

Ontem (25/7), pais, estudantes, professores e comunidade do Vila Nova estiveram presentes na audiência pública, convocada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, contra o fechamento da E.E.B. Maestro. O evento aconteceria dentro da escola, às 19 horas, mas o governo do Estado, através da Gerência de Educação, mandou fechar todos os portões que dão acesso ao recinto.

Ainda assim, os moradores se reuniram fora da escola e realizaram a audiência, reprovando a ação do governo na sua tentativa de impedir a organização da comunidade contra mais um fechamento de escola que acontece na cidade.

O governo Colombo – tutelado por Eduardo Deschamps e a exemplo do governo federal – uma vez mais mostra seu interesse em acabar com a escola pública e tratar como "gasto" e "privilégio" aquilo que deveria ser um investimento e um direito: a educação.

Para os presentes na audiência, ainda com a construção da nova escola, não há motivos para fechar a Maestro, que há 60 anos atende à região. Pais questionaram a transferência coercitiva dos alunos sem seu consentimento e reclamaram sobre a falta de diálogo e informações oficiais à comunidade. "Escolas devem ser ampliadas e abertas, e não fechadas ou transformadas em presídio", disse um dos pais que acompanhava a audiência.

Ademais, Gerência informou que haverá reenturmação e que o número de alunos por sala será ampliado na nova escola. "Para oferecer uma educação de qualidade, para dar uma atenção individualizada, para não aumentar o número de avaliações e não precarizar o trabalho do professor, trabalhar com turmas reduzidas faz toda diferença", afirmou Clarice Erhardt, professora e diretora do Sinte/Joinville.
Não há, também, garantias de lotações e cargas horárias para os trabalhadores em educação, principalmente para os ACTs, que serão dispensados.

A regional de Joinville repudia a atitude do governo, que usa o estado para vandalizar o que é de todos e destruir a educação pública. Reprova, igualmente, esta ação covarde do governo ao impedir a entrada dos moradores no colégio para debater o futuro deles e dos seus filhos. O Sinte/Joinville também endossa os encaminhamentos aprovados pela comunidade, que segue na luta para que a E.E.B. Maestro não seja fechada.

No dia 31/7, pela manhã, acontecerá uma nova manifestação contra a decisão do governo em fechar a escola Maestro.
Encaminhamentos

1) Moção de repúdio ao governo do estado pela decisão em fechar a E.E.B. Maestro Francisco Manuel da Silva;
2) O governo do estado deve manter a atual situação da E.E.B. Maestro com o mesmo número de turmas, os mesmos turnos matutino, vespertino, noturno e o mesmo número de aulas para todos os professores;
3) As autoridades presentes, deputada Luciane Carminatti e o vereador Adilson Girardi, devem se comprometer em buscar marcar uma audiência na ADR para a comissão de pais, professores e estudantes do Maestro para discutirem a situação da escola;
4) Manifestação da Comunidade escolar no dia 31 de julho, pela manhã, contra a decisão do governo em fechar a escola Maestro;
5) Questionamento ao Ministério Público a respeito das seguintes questões: a) O governo do estado pode transferir os estudantes da escola Maestro sem autorização dos pais para outra escola? b) Como fica a questão do zoneamento para os estudantes do Bairro Vila Nova?;
6) Investigar a situação da doação do terreno feito pelo senhor Ricardo Baunner para o estado, onde foi construída a E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Mobilização contra o fechamento da E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva. Participe! Esta luta é de todos!


O governo do Estado mente aos trabalhadores em educação e à comunidade da E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva. Na última sexta-feira (21/7), o governo informou à direção da escola que a unidade escolar e suas turmas serão fechadas, e que haverá reenturmação. Ou seja, muitos professores terão suas cargas horárias reduzidas ou serão dispensados, no caso dos ACTs.

O Sinte/Joinville tem alertado e mobilizado a comunidade, participando do movimento “Fica Maestro”. Na sexta, as coisas ficaram explícitas e soubemos que o que nos resta é a luta: a defesa da manutenção da E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva.

Um pouco da história

O governo do estado de Santa Catarina, através da Secretaria de Educação e Gerência Regional, determinou o fechamento da E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva e a transferência de estudantes e funcionários para a nova escola do bairro, a E.E.M. Bailarina Liselot Trinks.
O fechamento da E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva foi anunciado no primeiro dia do ano letivo de 2017.

Em março, um grupo de pais, estudantes e professores iniciaram um movimento contra o fechamento da E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva e, a partir de um abaixo-assinado, coletaram mais de mil assinaturas junto à comunidade.

No final de junho, após informações de que a mudança poderia acontecer no início do segundo semestre, o movimento convocou uma assembleia com a comunidade para o início de julho. A assembleia confirmou a luta contra o fechamento da escola, assumiu o nome de “Movimento Fica Maestro” e aprovou alguns encaminhamentos - entre eles, a realização de uma audiência pública. A Comissão de Educação aprovou esta audiência, que acontecerá no dia 25 de julho, a partir das 19 horas, na E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva.

Na última semana, enquanto os professores estavam em curso na escola, o governo confirmou que a mudança acontecerá durante o recesso e que o retorno para o segundo semestre será na nova escola. Autorizou, ainda, a retirada de materiais da unidade escolar e tentou cancelar a audiência, proibindo o uso da escola para sua realização. Junto a esta manobra, o governo também anunciou o possível fechamento da E.E.B. Pref. Higino Aguiar.

Por um lado, não temos garantias de lotações e manutenção das cargas horárias; por outro, questões como o passe estudantil – fornecido aos alunos que moram longe da estrutura – e um amplo debate com a comunidade não foram oficializadas.

O governo estadual, conhecido por fechar turmas e escolas, quer sucatear e acabar com a educação pública, gratuita e para todos. A luta para barrar estas medidas deve ser de todos: pais, estudantes e professores.

A audiência está mantida e a comunidade não recuará.

Participe da audiência pública que acontecerá no dia 25/7, às 19 horas, na E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva. É nossa luta que garantirá que os jovens tenham acesso ao ensino público.


terça-feira, 18 de julho de 2017

Atenção, trabalhadores em educação

1. O Sinte/Joinville informa aos servidores do Estado que o “curso” promovido pelo governo pretende alterar os PPPs das unidades escolares para adequá-los à Reforma do Ensino Médio. Informamos que estes procedimentos são irregulares, pois não contam com a participação da comunidade no processo. Orientamos a categoria a não aceitar mais este absurdo e solicitamos que se organize na discussão pela não implantação da Reforma do Ensino, cuja finalidade é a privatização do ensino público.


2. O Sinte/Joinville, ainda, repudia a ação do governo ao não conceder duas semanas de recesso aos trabalhadores em educação, ignorando a necessidade de descanso e o acordo firmado com o Sinte no ano passado.
Além disso, a gerência dispensou o período noturno, o que desobriga que os servidores deste período participem do curso, pois não estão em seu horário de trabalho. O governo e a gerência quebram, desta forma, a isonomia entre os servidores.

A regional de Joinville reivindica a remuneração dos trabalhadores que participarem do curso e cobrará providências da direção estadual do Sinte em relação a estes aspectos.


terça-feira, 11 de julho de 2017

Recesso escolar: o combate continua

Ano após ano, os trabalhadores em educação da regional de Joinville, estudantes e comunidade enfrentam os problemas do calendário escolar, especialmente quando se trata do recesso de julho. A situação não foi diferente no ano letivo de 2016. E as complicações permanecem neste ano, 2017.

No ano passado, em reunião com o Sinte, a então gerente afirmou aos dirigentes sindicais que o calendário deste ano seria unificado com as demais redes. No entanto, o calendário escolar sugerido pela gerência de educação de Joinville não prevê a unificação com outras redes de ensino, principalmente com a rede municipal: o recesso dos professores da rede estadual será, segundo as orientações do governo do estado, de apenas uma semana, enquanto as outras redes terão duas semanas.

Ao mesmo tempo, vários gestores, de forma correta, já comunicaram que os professores serão dispensados, pois estão assumindo o calendário da unidade. Ou seja, além de tudo, o governo promove a confusão. Inúmeros são os transtornos, principalmente aos trabalhadores em educação que necessitam da oferta das creches e escolas primárias para deixarem seus filhos e, assim, poderem exercer o seu trabalho de forma integral.

Para os estudantes, de maneira correta, serão ofertados duas semanas de recesso; já para os professores, apenas uma, sendo que o governo sugere que os professores participem de uma formação pedagógica neste período. Até o presente momento, o conteúdo desta formação pedagógica ainda não foi apresentado aos gestores escolares e ao corpo pedagógico para que possam preparar este momento. Mais uma vez, será aquela vergonha que o governo promove, ou melhor não promove, todos os anos.

O governo não tem nenhuma formação, apenas tem prazer em punir os professores, negando o descanso necessário aos trabalhadores em educação. Alguns dizem que a formação será de responsabilidade de cada unidade escolar; outros, que a formação será via conferência online. A situação é lamentável.

Não somos contra a formação dos professores. Pelo contrário, esta é uma necessidade nossa, mas não aceitamos que seja realizada durante o período de descanso de julho, pois não ajuda na saúde dos nossos trabalhadores, ainda mais diante do descaso total, inclusive com o tipo de "formação" que será ofertado.

Além disso, não diferente do que aconteceu no ano passado, a gerência de educação de Joinville e Secretaria de Educação de SC ignoram o que é proposto tanto na LDB quanto nos Planos Nacional e Estadual de Educação, que é a autonomia das escolas em garantir os 200 dias letivos previstos na legislação. (leia mais aqui: https://goo.gl/FE5oCu ).

Até o momento, a gerência de educação de Joinville negou o pedido de audiência da direção regional do Sinte para discutirmos o assunto.

Por estas razões, convocamos todos os trabalhadores da regional de Joinville a acompanharem este debate e tomarem parte nesse processo importante para nossa a categoria - a garantia da autonomia de organização do calendário escolar - e pressionarem as direções das escolas com a comunidade para que seja garantido o recesso de duas semanas aos trabalhadores em educação. Orientamos que, se necessário for, sejam chamadas reuniões, atos etc. Toda mobilização é válida.

No dia 13/7, às 19h , na sede do Sinte em Joinville, realizaremos uma reunião com os representantes de escola para debatermos o assunto e tomarmos medidas para reivindicar nossos direitos.


Além disso, o Sinte/Joinville convoca todas as unidades escolares a organizarem seu calendário escolar, conforme orientação do sindicato e, no dia 14/7, participarem de ato público para a entrega dos calendários à gerência regional, às 17h.

Da mesma forma, o sindicato solicitará apoio ao cumprimento desta legislação aos órgãos responsáveis, ou seja, ao Conselho Estadual de Educação e ao Ministério Público.

A nossa organização nesse momento é fundamental para avançarmos em nossas lutas. Nos próximos dias, a Regional de Joinville fará o calendário modelo para que seja discutido nas escolas, bem como a devida consulta jurídica e orientações.

Vamos fazer valer nossos direitos.


O Sinte/Joinville convida todos os trabalhadores em educação para participar do debate sobre a Reforma do Ensino Médio, que acontece na Univille (Campus Bom Retiro), no auditório da reitoria. A atividade está marcada para amanhã, 12/7, a partir das 18h50.

O evento contará com representantes da Secretaria de Estado da Educação e da Gerência Regional de Educação.


Reforma do Ensino

Representando o fim da educação pública como a conhecemos, a Reforma do Ensino Médio promove um retrocesso histórico no sistema de ensino. Desde a modularização e flexibilização da grade curricular, a restrição de disciplinas e saberes que formam o senso crítico do aluno, esta reforma pretende acabar com a carreira de professor. Segundo o texto da medida, poderão ser contratados trabalhadores em educação apenas com “notório saber”, também freando a possibilidade de aberturas de concursos públicos.
Além disso, a Reforma do Ensino não vem, como alega o governo, acompanhada de mais investimentos. Ela apenas se ajusta à PEC 241 (ou 55), que congela gastos públicos por 20 anos.


Em Santa Catarina

Conhecido entre os catarinenses pelo fechamento de escolas e precarização da educação pública, Colombo já colocou a Reforma do Ensino Médio em prática, legitimando a reprovação e fomentando a municipalização. Ademais, congelou a licença prêmio e estabeleceu o fim da oferta do Ensino Fundamental I na rede estadual e o fim do cargo de professor-orientador da sala de tecnologia.

Em momentos como este, em que os governos federal e estadual se empenham em destruir aquilo que é de todos, é importante a participação da juventude, dos sindicatos, dos movimentos sociais para barrar reformas como a do Ensino Médio.

O debate que acontecerá na Univille é uma ótima oportunidade de mostrar aos representantes dos governos que a comunidade escolar não permitirá que a educação pública seja destruída.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Contra o fechamento da E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva

Ontem (5/7), a regional de Joinville do Sinte foi informada que a E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva fechará suas portas para a comunidade. Segundo a diretoria da escola, o fechamento deve acontecer depois do recesso de julho, coincidindo com a inauguração de uma nova instituição de ensino na região.

A E.E.B Maestro, desta forma, entra para a lista de cortes do governo estadual, como a E.E.B. Prof. Nicola Baptista, a E.B.B. Eladir Skibinski e a E.E.B Elpidio Barbosa no ano passado.

O Sinte/Joinville convida a comunidade para participar da assembleia que discutirá o fechamento de mais uma escola na cidade. A atividade acontece hoje, às 19h30, na E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva - Rua XV de Novembro, 8504, no Vila Nova.