Sinte - Regional de Joinville

Sinte - Regional de Joinville

quinta-feira, 23 de março de 2017

Atenção, trabalhadores em educação: participem da assembleia estadual

O governo federal anunciou que os servidores municipais e estaduais não serão contemplados pelas medidas propostas na Reforma da Previdência.

Este “recuo” por parte de Michel Temer não é inocente e não deve enganar o servidor público para, assim, dividir a classe trabalhadora. Com esta manobra, Temer deixa a aplicação da reforma nas mãos dos governos municipal e estadual, desmobilizando momentaneamente os servidores públicos – que já deram o recado nos atos do dia 15 - ao mesmo tempo em que ataca os trabalhadores federais e do regime privado.

Junto ao anúncio do governo federal, Raimundo Colombo apresentou, nesta quinta (23/03), o pré-projeto da reforma previdenciária do funcionalismo público catarinense, com o nome de SCPrev. Nele, o governo pretende criar uma fundação privada para gerenciar a aposentadoria dos trabalhadores estaduais, além de modificar as regras de contribuição.

Estas reformas não precisam de emendas. Elas precisam ser derrubadas e enterradas, assim como todo o Congresso Nacional. Esta luta só poderá ser levada a cabo pela unidade e organização de todas as categorias..
Os servidores em educação do estado não devem se enganar com as estratégias de Temer, mas continuar mobilizados para derrubar a Reforma da Previdência e a agenda federal e estadual de ataques aos direitos dos trabalhadores, como a Reforma do Ensino, a lei que libera a terceirização para atividades do Estado e a reforma previdenciária estadual.

Não será Temer, que se aposentou aos 55 anos com salário de R$ 30 mil, nem Colombo que decidirão o futuro dos trabalhadores do país. Serão os próprios trabalhadores, que atuam em condições indignas para dar um pouco dignidade à população, que decidirão seu futuro e o futuro das próximas gerações.

Por isso, é importante que os trabalhadores em educação, no dia 28 de março, participem da assembleia estadual do Sinte para construir a maior mobilização da história.

Leia: https://goo.gl/HXPoku


segunda-feira, 20 de março de 2017

Regional de Joinville continua roteiros

A regional de Joinville do Sinte está realizando roteiros pelas escolas da cidade, com pautas sobre a Reforma da Previdência e a assembleia estadual, que acontecerá no dia 28 de março.

Na manhã de hoje (20/3), a E.E.B. Maria Amim recebeu a visita dos diretores. À tarde, será a vez da E.E.B. Arnaldo Moreira e, à noite, da E.E.B. Antônia Alpaídes.

Durante a semana, o Sinte/Joinville realizará visitas em várias escolas da região.


quinta-feira, 16 de março de 2017

Construir a greve contra os ataques, apesar da burocracia da direção estadual

Em janeiro deste ano, o Congresso da CNTE deliberou o chamado de greve geral da educação a partir de 15 de março, como decisão para derrotar o projeto de Reforma da Previdência do governo Michel Temer. Decisão mais que acertada e que foi saudada por todos os setores que desejam honestamente organizar para a luta contra a série de ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo. Entre a convocatória e a ação prática para organizar a greve, houve um grande descompasso.

Inicialmente, a CUT, que deveria encampar o movimento, conclamando todos os seus sindicatos a construir a Greve Geral, limita-se a chamar um dia de paralisação. Na sequência, tanto a direção da CNTE quanto a da CUT – amplamente dominadas pela Articulação Sindical – nada encaminham para organizar de fato suas bases para o movimento. A direção nacional da CUT, por exemplo, não se reúne desde o ano passado e nem diante de toda a conjuntura desastrosa que estamos passando, foi convocada para se posicionar. Resultado: da Executiva Nacional às Direções Estaduais e microrregionais, há uma apatia escandalosa, enquanto um turbilhão arrasta a vida e o imaginário dos trabalhadores. Apesar disso, em todo o Brasil houve grandes mobilizações no dia 15, fruto do desejo incontido das massas de irem às ruas defender seus direitos e graças às iniciativas pontuais e isoladas de alguns sindicatos.

Aqui em Santa Catarina, poucas categorias paralisaram suas atividades. Pouquíssimos sindicatos chamaram assembleias previamente com suas bases para discutir a preparação para a paralisação. Entre as exceções estavam os sindicatos dos servidores municipais de Joinville e de Florianópolis, dirigidos majoritariamente por militantes da Esquerda Marxista. Na Capital, os trabalhadores da Companhia de Melhoramento da Capital (Comcap) e da Prefeitura fizeram uma grande paralisação. O mesmo aconteceu em Joinville, onde o Sinsej realizou uma atividade e passeata com cerca de 3 mil servidores que cruzaram os braços. Ambas as paralisações foram possíveis pelo persistente trabalho empreendido pelas direções para explicar a dimensão da Reforma da Previdência. Esta, no entanto, não é a situação em que encontra-se o Sinte-SC, que marcou-se assembleia apenas para o dia 15 de março – sem que nenhum grande esforço de mobilização tenha sido feito para preparar a assembleia e a adesão à Greve Nacional.

A assembleia do SINTE
Na ausência de um sério trabalho de base por parte da Direção Estadual do sindicato, a assembleia do Sinte/SC em 15 de março reuniu cerca de mil trabalhadores (embora a base contenha mais de 60 mil, com pelo menos 30 mil na ativa). Encurralada pela situação e para aparentar combatividade, a direção apresentou a proposta de greve imediata para todos os trabalhadores em educação do estado. Uma decisão equivocada, pueril e insensata. Sem avaliar o quadro nacional de mobilização dos sindicatos e – principalmente – sem avaliar a própria organização e disposição da categoria, os burocratas que dirigem o sindicato tentaram impor a deflagração da greve. O que, se levado a cabo, possivelmente poderia levar a mais uma derrota da categoria.

Os dirigentes da Regional Joinville, militantes da Esquerda Marxista, alertaram do perigo destas decisões “de gabinete”, tomadas pelas costas da maioria dos trabalhadores. Propuseram construir seriamente o combate contra a Reforma da Previdência, contra todos os ataques nacionais e também pela defesa das pautas locais dos trabalhadores em educação. Para tanto, sugeriram adiar a decisão, convocando uma nova assembleia para dia 25 de março, com o compromisso de a direção empreender um sério e detalhado trabalho de base, a fim de mobilizar o conjunto da categoria.

Apesar das tentativas da direção de manobrar a votação, a esmagadora maioria dos trabalhadores presentes votou na proposta dos representantes da regional Joinville. Uma decisão responsável e madura, que reflete muito bem o espírito de nossa categoria: somos trabalhadores experimentados na luta, que muito já apanhamos e sofremos e – portanto – sabemos que uma greve, para ser vitoriosa, precisa ser construída solidamente pelas bases e contar com ampla adesão.

Correr contra o tempo e contra a burocracia
Um combate nacional contra as Reformas de Temer requer mais que decisões burocráticas. Requer mais do que greves isoladas. É preciso intensificar a discussão na base, ao mesmo tempo em que se cobra do conjunto do movimento sindical o compromisso sério com a luta. Se a burocracia sindical insistir em greves pontuais e minoritárias, estará preparando a derrota do conjunto da classe trabalhadora.
Está marcada para dia 28 de março a primeira votação na Câmara dos Deputados do projeto da Reforma da Previdência. Até o momento, a CUT limitou-se a marcar reunião da sua direção nacional em Brasília, nessa data, para “acompanhar a votação”. Nenhuma marcha a Brasília, nenhuma greve, nenhum ato. Das outras Centrais, nenhum encaminhamento. O que se percebe é o conjunto das grandes direções completamente paralisado frente aos acontecimentos. Alguns, apostando no projeto Lula 2018. Outros, simplesmente porque não acreditam na capacidade de luta dos trabalhadores que representam.

Nós queremos Lutar! Nós queremos derrotar a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, a Terceirização e qualquer ataque do governo federal. Chamamos o FORA TEMER E O CONGRESSO NACIONAL. Não acreditamos que uma eleição vai resolver os problemas da classe trabalhadora, mas sim a luta em unidade dos trabalhadores brasileiros.

Nós também queremos combater os desmandos de Raimundo Colombo. Queremos derrotar a Reforma do Ensino Médio e sua aplicação em Santa Catarina. Queremos combater por uma pauta de reivindicações clara e objetiva, em uma campanha salarial organizada.

Para isso, os militantes da Esquerda Marxista, especialmente na Regional Joinville farão um criterioso roteiro nas maiores escolas na semana que vem. Ocasião em que não serão medidos esforços para explicar a todos a importância da luta e da greve contra todos os ataques e pelas nossas reivindicações. Convocamos cada trabalhador em educação para que discuta em sua escola o momento que vivemos e a necessidade de participar da próxima assembleia no dia 25.

Não se faz uma greve forte com ilusões e fantasias. Não se substitui a organização real dos trabalhadores por ordens de gabinete. A verdade é revolucionária e há de prevalecer. Não se é um grande lutador apenas pelos bonitos e veementes discursos. Quem de fato está disposto a combater pela unidade da categoria, pela construção da greve contra todos os ataques, esse é o momento de se colocar a trabalho.

Não nos intimidaremos com agressões, empurrões ou falácias distribuídas nas redes sociais. Ao invés de semear calúnias e confusões, cabe à direção estadual assumir seu papel e ajudar a construir o movimento.

A todos os trabalhadores da base do Sinte-SC, de qualquer cidade em que esteja, fica a convocação para juntos superarmos as disputas de frações historicamente na direção do sindicato, que tanto atrasam a unidade, organização e luta de nossa categoria.

Junte-se a nós.


Lei da Mordaça é rejeitada e segue para arquivamento

De autoria da ex-vereadora Pastora Leia, o PL 221/2014, também conhecido como Lei da Mordaça, foi rejeitado na Comissão de Educação. A relatora, Tânia Larson (SD), deu parecer desfavorável ao projeto que pretendia calar e desmobilizar professores e alunos em sala de aula.

Diante de tantos ataques à classe trabalhadora e aos jovens do país, concretizando-se em reformas trabalhistas, previdenciárias e educacionais, a Lei da Mordaça apenas assumia um papel de controle social para frear qualquer organização e questionamento por parte da população. Não era inocente o desejo de implantá-la em instituições onde o pensamento crítico é construído e onde a juventude se prepara para contestar as contradições do sistema vigente.

Para a coordenadora regional do Sinte/Joinville, Thaís Tolentino, a sociedade mostrou que não está disposta a se calar, e a resposta negativa à Lei da Mordaça é prova disso. “Não aceitamos nenhum retrocesso como a Lei da Mordaça, que também pretendia jogar toda a história da humanidade na lata do lixo”, afirmou a coordenadora.

A rejeição da Lei da Mordaça é uma grande conquista para pais, professores, movimentos sociais, estudantis e sindicais, e deve servir de exemplo para todas as regiões em que o projeto ainda tramita.

segunda-feira, 13 de março de 2017

15 de março - Greve Geral da Educação / Assembleia Estadual

A Reforma da Previdência segue seu curso para ser aprovada. Em pouco tempo de governo, Michel Temer pretende destruir a aposentadoria no país e colocar as contas da dívida pública, da desoneração e inadimplência do empresariado no ombro do trabalhador.

O discurso do governo federal, sustentado pelos meios de comunicação, banqueiros e especuladores, pretende convencer a população de que morrer trabalhando é bom. Para isso, os defensores desta reforma alegam que existe um “rombo na previdência” que precisa ser estancado. No entanto, anualmente a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) divulga uma análise da Seguridade Social e os resultados são sucessivamente superavitários, chegando a R$ 11 bilhões positivos em 2015.

A resposta dos trabalhadores deve ser organizada e contundente. A CNTE convocou uma greve geral da Educação a partir do dia 15 de março e a CUT também está chamando uma paralisação para todos os trabalhadores no mesmo dia.

Nesta data, o Sinte/SC realizará uma assembleia estadual em Florianópolis, a partir das 14 horas, e colocará em pauta a greve geral e as ações que pretende promover contra a Reforma da Previdência.

A regional de Joinville disponibilizará um ônibus para a assembleia, que sairá às 9 horas da sede do sindicato.
Os interessados em participar da atividade devem enviar nome e RG para o e-mail do Sinte/Joinville: sinte.joinville@yahoo.com.br

Agenda
15/3, às 14 horas – Assembleia Estadual do Sinte / Greve Nacional da Educação
Pauta nacional: contra a Reforma da Previdência; cumprimento da Lei do Piso Salarial nacional, greve nacional da educação.
Pauta estadual: aplicação do reajuste do piso, pagamento das perdas salariais (piso e inflação) e anistia das faltas.

Transporte: o ônibus para a assembleia estadual sairá às 9 horas do dia 15/3. Os trabalhadores que desejarem participar devem enviar nome e RG para o e-mail do sindicato: sinte.joinville@yahoo.com.br


terça-feira, 7 de março de 2017

Gered diz que pagará ACTs, mas nega-se a oficializar compromisso por escrito

Ontem (6/3), a direção do Sinte/Joinville esteve em audiência com a gerência de educação para cobrar um posicionamento sobre o pagamento dos professores ACTs e sobre as irregularidades que aconteceram com a folha suplementar.

A gerência de educação garante o pagamento dos professores até o dia 10, embora se negue a oficializar o compromisso por escrito.

Na tarde de hoje (7/3), o sindicato protocolou um documento na gerência, informando que haverá, por decisão dos trabalhadores em assembleia, uma paralisação por tempo indeterminado se o pagamento não for efetuado até o dia 10/03.

Só na regional de Joinville, mais de 80 professores possuem irregularidades na folha suplementar, sendo que muitos nem mesmo tiveram a folha gerada, tendo seus pagamentos postergados para o dia 31/3, segundo a gerência.

A orientação do Sinte/Joinville é que todos os professores que foram lesados façam o pedido de regularização de pagamento na secretaria da escola e exijam uma resposta - ainda que negativa - por escrito. O sindicato acionará medidas judiciais para garantir o pagamento imediato de todos os trabalhadores em educação.

Para isso, é necessário que os professores tentem imediatamente o trâmite interno da unidade escolar, ou seja, a regularização na secretaria.

Esse desmando do governo do Estado é um absurdo. Os professores ACTs estão sem salário e o sucateamento das condições de trabalho dos professores atinge toda a comunidade escolar.

Não mediremos esforços para barrar mais esse ataque sem precedentes ao magistério.

Acompanhe e divulgue as orientações compartilhadas pelo Sinte/Joinville sobre esta questão. Somente com nossa ampla unidade e organização é que conseguiremos garantir nossos direitos.


segunda-feira, 6 de março de 2017

Atraso nos salários do ACTs

Audiência com a GERED foi marcada hoje (6/3).

Somando-se à precarização da jornada de trabalho dos ACTs, acentuada com a aprovação da Lei do ACT em 2015, e à escolha desumana de vagas para estes trabalhadores, a SED ainda gera transtornos em relação à folha de pagamento dos professores contratados em caráter temporário.

Ano após ano, o processamento da folha de pagamento e sua efetivação são momentos tensos e incertos para estes trabalhadores, que ficam à espera do Estado e de sua decisão de pagar ou não aquilo que lhes é devido.

Os ACTs estão sem salário desde janeiro. Muitos destes trabalhadores vivem em condições de subsistência, e o atraso no pagamento piora a situação. Ignorando a questão, o governo de Santa Catarina comprometeu-se com o pagamento através de uma folha suplementar, que seria gerada no dia 3/3.

Em assembleia realizada pelo Sinte/Joinville na manhã de sábado (4/3), e levando em conta que as folhas ainda não haviam sido processadas, professores e sindicato encaminharam um pedido de audiência com a gerência de educação para discutir a situação em caráter de urgência.

Além do atraso, vários professores tiveram suas folhas de pagamento com erros ou, ainda, não tiveram sua folha suplementar garantida.

Em assembleia, os trabalhadores em educação decidiram paralisar suas atividades se a situação não for regularizada até o dia 10/3.