Sinte - Regional de Joinville

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Contra o fechamento de turmas na escola Nicola Baptista

O Plano de Ofertas Escolares (POE), colocado em prática pelo governo Colombo a partir do final de 2016, continua atacando a educação pública catarinense.

No começo deste ano, além do fechamento da E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva, com a justificativa de que uma nova escola será inaugurada no bairro Vila Nova, a E.E.B. Prof. Nicola Baptista também foi incluída no POE e está sofrendo com o fechamento de inúmeras turmas.

Desconsiderando a necessidade da oferta do Ensino Fundamental I para a comunidade escolar de São Francisco do Sul, e passando por cima de todas os pedidos de matrículas enviados à escola, a gerência de educação de Joinville e a SED se mostraram irredutíveis na aplicação de mais este ataque.

Com o fechamento das turmas, os estudantes com idade entre 7 e 13 anos terão que se deslocar para outras escolas da rede municipal, que ficam no mínimo 6 KM de distância do bairro Enseada, onde a E.E.B. Prof. Nicola Baptista está localizada.

Convidamos todos(as) a participarem da assembleia que acontecerá no dia 23/2, às 19h, na E.E.B. Prof. Nicola Baptista.

Não aceitaremos mais este retrocesso.
Nossa luta deve ser por uma educação pública, gratuita e para todos.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Todo apoio aos servidores de Florianópolis

Diante de mobilização dos trabalhadores, prefeitura pede prisão de dirigentes sindicais

Hoje (9/2), os servidores municipais de Florianópolis completam 24 dias de greve. Em menos de um mês de governo, o prefeito Gean Loureiro (PMDB) aprovou um pacote de retirada de direitos com a ajuda da Câmara de Vereadores e do judiciário.

Entre as medidas, encontram-se:

- Redução da licença por motivo de doença na família.

- Redução do adicional de horas extras – de 100% em dias úteis e 200% em dias não úteis passa para 50% em todos os casos.

- Fim da incorporação das gratificações à aposentadoria.

- Redução do adicional noturno de 50% para 25%.

- Fim da antecipação do décimo terceiro salário.

- Transformação da gratificação de “exercício de atividades especiais” em uma previsão aberta, sem critérios.

- Permissão à administração para interromper, conforme lhe aprouver, a licença sem vencimentos.

- Extinção do adicional por tempo de serviço – anuênio e triênio.

- Redução das férias dos Auxiliares de Sala – de 65 dias, como os professores, para 30, como o quadro civil.


O judiciário, no entanto, decidiu declarar e greve ilegal, ignorando o direito constitucional e histórico de organização dos trabalhadores. Mesmo diante desta medida, 85% dos servidores continuam paralisados e lutam contra o pacote de maldades promovido pelo prefeito.

Na tentativa de dar fim ao movimento, a prefeitura também pediu a prisão dos dirigentes sindicais, a destituição da diretoria e a intervenção judicial na entidade. A mesma postura truculenta também aconteceu no dia 24 de fevereiro (data da votação do projeto), em que o prefeito mandou a polícia militar e a guarda civil agirem, agredindo e disparando balas de borracha contra milhares de pais e mães de família.
O Sinte/Joinville se solidariza com os servidores da capital, com o Sintrasem, com os dirigentes sindicais, e se une aos vários sindicatos do estado em repúdio aos ataques contra as liberdades democráticas de organização, expressão e ao direito de greve.

O que ocorre hoje em Florianópolis é mais uma tentativa de responsabilizar os servidores pela crise e destruir os serviços públicos para a população. O mesmo acontece em escala nacional, com Michel Temer, e estadual, com Raimundo Colombo.

Todos os servidores em educação de Joinville estão chamados a replicar este protesto em suas redes sociais.

Leia a moção do Sinte/Joinville: https://goo.gl/jWvjdX


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Escolha de vaga para professores ACTs continua problemática

Em dezembro de 2016, a regional do Sinte/Joinville publicou uma nota (leia: https://goo.gl/CJS4gD) em que denunciava os problemas nas normativas para a escolha de vagas para professores ACTs. A orientação era que todos os trabalhadores prejudicados com a escolha entrassem em contato com o sindicato para que recorrêssemos junto à gerência de educação, cobrando uma solução imediata.

Após o recebimento das denúncias, O Sinte/Joinville exigiu a solução dos casos junto à gerência, pedindo a complementação da carga horária de todos os professores ACTs que já tinham contrato aberto antes da segunda chamada.

Apesar dos casos resolvidos e solucionados, os problemas persistem: as vagas de projetos, orientação de laboratórios e algumas disciplinas do CEDUP ainda não foram publicadas, o que prejudica os professores inscritos nestas áreas. Outra situação problemática é o fato de que os professores que já escolheram vagas na primeira chamada e na complementação tenham sido excluídos da listagem da segunda chamada. Isto impede que muitos professores com uma baixa carga horária tenham acesso preferencial às aulas, uma vez que estes já têm contrato aberto.

A orientação da direção do Sinte/Joinville é que esses professores entrem em contato imediato através do e-mail sinte.joinville@yahoo.com.br ou do telefone (47) 3026-6354 para que possamos recorrer e denunciar os casos ainda problemáticos.

Não podemos esquecer que em Santa Catarina e na regional de Joinville, o número de professores ACTs é muito superior aos efetivos. A nossa luta é pela abertura de concurso público anual e imediato, pela isonomia na função e pela derrubada da Lei do ACT, que é mais um instrumento de sucateamento da educação pública.