Sinte - Regional de Joinville

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Governo Colombo mostra intransigência

Colombo: “Não há nenhuma ilegalidade na medida provisória”. SINTE adverte! Governo Colombo é FORA DA LEI!

A entrevista coletiva do governador Raimundo Colombo estava marcada para as 15 horas desta segunda-feira. Cheguei com antecedência de meia hora para sentir o clima e tentar alguma notícia exclusiva. Pessoal do gabinete atencioso, como sempre. Fiquei numa salinha, antes da ante-sala do gabinete do governador, onde dois colegas já aguardavam. Tudo no “ático” do Centro Administrativo.


Quando faltavam 15 minutos chegou a Diretora de Imprensa, jornalista Cláudia de Conto. Pediu os colegas para se reuniram na mesma sala e transmitiu a pauta: relato da viagem do governador à Europa. Depois, outros assuntos poderiam ser tratados.

Pouco depois das três da tarde, a porta se abriu. Raimundo Colombo, como sempre gentil e educado; Eduardo Moreira, idem; e o secretário Derly. O material de divulgação da viagem pronto. A assessoria distribuiu um documento com todo o relatório. Uma TV LCD iria mostrar algumas imagens. A meda de reuniões preparada.

Na cabeceira, Raimundo e Eduardo. Nas laterais, Derly e Paulinho Bornhausen, que acompanhou a comitiva em Barcelona.

A exposição sobre a viagem foi objetiva, relativamente curta. Os jornalistas ali estavam,na realidade, para saber de novidades sobre a greve dos professores. E foi justamente este tema que galvanizou todas as atenções.

O governador voltou a reiterar que o governo está pagando o piso como vencimento básico, embora sem aplicar a tabela salarial da carreira para todo o magistério. Representaria aumento da despesa em 109 milhões de reais por mês, sustentou.

Os repórteres enfatizaram que se não houvesse melhoria na descompressão da tabela a greve não acabaria. Vários colegas deixaram esta posição muito clara. O impasse está criado.

Depois de alguma insistência, Colombo admitiu claramente que o governo continua realizando estudos para tentar uma nova proposta, melhorando a tabela e evitando achatamento total da carreira.

Trouxe outras novidades. Disse que a decisão do Supremo prevê aumento de 22% em 2012 no valor do piso nacional de salários.

– E a solução, a saída? – indagaram os jornalistas outra vez.

– O governo está pagando o piso com a medida provisória. A greve foi precipitada. Os professores que voltem às aulas e continuaremos as negociações sobre melhoria da carreira.

Confirmou audiência com o ministro Fernando Haddad nesta quarta-feira. Quer saber “quando o governo vai mandar dinheiro, quanto vai enviar e como está a situação nos demais estados”.

E declarou: “Não há nenhuma ilegalidade na medida provisória”, refutando a tese do Sinte e de vários deputados estaduais.

Fez outra declaração surpreendente: “Não recebi nenhum pedido de audiência do Sinte.” Como o oficio do Sinte foi entregue sexta-feira: ou a Casa Militar não falou com o governador ou o Correio do Centro Administrativo está em greve.

O secretário da Comunicação, Derly Anunciação, fez várias intervenções para socorrer os argumentos de Colombo. O principal: não há como pagar integralmente o piso para toda a carreira do magistério.

– Estou fazendo todos os estudos.Já fizemos 50 simulações – afirmou Colombo.

– E a incorporação do Prêmio Educar? – perguntei.

– Elevaria demais a folha e embutiria os penduricalhos – explicou o governador. O secretário Derly revelou depois que a incorporação do Prêmio Educar, de R$ 200,00 representaria aumento na folha de 32 milhões de reais por mês.

O governador ficou exaltado quando questionado novamente sobre a abertura de negociações e o não cumprimento integral da lei do piso, que prevê em todas as faixas da carreira. Queixou-se de outra herança pesada, ao enfatizar que já terá de pagar 900 milhões de reais de aumento na folha por conta de aumentos dados no governo Pavan.

E voltou a insistir que todo esforço do governo é para economizar na atividade meio para investir mais em setores prioritários e de maior interesse da população.

Em outro desabafo, lamentou a crise e as pressões dos professores: “Mas são apenas quatro meses e meio de governo!”
 
Moacir Pereira

2 comentários:

  1. "E voltou a insistir que todo esforço do governo é para economizar na atividade meio para investir mais em setores prioritários e de maior interesse da população."

    Se a Educação não é prioritária, e pelo que percebo, nem a Saúde e a Segurança Pública, o que é então prioritário neste estado?
    Que vergonha...
    Que vergonha...

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  2. Mas que vergonho, Colombo.
    Os educadores só querem oque de direito, pague-os. Eles voltarão as aulas.

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