Sinte - Regional de Joinville

Sinte - Regional de Joinville

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Colombo retira 106 milhões da educação

“Para atender ao crédito, serão utilizadas as dotações orçamentárias consignadas ao Fundo de Educação Estadual”. Esta é a sentença dada pelo PL 222/16, enviado por Colombo à Alesc, para abertura de crédito suplementar e retirada de recursos da educação.

Na prática, o projeto retira mais de 106 milhões de reais que servem para a revitalização das já precárias estruturas de escolas estaduais, e realiza a alocação do montante para o Deinfra.

Se por um lado temos instituições estaduais de ensino precarizadas e fechando, por outro temos um governo empenhado em acabar com a educação pública, diminuindo subsídios que serviriam para melhorar um pouco as condições de estudo e trabalho dos alunos e professores.

Como solução ao problema, o Sinte/Estadual convocou a categoria para “mandar e-mails” aos deputados, repudiando o projeto e denunciando as precárias condições das instituições escolares.

A regional de Joinville, no entanto, entende que “mandar e-mails” é inócuo. A estadual deve convocar uma assembleia e, junto à categoria, decidir o que fazer. A construção de uma greve nacional da educação é necessária, assim como fomentar a unidade e a organização dos trabalhadores para fazer frente aos constantes ataques dos governos estadual e federal. Sem assembleia, sem mobilização em nossas bases, a educação continuará sendo arrasada pelo descaso dos governos.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Gerência de Educação nega ponto facultativo a servidores

O Sinte/Joinville protocolou ofício junto à Gerência de Educação no dia 25/10, solicitando a concessão do ponto facultativo para sexta (28), data em que se comemora o Dia do Servidor Público.

A Gerência de Educação, em resposta, alegou que as escolas estaduais já comemoram esta data no Dia do Professor, 15/11, e negou provimento ao requerimento do sindicato.

O Sinte/Joinville discorda da visão da gerência e considera que, além de datas comemorativas distintas, os servidores em educação são merecedores do ponto facultativo também para o Dia do Servidor Público.

Estes e outros direitos só serão conquistados com organização e unidade da categoria.



Governo do Estado fecha turmas em Joinville

Com a desculpa da reorganização escolar para o Ensino Médio, o governo do Estado decidiu fechar turmas em várias escolas de Joinville.

Entre os alvos da medida do governo estadual, estão as escolas Elpídio Barbosa, no Costa e Silva, Guilherme Zuege, no Rio Bonito, Rodrigo Lobo, no Jardim Sofia e Felipe Schmidt, em São Francisco do Sul. Os 180 alunos que estudam no prédio da E.M. Prefeito Wittich Freitag, no bairro Aventureiro, também serão afetados pela decisão. Outras 16 escolas também estão programadas para fechamento do período noturno. “Tudo isso sem abrir diálogo com pais, professores e estudantes”, completa Thaís Tolentino, coordenadora regional do Sinte/Joinville.

Usadas como laboratório em Santa Catarina por Deschamps - que assumiu recentemente a presidência do Conselho Nacional de Educação - estas medidas são a antessala da PEC 241 e da Reforma do Ensino Médio, que pretendem acabar com a educação pública e o serviço público.

Em Joinville, pais, professores e estudantes realizaram uma reunião nesta quarta (26), na E.B.B. Elpídio Barbosa, em protesto ao fechamento de turmas na instituição. Moradores do Parque Joinville, no Aventureiro, também preparam um ato para hoje (27), na Praça da Bandeira, contra a decisão do governo em fechar as turmas que usam as instalações da E.M. Prefeito Wittich Freitag.

Passando ainda por aprovação, as medidas promovidas pelos governos federal e estadual já começam a fazer suas vítimas: a população. Professores e estudantes serão realocados a escolas em outras localidades, sofrendo com gastos em transporte e provocando a superlotação de outras instituições de ensino.

É importante que, neste momento, toda a comunidade fique atenta e se mobilize contra os ataques à educação, aderindo às demandas de professores e estudantes.

O Sinte/Joinville dá seu apoio a esta luta e repudia qualquer tentativa de destruição do serviço público. 










sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Em ato unificado, trabalhadores em educação de Joinville paralisaram suas atividades nesta sexta, 21

Professores da rede estadual de ensino em Joinville realizaram uma paralisação na sexta, 21/10, contra as medidas dos governos estadual e federal.

Junto à União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (UJES), trabalhadores em educação protestaram contra a destruição da educação e do serviço público através da PEC 241 e da Reforma do Ensino Médio. Na pauta dos servidores, também estavam a situação dos ACTs e o Plano de Ofertas Educacionais - 2017, que delibera sobre o fechamento de turmas e unidades escolares.

Em um bonito ato, professores e estudantes mostraram que estão dispostos a defender uma educação pública, laica, gratuita e para todos e não permitirão que a população sofra com a retirada de direitos.

Neste momento de reformas patrocinadas por aqueles que sempre desprezaram os servidores e o serviço público, é importante que toda a sociedade compartilhe as demandas dos professores e estudantes, e garanta que direitos não se tornem privilégios.

Por um mundo governado pelos trabalhadores
Sinte/Joinville


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sinte/Joinville protocola ofício na Gerência Regional de Educação

O Sinte/Joinville protocolou ofício na Gerência Regional de Educação, informando sobre a paralisação dos servidores em educação, que acontecerá no dia 21/10, às 9h, na Praça da Bandeira.

Professores estarão unificados com o movimento de estudantes contra a PEC 241, a Reforma do Ensino Médio, a situação dos ACTs e o Plano de Organização Escolar 2017. Todas estas medidas e projetos promovem a destruição do serviço público, o sucateamento das condições de trabalho e jornada dos professores, a realocação de servidores e o fechamento de turmas.

Além de professores e estudantes, a comunidade deve estar atenta às tentativas de acabar com a escola pública, participando das mobilizações e repudiando qualquer ataque contra aquilo que é de todos.



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Paralisação dos servidores em educação - 21/10, Praça da Bandeira


O Sinte/Regional Joinville (gestão Alternativa Sinte) convida todos os trabalhadores em educação a pararem suas atividades e juntarem-se ao ato dos estudantes no dia 21/10, às 9h, na Praça da Bandeira.

Professores da regional de Joinville e de todo o estado não podem aceitar a destruição da educação pública, a Reforma do Ensino Médio, a PEC 241 e o fechamento de milhares de vagas no período noturno.

Programação:

1. Ato unificado com a União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas, às 9h, na Praça da Bandeira.
2. Roda de conversa sobre a Reforma do Ensino Médio, às 15h, no Sinsej. 
3. Entrega de documento na Gered sobre fechamento de turmas na regional de Joinville e transferência de professores de forma arbitrária.



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Paralisação de servidores acontece no dia 21/10

Em assembleia realizada no sábado (15/10), trabalhadores em educação de Joinville decidiram realizar uma paralisação. O ato acontecerá no dia 21/10, na Praça da Bandeira, às 9h, e contará com a participação da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas.

Os professores são contra a PEC 241, que desvincula as receitas mínimas da união para investimentos públicos, congelando o piso do magistério. Também repudiam a Reforma do Ensino Médio, que transforma a escola em depósito de jovens, fragmenta a distribuição do conhecimento e acaba com a educação pública. A situação dos ACTs e o Plano de Organização Escolar 2017, que promove o sucateamento das condições físicas do ambiente escolar e a jornada de trabalho do professor, também estão na pauta dos trabalhadores.

#ForaTemereoCongressoNacional
#AbaixoaReformadoEnsinoMedio
#AbaixoaPEC241


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Assembleia Regional - 15/10

No dia 15 de outubro, o Sinte/Joinville realizará uma assembleia regional para discutir os ataques dos governos estadual e federal aos trabalhadores em educação.

A assembleia será às 14h30, no auditório do Sinsej, - Rua Lages, 84.
Transporte e creche deverão ser solicitados até as 18h do dia 11/10 (terça-feira).

Na pauta:

Reforma do Ensino Médio
Flexibiliza a grade curricular e prioriza uma formação técnica para o abastecimento do mercado, limitando e fragmentando a formação e o senso crítico nos alunos. Além disso, prevê a flexibilização na contratação de professores, fecha postos de trabalho e coloca o ensino à mercê do empresariado local.

Organização Escolar - 2017
O Plano de Ofertas Educacionais (POE) para 2017 é um ataque à educação pública de Santa Catarina. O POE promove o sucateamento das condições físicas do ambiente escolar e a jornada de trabalho do professor. Ademais, delibera pelo fechamento de turmas e unidades escolares, incentiva a municipalização e aumenta a quantidade de anos em sala de aula com consequente superlotação.

ACTs
A luta do Sinte/Joinville sempre foi pela realização de concurso de ingresso para que os ACTs não ultrapassem a cifra de 10% do total de professores, já que há vagas excedentes em todo o estado. Ano a ano, os ACTs passam pelo desconforto das escolhas de vagas, que são marcadas pelo amadorismo e pelo desrespeito à dignidade destes trabalhadores. É hora de exigir que a Gered faça uma escolha de vagas decente e respeitosa.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

A assembleia do dia 22 e nossas tarefas

No dia 22 de setembro, professores de Santa Catarina realizaram uma assembleia estadual em Florianópolis, na Praça Tancredo Neves. No mesmo dia, as centrais sindicais convocaram uma paralisação nacional contra o desmonte do serviço público e os ataques aos trabalhadores perpetrados pelo governo Temer. São mais de 50 projetos que retiram direitos historicamente conquistados, principalmente entre os trabalhadores em educação: PLP 257, PEC 241, PL 4567, “Lei da Mordaça” (Escola sem Partido) e a Reforma da Previdência.

A regional de Joinville participou com quatro ônibus, mas deparou-se com a ausência de muitas regionais, principalmente da própria cidade de Florianópolis. 

Infelizmente, a assembleia estava esvaziada: algo que parecia ser esperado pela direção estadual, que não organizou um espaço mínimo que pudesse comportar todas as pessoas que eventualmente pudessem participar.

Num momento de grandes ataques à classe trabalhadora e ao serviço público, ficou evidente que existe uma crise na direção estadual capaz de frear e engessar a luta de toda a categoria. A CUT chama uma greve geral, mas não mobiliza, ou seja, lança palavras ao vento na medida em que a executiva estadual do Sinte segue acomodada ao aparelho sindical. É um claro sintoma de burocratização. O magistério permanece nas escolas atento à situação política e aos ataques que chegam muitas vezes através dos jornais, aguardando pelo combate e por uma posição firme da direção.

Esta assembleia, ademais, mostrou a desordem e o descaso da direção estadual do Sinte com toda a categoria. Prova disso foi a postura de censura adotada, impondo limites às intervenções e informes das regionais. Não é possível que exista uma unificação sem que todas as regionais possam se manifestar e informar suas atividades e ações na base. 

O resultado desta assembleia foi a falta de encaminhamentos feitos pela estadual que atendessem aos anseios daqueles que foram à assembleia clamando por ações. Não era de se esperar outra coisa. Há tempos percebe-se uma direção estadual acomodada, apática e distante das bases, o que provoca a estagnação do sindicato. A categoria percebe que não pode confiar e, por este motivo, sente-se desmotivada e receosa em cada paralisação. 

Contudo, sabemos da necessidade de construirmos nossa luta, de nos organizarmos contra todos esses ataques do governo Colombo e do governo Temer.

Mesmo com uma assembleia sem uma direção e um ato esvaziado, respeitamos todos aqueles que compareceram neste dia e todos que paralisaram e foram pras ruas se manifestarem. Em Joinville, muitos professores e professoras da rede estadual se juntaram aos estudantes, servidores e servidoras municipais para panfletar e protestar contra o desmonte no serviço público. 

Independente dos desafios que enfrentamos, continuaremos na luta para construir uma alternativa para nossa categoria. Podemos mostrar que ainda temos força para resistir. 

Conclamamos cada trabalhador em educação a se organizar em sua escola, a discutir os ataques, a eleger representante por turno e, principalmente, a comparecer em todas as assembleias, mobilizações e formações.


Nenhum direito a menos!
Avante, professores e professoras!
Fora Colombo e secretário Deschamps!
Fora Temer e o congresso Nacional! Por uma Assembleia Popular Nacional Constituinte!