Sinte - Regional de Joinville

Sinte - Regional de Joinville

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Proporcionalidade

Estamos em período pré-congresso. Conforme cronograma divulgado aqui no blog, segue a primeira discussão com as contribuições recebidas. Tema: Proporcionalidade.


Texto 01: Maioria da direção do Sinte Joinville - Clarice, Maritania, Sidenara e Cláudio
A proporcionalidade não funciona
Contribuição da maioria da direção do Sinte Regional Joinville
Desde 2005, em Araranguá, o Sinte transformou-se em uma entidade de direção proporcional com o discurso de que a proporcionalidade traz democracia. Como isso funciona? Muitas chapas concorrem na eleição sindical e ao final todas "ganham", ou melhor, quem faz o maior número de votos fica com a maioria dos membros da direção. Parece bonito, democrático, mas acontece justamente o contrário. Ao final da eleição a maioria da categoria se depara com o mesmo grupo que ela votou contra dirigindo o sindicato proporcionalmente. Em casos extremos é possível ter inclusive uma maioria de luta junto com uma chapa do governo.
Com a proporcionalidade, o que vimos nos últimos anos não foi democracia. O Sinte em vários momentos ficou paralisado em virtude da disputa de poder entre as forças majoritárias que compõem a direção a sua executiva. Vimos a direção proporcional se digladiando e, em alguns casos, se isentando e agindo como se não fosse a direção sindical. Exemplo máximo foi o final da greve de 2011. As divergências são democráticas, ter oposição é democrático, ganhar e perder uma eleição é da democracia sindical, por isso somos contra a proporcionalidade.
Facilmente se percebe que a direção proporcional não consegue chegar a um consenso nem para editar um informativo, quanto mais para implantar uma política sindical que atenda aos anseios de uma categoria com mais de 60 mil trabalhadores.
A categoria quer unidade na luta. Para construí-la é necessário acabar com a proporcionalidade, eleger uma direção, cobrar da direção eleita e trocá-la quando esta não atender nossos objetivos. O sindicato não pode ser um aparelho de perpetuação eterna daqueles que não cumprem seu papel.
Hoje a categoria quer mudanças, mudanças reais. Não apenas uma nova direção proporcional, onde votamos em uma chapa, mas ao final todos ganham e permanecemos no mesmo.
O Sinte/SC é um dos maiores sindicatos do estado, um sindicato conhecido desde os tempos em que ainda era uma associação forte e de luta (ALISC - Associação dos Licenciados em Santa Catarina). Durante a primeira década do século XXI, vimos os Sinte ter sua história quase apagada do cenário catarinense. Ao mesmo tempo, nossas condições de trabalho foram esmagadas, ano após ano. Em 2011 fizemos história com a maior greve que Santa Catarina já viu. Uma amostra de que estamos vivos e que a categoria tem disposição para lutar. Todavia, não foram só glórias. Centenas de companheiros saíram desanimados e afirmando que o sindicato estava perdido, sem direção.
Para nós, o que causa o entrave na direção é a proporcionalidade sindical. Esse tipo de política sindical confunde os trabalhadores, pois na proporcionalidade todos estão na direção, mas a culpa dos problemas é sempre do outro, da outra chapa, do outro grupo (ou do trabalhador!), quando na verdade todos são responsáveis. Precisamos fortalecer nosso sindicato tornando-o novamente uma poderosa arma de organização e luta.
É preciso dar fim à proporcionalidade.
É preciso construir uma direção sindical forte e de luta.
Assinam esse texto a maioria da direção do Sinte Joinville - Clarice, Maritania, Sidenara e Cláudio

Texto 2: Minoria da direção do SINTE Joinville
Proporcionalidade no SINTE: uma necessidade!
O SINTE está na terceira gestão sendo dirigido com a chamada proporcionalidade. Na prática garante que todas posições políticas sejam apresentadas e reconhecidas na base da categoria e estejam presentes nas direções regionais e estadual. Em Joinville essa é a primeira vez de fato que existe a proporcionalidade. Assim, essa experiência ainda é recente. Para nós, nesse momento, essa forma de direção é o melhor para nosso sindicato.
Precisamos desmistificar uma falsa polêmica quanto a direção ser proporcional. Não se trata de ser a favor ou contra. É uma questão que, conforme as especificidades e necessidades de uma categoria podem variar.
No caso do SINTE no atual momento, algumas dessas especificidades tornam a proporcionalidade necessária. Vejamos: A) É uma categoria muito dispersa, no número de trabalhadores e na distribuição geográfica. B) Algumas forças políticas dirigem em algumas regiões e nem existem em outras. C) Seria muito difícil tocar esse sindicato sem que todas as forças políticas atuassem de forma responsável por dentro das instâncias do movimento.
Essa gestão proporcional ainda não pode ser considerada um modelo de funcionamento, mas voltarmos a majoritariedade na direção e não buscarmos meios de aperfeiçoamento da proporcionalidade traria sérios prejuízos a categoria.
A argumentação daqueles que são contra a proporcionalidade é de que com posições diferentes não é possível encaminhar as lutas da categoria. Isso é um equívoco. Sindicato não é partido, que tem um programa definido. Sindicato é uma Frente Única que representa toda a categoria, independente da cor, religião e partido.
Se é verdade, que em muitos momentos algumas dessas forças políticas se aproveitam para fazer politicagem e defender seus próprios interesses por dentro do SINTE, imaginem o quanto essa politicagem poderia ser maior feita longe dos olhos da base da categoria. Assim, acreditamos que a proporcionalidade na direção é o reconhecimento e oficialização da oposição.
Um bom exemplo do funcionamento da proporcionalidade foi a greve de 2011. Perguntamos: Se a diretoria fosse majoritária, a greve teria tamanha adesão? Saberíamos dos conchavos e traições no final da greve? Para nós, NÃO.
O grupo que entra proporcionalmente no sindicato é aquele que tem uma base real, ou seja, uma parcela da categoria que confia e o elege. É necessário fazer o debate político com toda a categoria, mostrar todas as posições existentes e abrir as discussões para que as instâncias da categoria deliberem sobre a política do sindicato e que a direção, seja na proporção que for entre as chapas, efetivamente toque aquilo que foi debatido e deliberado, independentemente do grupo político.
Devemos varrer de nosso sindicato aquelas forças e pessoas que defendem o governo, as alianças, as entregas de direitos e os traidores da categoria. Devemos fazer isso por dentro das instâncias do movimento, fazendo avançar a consciência da categoria e derrotando-os pela base, desde as eleições e em todos os outros momentos democráticos. Não simplesmente, deixando uma categoria heterogênea e dispersa geográfica e politicamente com uma direção que não representa essa diversidade, ainda que fosse possível sermos essa maioria.
Nós da minoria do SINTE-Jlle temos diferenças com os CUTistas, pois defendem políticas do governo federal. E o governo Colombo serve de apoio e sustentação ao governo Dilma.
- Manutenção da proporcionalidade nas eleições do SINTE-SC.
Assina este texto a Minoria da Direção do SINTE Joinville

Texto 3: Jane Becker / Osvaldo de França
Pelo fim da proporcionalidade direta para a composição da direção do SINTE!
Delegados e delegadas do X congresso do SINTE, neste importante momento de discussão de nossa categoria, somos chamados a decidir qual a melhor forma de organizarmos estruturalmente a direção de nossa entidade. Decidiremos se somos favoráveis ou contrários à chamada proporcionalidade para a composição da direção de nossa entidade sindical.
Nós, que fomos eleitos na base do SINTE, nos manifestamos contra e pelo fim da proporcionalidade direta para a composição da direção do SINTE! A proporcionalidade em uma entidade como o SINTE (que possui representatividade na base: com conselheiros regionais eleitos e instâncias deliberativas) apenas privilegia as disputas internas pelo aparelho sindical, em detrimento das reais necessidades da categoria do professorado catarinense.
A proporcionalidade direta acaba trazendo para o interior da entidade sindical, disputas ideológicas que não ajudam nos encaminhamentos das lutas unitárias da categoria.
O sindicato diferentemente de um partido político, possui divergências políticas mais agudas, pela maior diversidade de seus membros que o compõem. Ótimo que elas existam, mas, essas divergências em hipótese alguma podem impedir que os interesses do conjunto dos trabalhadores da categoria avancem.
A composição proporcional tem feito, por exemplo, com que as direções (compostas muitas vezes por membros de várias centrais sindicais: CUT, Força Sindical, Conlutas, CTB...) gastem um tempo preciosíssimo na resolução de pendências e divergências internas, em discussões intermináveis. Essa dispersão leva as lutas geralmente a um impasse e a paralisia completa das entidades. Paralisia esta que pode empurrar perigosamente à entidade à divisão e sua própria destruição.
As disputas, tanto por setores majoritários (situação), quanto por setores minoritários (oposição) em sua totalidade cria uma enorme confusão. Geralmente o que se vê é que o mandato dado à direção, pela base do sindicato no congresso ou eleição, não é cumprido integralmente pela direção.
A confusão gerada pela presença de situação e oposição numa mesma diretoria vai além da paralisia gerada pela falta de consenso e unidade nas decisões da direção, a proporcionalidade também dilui a possibilidade que a categoria tem de realizar um balanço detalhado do mandato dado a direção do sindicato. Se uma direção não responder as necessidades da categoria, na próxima eleição ou congresso, a base da categoria decide sobre a renovação ou não de seu mandato, a luz do que realizou.
A nenhuma categoria profissional interessa um sindicato, em que sua direção não consegue aplicar concretamente seu programa em seu mandato, por isso tudo, entendemos que a melhor forma é a realização de convenções sindicais para montar as chapas que tenham as mesmas posições políticas para administrar a entidade. Filiados a CUT como somos, defendemos que os CUTistas se agrupem e no processo de organização dos congressos constituam as chapas para disputar as eleições sindicais do SINTE.

Osvaldo de França
Jane Becker

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Devolução do Imposto Sindical 2012 e 2013

Embora o SINTE/SC seja contrário ao Imposto Sindical, os trabalhadores em educação, nos últimos anos, têm sofrido o referido desconto na sua folha de pagamento. No entanto, para que o sindicato pudesse receber os 60% destinados à entidade, foram necessárias diversas cobranças, políticas e judiciais.

Corroborando com as políticas do sindicato, ou seja, contrario ao desconto do Imposto Sindical, e em cumprimento ao IX Congresso Estadual do SINTE/SC, estaremos realizando a devolução referente aos anos de 2012 e 2013.

A devolução dar-se-á referente aos 60% destinados ao sindicato, seguindo os demais critérios estabelecidos pelo SINTE/SC, para que se estabeleça um processo organizacional.

Na parte de documentos do blog, encontra-se o Requerimento de pedido da devolução e lista de documentos obrigatórios para reaver os valores descontados (60%). Ou ainda o requerimento pode ser retirado no SINTE.

LEIAM OS CRITÉRIOS E OBSERVAÇÕES:

1. Anexar ao requerimento, cópia das folhas de pagamento do mês de MARÇO dos anos de 2012 e 2013;

2. Será depositado somente se comprovarem mês/ano de filiação ao SINTE/SC;

3. O deposito será correspondente a 60% do valor descontado. Terá uma taxa de R$ 3,00, relativos ao pagamento de despesas decorrentes ao processo (taxa bancária, impressão e correio);

4. Ao informar os dados bancários, colocar corretamente os dígitos da conta corrente e agência bancária, sendo o Banco do Brasil. Caso for de outro Banco, será cobrada R$ 7,00, de taxa de custo de transferência, descontando do valor total a ser depositado; 

5. O deposito da devolução será efetuado em até 30 dias após o recebimento junto ao SINTE/SC;

6. Caso não estiver preenchido de acordo com os critérios exposto, o SINTE/SC se reserva no direito de não realizar o depósito encaminhado pelo presente requerimento, arquivando-o;

7. Serão aceitos os Requerimentos até no máximo 20/11/2013, protocolados junto ao SINTE Joinville;

8. Após o preenchimento dos dados solicitados no Requerimento, tirar cópia e guardar.





quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Conselheiro Mafra é viável, mas governo estadual quer entregá-lo ao IFSC

Como é de conhecimento de todos, o governo do estado de Santa Catarina tem promovido o desmonte das escolas estaduais.
No decorrer do ano de 2013, vimos várias escolas sendo entregues, abandonadas, ou interditadas.
O colégio estadual Conselheiro Mafra vive há quase um ano o abandono total. No último período especulou-se que a escola seria entregue ao IFSC, ação que sempre nos causou estranheza, pois não há uma explicação plausível para tal medida, a não ser o desprezo completo do governo estadual.
Todavia, os boatos pareciam ter sido encerrados, quando na tarde de 22/10 o Sinte foi informado que no dia de hoje (23/10) haveria uma reunião na qual a pauta era o Conselheiro Mafra, no auditório do IFSC.
Sabendo da importância do debate, o Sinte-regional Joinville representado pelos diretores Maritania Camargo, Sidenara Terezinha Valentim Sartori e Cláudio Fernandes Silva foram até o IFSC para verificar qual seria o debate. A reunião era na verdade uma assembleia dos servidores do IFSC que supostamente deveria avaliar a viabilidade da oferta feita pelo Governo do Estado, através da exposição de uma comissão de servidores que há meses têm avaliado a transação, comissão esta da qual tivemos conhecimento apenas na assembleia.
A conclusão da comissão foi de que o Conselheiro Mafra é viável, de que está bem localizado, que apesar de centenária está em boas condições e, o mais absurdo, o governo do estado quer entregar ao IFSC reformado, ou seja, a única razão é fechar uma escola do estado, abandonar o ensino médio que é a única responsabilidade real do governo na educação.
Na tentativa de sensibilizar os companheiros servidores do IFSC, explicamos a situação do Conselheiro e pedimos para que eles se juntassem a nós nesta luta, pela manutenção do colégio estadual nas mãos do estado de Santa Catarina. Apesar de as falas terem sido limitadas em dois minutos para cada intervenção. Visivelmente os servidores do IFSC não conheciam a realidade da escola e estão tendo informações parciais sobre a questão, melhor dizendo, a discussão tem sido feita de forma governamental, simplesmente sobre a viabilidade econômica.
Explicamos aos servidores que temos certeza da viabilidade pedagógica e estrutural da Escola Conselheiro Mafra e, justamente por isso, entendemos que ela deve continuar sendo administrada pelo estado de Santa Catarina que não tem nenhum motivo para abandoná-la. Conforme informou a própria comissão do IFSC, a escola é viável e o governo tem licitação pronta para reforma. Isso é motivo suficiente para que ela permaneça nas mãos do estado de Santa Catarina, pois é ele que fará a reforma. Certamente os professores do estado são capazes de promover ensino de qualidade se as condições nos forem dadas.
Vários servidores se sensibilizaram e estão muito preocupados com a questão, todavia, a maioria presente optou por realizar uma votação secreta na tarde de amanhã para verificar quais servidores acham que o IFSC deve assumir o Conselheiro e quais são contra. Cômico se não fosse trágico.
Do nosso ponto de vista esta votação não tem nenhuma legitimidade, pois não cabe aos servidores do IFSC decidir se as escolas estaduais devem ou não permanecer com o estado de Santa Catarina.
Queremos sim que o ensino técnico público seja ampliado, que o IFSC seja ampliado, mas não às custas de fechar escolas estaduais.
Por fim, o Sinte não reconhecerá tal votação e convida os servidores do IFSC a se juntarem conosco na luta pelo ensino público, gratuito, de qualidade para todos, o que se traduz, também, na defesa do Conselheiro Mafra como escola estadual. Juntos somos fortes!
Companheiros e companheiras do IFSC: contra a irresponsabilidade do governo do estado de Santa Catarina, juntem-se a nós na luta para que o Conselheiro Mafra continue nas mãos do Estado de Santa Catarina.



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Organização pré-congresso – Regional Joinville

O X Congresso do SINTE-SC acontecerá nos dias 4, 5 e 6 de dezembro na cidade de Fraiburgo/ SC. O tema será: "Por uma Educação crítica, transformadora e que promova a emancipação da Classe Trabalhadora."

A direção regional do SINTE acredita que este é um momento importante para o debate político. Várias posições (principalmente da maioria e minoria das direções regional e estadual) que norteiam e pensam o funcionamento do sindicato serão estudados e defendidos.
Convidamos todos/as a lerem e escreverem os documentos sobre os temas para conhecer mais os debates internos da entidade.

Quem tiver interesse em enviar suas contribuições sobre os temas em pauta poderá fazer enviando texto de no máximo 3.500 caracteres (com espaço), no e-mail: sintejoinville@gmail.com, conforme calendário:

Tema: Proporcionalidade
Até 28/10/13 os textos serão recebidos por e-mail.
No dia 30/11/13 serão publicados no blog do SINTE Regional.

Tema: Central Sindical (filiação ou desfiliação?)
Até 04/11/13 os textos serão recebidos por e-mail.
No dia 06/11/13 serão publicados no blog do SINTE Regional.

Tema: Política sindical
Até 11/11/13 os textos serão recebidos por e-mail.
No dia 13/11/13 serão publicados no blog do SINTE Regional.

Tema: Plano de lutas
Até 18/11/13 os textos serão recebidos por e-mail.
No dia 20/11/13 serão publicados no blog do SINTE Regional.

Publicação das teses
Até 25/11/13 os textos serão recebidos por e-mail.
No dia 27/11/13 serão publicados no blog do SINTE Regional.

No dia 13/11/13 acontecerá a Assembleia Regional para a eleição de delegados para o Congresso. Sua presença é muito importante para escolher os representantes da regional.
Data: 13/11/13
Horário: 18 h

Local: Auditório da Escola Germano Timm (Rua Orestes Guimarães, 406. Bairro América)

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Vem aí O Congresso do SINTE

Cronograma do X Congresso do SINTE-SC

Tema: Por uma Educação crítica, transformadora e que promova a emancipação da Classe Trabalhadora.

Data: 5, 6 e 7 de Dezembro de 2013.
Local: Fraiburgo-SC

1º-10 - Prazo final para entrega dos resumos das teses.

15-10 - Prazo final para filiação ao SINTE para ser eleito delegado.

21-10 - Prazo final para as Regionais enviarem ao SINTE estadual a data de suas assembléias regionais de eleição de delegados. 

19-11 - Prazo final para entrega das teses.

23-11 - As 17h prazo final para a substituição de delegados por suplentes.

Em breve divulgaremos como se dará a discussão em nossa Regional. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Chamada dos concursados de 2012

A realização de concurso público foi uma conquista negociada pelo SINTE/SC e um dos quatro principais pontos de pauta no acordo da histórica  greve de 2011. O ato do Governo em chamar 3 mil concursados, é um reflexo da ação judicial movida pelo SINTE/SC. Com liminar deferida pelo Juiz de Direito Hélio do Valle Pereira deferida em 05 de agosto de 2013, determinando que no prazo de 60 dias sejam nomeados todos os cargos abertos pelo Edital do Concurso de 2012, prazo este que termina em dezembro deste ano.

Acrescido a isto está o fato de o Estado de Santa Catarina ter no ano passado em seus quadros aproximadamente 24.000 ACTs (Professores Admitidos em Caráter Temporário) o que extrapola em muito o percentual de 10% considerado aceitável, fato constantemente denunciado pelo SINTE/SC. Portanto, oferecer mais 3.000 vagas para o próximo ano não vai resolver a questão.

A Verdade por trás da máscara da Gestão Democrática proposta pelo governo


A Lei Complementar nº 170, de 07 de agosto de 1998 em seu artigo 18 estabeleceu que:
Art. 18 – A gestão democrática da educação pública, entendida como ação coletiva e prática político-filosófica, norteará todas as ações de planejamento, formulação, implementação e avaliação das políticas educacionais e alcançará todas as entidades e organismos integrantes do Sistema Estadual de Educação.

A Gestão Democrática nas escolas é uma antiga bandeira de luta do SINTE/SC, em função disto em 26 de julho de 1990 foi aprovada a Lei nº 8.040/90 que dispunha sobre as funções de direção de escolas públicas, forma de escolha de diretores e outras providências, porém, teve curta duração e foi revogada pelo então Governador do Estado de Vilson Klainobing, por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade deferida pelo Supremo Tribunal Federal.

Mesmo assim, incentivadas pelo SINTE/SC várias escolas mantiveram o sistema de gestão democrática elegendo seus diretores. Esta atitude de resistência estabeleceu um marco e uma mudança cultural na visão social da função da escola, pois a Gestão Democrática não é apenas a participação de pais alunos (as) e professores (as) na eleição de diretores. Ela é antes de tudo um processo coletivo de construção social, que vai muito além dos muros das escolas e propicia o debate na busca da construção de uma escola de qualidade justa e cidadã que saia da tutela política do estado.

A presença e o envolvimento da comunidade no processo de Gestão Democrática não pode se resumir a ações de solidariedade como a pintura de muros ou o concerto de portas e fechaduras, numa tentativa de suprir a ausência do poder público em cumprir sua função constitucional de mantenedor das unidades escolares. Ela deve ser um ato de amadurecimento político dos pais, na busca da apropriação e pertencimento de um espaço público construído para a educação de seus (as) filhos(as)

A posição contrária por parte do SINTE ao Decreto anunciado pelo governo no dia 15 de outubro Dia do(a) professor(a) se dá pela forma como isto está sendo feito, pois na realidade o governo está apenas dando uma cara de processo democrático às indicações políticas de sua base eleitoral.
Para que possamos entender os fatos com clareza, precisamos sair da análise superficial que está sendo feita pelos veículos de comunicação e formadores de opinião.

Para o SINTE/SC este processo não pode ser unilateral via decreto como o governo está fazendo quando ignora e não ouve seus principais atores, os (as) trabalhadores (as) em educação, pais e alunos (as). Lembramos também que Decreto não é lei e não dá garantia nenhuma de continuidade nos próximos governos, o que defendemos é um projeto de lei elaborado com a participação da sociedade.

  1. A eleição de diretores (as) só será realizada em 2015, após as eleições de 2014, isto quer dizer que as pessoas indicadas para as direções das escolas continuarão nos cargos até lá mantendo a base de apoio para a reeleição de Colombo;
  2. Um dos pré-requisitos para que a candidatura seja viável é a necessidade da participação no curso de gestão que está sendo oferecido pela SED aos atuais diretores (as) isto quer dizer que os(as) únicos que estarão aptos a concorrerem às eleições continuam sendo os(as) mesmos(as);
  3. Este tipo de formação já foi feito em 1999 ao final do governo Amin que implantou o Programa de Autonomia e Gestão da Escola Pública Estadual (PAGEPE) para capacitação de gestores e dava prioridade aos (as) ocupantes de cargos comissionados e função de confiança;
  4. Da mesma forma que agora, o objetivo do PAGEPE era impor a qualificação em gestão escolar para que o governo da época mantivesse sua rede de sustentação partidária. Mesmo com mudança no governo estadual, colocando o critério de qualificação no processo eleitoral para diretores de escola e/ou concurso, mostrando-se à sociedade como um governo democrático. (A semelhança não é mera coincidência)
  5. O plano de gestão será submetido a uma banca de especialistas e não sabemos quais são os critérios de escolha desta banca, nem mesmo se esses especialistas serão isentos de ligações político-partidárias e qual é a garantia de sua imparcialidade.
  6. Não é de conhecimento de ninguém quais são os procedimentos para apresentação e escolha das propostas mencionadas no decreto.
  7.  O plano de gestão deve ser ligado à realidade de cada unidade escolar e não com foco pré-definido como quer o governo. E esta banca terá conhecimento da realidade das escolas do estado?

São muitos os questionamentos. Mas defendemos e defenderemos sempre a Eleição Direta para diretor, onde a comunidade realmente escolha seus gestores, tenha verdadeira autonomia no pedagógico, científico, administrativo, financeiro e patrimonial.

O fundamento da gestão democrática está no espaço público de direito que é a escola, e no espaço de deliberação coletiva e não nos gabinetes.


Contato:
Graciela Caino Fell
Jornalista
MTB:4455SC
ASSESSORA DE IMPRENSA SINTE – SC
(48) 9178-9026 ou 3212-0306

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Professores de Joinville são ignorados pela Assembleia Legislativa de SC

Estão sendo chamadas por todo o estado, audiências públicas sobre a Gestão Democrática nas escolas estaduais. Quem fez o chamado foi a Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa de Santa Catarina – ALESC.

No último dia 14, estava agendado para acontecer em Joinville, na câmara de vereadores, conforme divulgamos. Porém, NÃO HAVIA NENHUM REPRESENTANTE DA ALESC PRESENTE NA AUDIÊNCIA! Nenhum deputado compareceu, sequer seus assessores. Com a presença do representante do SINTE estadual, Vieira e do vereador Adilson Mariano, o debate foi feito.

Os professores presentes se manifestaram quanto à importância da eleição direta para a direção de escola, e também contra a aprovação dos projetos que tramitam hoje na assembleia, pois nenhum deles abarca as questões primordiais que o SINTE historicamente luta. Alguns encaminhamentos foram tirados:

  • ·         Enviar moção de repúdio contra o projeto de lei do governo sobre a gestão democrática;
  • ·         Pedido de retirada dos projetos da ALESC. Que o governo discuta com o SINTE o projeto de gestão democrática;
  • ·         Comissão de 3 pessoas para que acompanhem a audiência final.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

SINTE Joinville saúda os professores


Aguarde, em breve divulgaremos nossa confraternização do Dia dos Professores.

sábado, 12 de outubro de 2013

Reaberta mesa de negociação entre SINTE e o governo do estado

Os dirigentes da Executiva do SINTE/SC estiveram dia 10/10, reunidos com o Secretário de Educação Eduardo Deschamps, que apresentou proposta ainda em construção, com vários pontos em aberto e sem prazo para a implantação. A princípio, Deschamps manifestou intenção do governo, em tentar construir o projeto, juntamente com o Sindicato. Para isso, nova reunião deve ser agendada, nos próximos dias.

A proposta apresentada ontem é basicamente a que foi apresentada em 2012 fazendo uma comparação da tabela atual, a que o SINTE defende e a que o governo propõe como pode ser observado abaixo.

Tabela atual: 1) 1,74%; 2) 29,18%; 3) 43,60% e 4) 58,50%
Proposta do SINTE: 1) 63%; 2) 95%; 3) 141% e 4) 217%
Proposta do Governo: 1) 30%; 2) 50%; 3) 75% e 4) 100%

Em valores reais ficaria assim:


Valores inicias para a carreira
MagistérioSuperiorPós-GraduaçãoMestradoDoutorado
Como é hoje
R$ 1.567,00
R$ 1.672,63
R$ 2.024,37
R$ 2.250,36
R$ 2.483,69
Proposta SED
R$ 1.567,00
R$ 2.037,10
R$ 2.350,50
R$ 2.742,25
R$ 3.134,00
Proposta SINTE
R$ 1.567,00
R$ 2.554,21
R$ 3.055,65
R$ 3.823,48
R$ 4.967,69


A ideia do Governo é aumentar de 7 para 10 as referências e nos níveis de 12 para 6.

Questionado novamente sobre o Decreto da Progressão, o Secretário argumentou que o mesmo só será revisto após a construção do plano de carreira. Informou ainda que o impacto financeiro para o Estado será de R$400 à R$500 milhões na folha de pagamento, sem contar o reajuste do Piso de 2014 que ainda não foi consolidado.

Com relação ao pagamento do Piso na Carreira Dechamps continua afirmando que o Estado cumpre a Lei uma vez que nenhum trabalhador (a) recebe salário abaixo do valor que a mesma estabelece.

POSIÇÃO DO SINTE

Na realidade o que foi apresentado são pontos a serem discutidos com o SINTE, e mais pontos de interrogação do que afirmações, com as questões todas em aberto o que para nós significa que a pretensão do governo é discutir a carreira como um todo.

Diante disto, direção executiva entendeu ser necessário resgatar o que o SINTE já tem discutido sobre o assunto, e fazer uma avaliação muito séria para estabelecer critérios claros daquilo que queremos e do que não abrimos mão, antes de tomar uma decisão, pois o que está em jogo é a vida funcional dos (as) trabalhadores (as) em educação.

Alertamos também que a tarefa não será simples, rápida ou fácil por isso é necessário que todos(as) se mantenham mobilizados(as) atentos(as) e vigilantes e prontos(as) para o enfrentamento, sem medo e de cabeça erguida em defesa de nossos direitos. Somos uma categoria guerreira, habituada aos embates e certamente não recuaremos diante desta luta.

Contatos:

Luiz Carlos Vieira
Coordenador Estadual SINTE/SC
47)9609-0572
(48)9177-6199

Marcus Alexandre Sodré
Vice- Coordenador Estadual SINTE/SC
(47) 99143258
(48) 9178-4084
marcusitajai@hotmail.com

Carlos Alberto Lopes Figueiredo
Secretário Geral SINTE/SC
(48)9958-7387
(48)9167-1694

Claudete Domingas Mittmann
Secretária de Imprensa e Divulgação
(48) 9178-9512



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Convite audiências públicas sobre Gestão Democrática

O SINTE/SC convoca o magistério para participar das audiências públicas que vão discutir a Gestão Democrática em SC. Sua presença é muito importante para que possamos conquistar a eleição direta para diretores de escola.

PARTICIPE!!!

Joinville – 14 de outubro, às 19 horas, na Câmara de Vereadores
Chapecó – 18 de outubro, às 19 horas, no Sindicato dos Bancários
Blumenau – 21 de outubro, às 19 horas, na Câmara de Vereadores.

Ato público estadual convocado pelo SINTE reuniu magistério em Florianópolis

Cerca de mil trabalhadores em educação estiveram reunidos no último dia 09, para um grande Ato Público Estadual. A concentração foi na praça Tancredo Neves, centro de Florianópolis. Estavam presentes representantes de todas as Regionais do SINTE, que vieram de todo o Estado. Na ocasião o SINTE Estadual distribuiu camisetas e folders a todos os participantes, peças que fazem parte da nossa campanha salarial, assim como um VT veiculado na televisão, spot nas rádios comunitárias e 45 outdoors espalhados por SC.

O Ato teve o objetivo de mobilizar a categoria e mostrar a sociedade a luta do magistério Catarinense. Que quer o cumprimento da Lei do Piso em sua integralidade, ou seja, na carreira, com 1/3 de hora atividade e a descompactação da tabela salarial. Além disso, denunciar a má aplicação das verbas do FUNDEB com a fraude cometida por Governo e Tribunal de Contas do Estado, que aprovou e emitiu certidão avalizando as contas incorretas e com ressalvas do Governo Colombo.

Por isso, os manifestantes fecharam a rua do Tribunal de Contas, tomaram as ruas e protestaram contra os Conselheiros do órgão. Foram colados cartazes nas paredes do TCE e na porta de entrada. Representantes da Executiva do SINTE entraram no prédio e protocolaram ofício exigindo explicações sobre as denúncias, veja o conteúdo:

Of. Expedido nº 209/2013                                         Florianópolis, 09 de Outubro de 2013


Exmo. Senhor
Salomão Ribas Junior
Presidente do Tribunal de Contas do Estado
Nesta

Exmo Sr.

Vimos por meio deste, solicitar o Relatório Parcial das Aplicações em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino, segundo a metodologia de apuração do Tribunal de Contas do Estado, referente ao ano de 2013, até o mês de setembro.


Depois do protesto em frente ao TCE, os trabalhadores entraram em seus ônibus e partiram para o Centro Administrativo do Governo do Estado. Lá tomaram a frente do prédio com suas faixas, cartazes e palavras de ordem. Os trabalhadores foram ainda até a rodovia SC 401, onde levantaram suas bandeiras e deram as mãos pela valorização do magistério e da educação. Motoristas que por ali passavam buzinavam e piscavam as luzes em apoio a categoria. Membros da executiva também protocolaram ofício na sede do governo requerendo uma audiência com o Governador Colombo para tratar das pautas da educação. Veja o conteúdo:


Of. Expedido nº 208/2013                                                 Florianópolis, 09 de Outubro de 2013


Exmo. Senhor
João Raimundo Colombo
Governador do Estado
Nesta

Exmo Sr.

O SINTE/SC, representando os Trabalhadores em Educação do Estado, vem a V. Exa. solicitar o agendamento de uma audiência para tratar das questões expostas abaixo:

  1. Aplicação do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional na carreira, com descompactação imediata da tabela salarial;
  2. Cumprimento imediato de 1/3 da jornada como hora atividade, conforme orientação do Parecer 18/2012 do Conselho Nacional de Educação;
  3. Revogação do decreto 3593 de 25-10-2010 que Regulamenta e Disciplina os Procedimentos de Progresso Funcional dos membros do Magistério Público Estadual.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

VT Campanha salarial SINTE

Acesse o link: http://www.youtube.com/watch?v=jJ5xwyYYmfM#

Governador acha "estranho" as reivindicações dos professores

Em visita à cidade de Tubarão, o governador Raimundo Colombo foi recebido com protesto de professores da rede estadual. Ao ser entrevistado por uma rádio local, diz que acha estranho professores reivindicarem o Piso. Mente, dizendo que paga corretamente, e que descomprimiu a tabela salarial, que tudo deve ser um equivoco por falta de informação.

Para cortar o assunto, o governador largou a seguinte pérola: "O Piso está sendo pago, não há nenhuma confusão sobre isso. Vamos tratar de assuntos que interessem a sociedade."

Ouça a entrevista: http://www.youtube.com/watch?v=HLBQhT1ALls

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Grande Ato em Defesa do Magistério Catarinense

O SINTE/SC convoca todos/as os/as Trabalhadores/as em Educação para participarem do ATO PÚBLICO ESTADUAL, DIA 09 DE OUTUBRO/13, ÀS 14:00 HORAS, CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA TANCREDO NEVES, FLORIANÓPOLIS.
Vamos protestar em frente ao Tribunal de Contas do Estado, exigindo explicações sobre as denúncias de má aplicação dos recursos da educação!

Também queremos resposta do Governo do Estado sobre a descompactação da tabela salarial, implantação de 1/3 de hora-atividade e as demais pautas de reivindicação do magistério!

Saída de Joinville – dia 09/10/13 às 9:00 horas
Local: Estacionamento do Centreventos

VENHA PRA LUTA!!

Interessados devem passar o nome e RG até o dia 07/10/13 (segunda-feira) às 18 horas através do e-mail: sinte.joinville@yahoo.com.br ou 47 3026-6354

terça-feira, 1 de outubro de 2013

SINTE elabora calendário letivo para 2014

Mais uma vez o SINTE elaborou um calendário letivo para auxiliar os trabalhadores em educação em suas unidades escolares. Os últimos calendários propostos pelas Gered's e SED tem se efetivado em praticamente todas as escolas de SC, não respeitando a autonomia das escolas e tendo mais dias letivos do que o necessário. Assim alertamos os trabalhadores que a LDB fala em no mínimo 200 dias de efetivo trabalho escolar. Inclui-se em "efetivo trabalho escolar" os conselhos de classe e reuniões pedagógicas. 


Ato público em Floripa. O Magistério Catarinense vai às ruas exigir seus direitos!