Sinte - Regional de Joinville

Sinte - Regional de Joinville

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

CONVITE - Confraternização


Sinte Joinville convida todos os Trabalhadores em Educação para confraternização da categoria

QUANDO: 30 de novembro de 2013 (sábado)
HORÁRIO: a partir das 19 horas
ONDE: RESTAURANTE PAULINHO ROCHA (antigo Graciolli)
Rua: Marechal Cândido Rondon Nº 487, Guanabara (rua em frente à pracinha da Graciosa)

CARDÁPIO: Carne na chapa, arroz e saladas (bebidas a parte)
Acompanhantes: R$ 15,00 adulto e R$ 7,00 criança (até 12 anos)


** Interessados retirar convite no SINTE até as 12 horas do dia 29/11**

AGUARDAMOS SUA PRESENÇA!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Dia da Consciência Negra


PLANO DE LUTAS

Estamos em período pré-congresso. Conforme cronograma divulgado aqui no blog, segue a quarta discussão com as contribuições recebidas. Tema: Plano de Lutas.


Texto 01: Maioria da direção do Sinte Joinville

Plano de lutas

Precisamos manter nossas bandeiras históricas de luta:

  • Nenhum direito a menos, contra a “Reforma” da CLT que retira direitos;
  • Contra a criminalização dos Movimentos Sociais;
  • Contra todas as privatizações e aquelas via organizações sociais (OS’s);
  • Reforma agrária dirigida pelos trabalhadores;
  • Redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;
  • Estatização da previdência – Previdência Pública para todos;
  • Reverter à reforma da previdência dos servidores;
  • Contra a desoneração da folha de pagamento;
  • Proibir as demissões imotivadas;
  • Acabar com o imposto sindical, sem contribuição negocial;
  • Cumprimento integral e imediato da Lei do Piso Nacional do Magistério;
  • Contra a municipalização do ensino fundamental;
  • Contra a flexibilização da grade curricular do Ensino Médio;
  • Ampliação do número de liberações para o Sinte;
  • Defesa do Sinte filiado a CUT;
  • Contra o fechamento de turmas e reenturmação;
  • Revogação imediata do decreto que trata da progressão funcional;
  • Pela alteração de carga horária definitiva;
  • Contra o sucateamento das escolas;
  • Contra o fechamento de escolas públicas;
  • Defesa da Educação Pública e Gratuita para todos em todos os níveis.

Texto 2: Minoria da direção do SINTE Joinville

PLANO DE LUTAS: Não ao PNE privatizante de DILMA!

Nossa luta é por uma educação pública, gratuita, democrática, participativa e de qualidade. A educação, é um direito público e é dever do Estado. A escola pública deve ter autonomia pedagógica, administrativa e financeira. A partir de diretrizes curriculares nacionalmente discutidas e aprovadas pelos trabalhadores em educação de todo Brasil, cada escola deve elaborar seu PPP, definindo o trabalho pedagógico a ser desenvolvido e sua forma de organização e funcionamento, assim como o governo deve garantir dinheiro direto na escola.
O trabalho pedagógico deve favorecer a socialização do conhecimento e aproximação deste com a sociedade, promovendo a auto-reflexão crítica, a emancipação teórica e prática dos estudantes e o entendimento do significado social do trabalho.
Precisamos de condições dignas de trabalho, valorização, a qual implica em Plano de carreira unificado nacionalmente e com piso salarial tendo como referência o salário calculado pelo DIEESE. Formação continuada a partir da realidade das escolas. Concursos públicos a cada dois anos. Número de estudantes por professor que garanta o acompanhamento do desenvolvimento da aprendizagem. Tempo previsto na carga horária de trabalho para atividades extra-classe em torno de 50% da carga total.
Diante disso, defendemos:
  • Aumento imediato dos investimentos em educação na perspectiva de atingirmos 10% do PIB nacional Já, ampliando os investimentos do governo federal na educação básica e superior;
  • Suspensão da municipalização do ensino e retorno das escolas municipalizadas;
  • Substituição do atual sistema de avaliação que prioriza os resultados (SINAES, ENEM, Provinha Brasil, SAEB) por um sistema que possibilite a participação efetiva dos trabalhadores em educação neste novo sistema de avaliação;
  • Revogação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) que aponta para a privatização da escola pública, para a implantação da lógica empresarial no funcionamento e organização do ensino público e de uma política salarial referendada no mérito que valoriza a produtividade sem considerar as condições de trabalho;
  • Contra o sistema meritocrático que Colombo quer substituir pelo plano de carreira do magistério.
  • Um Plano Nacional de Educação discutido e aprovado por um Fórum Nacional de Educação constituído por representantes diretos das comunidades escolares e antecedido por fóruns municipais, regionais e estaduais;
  • Não ao PNE privatizante de Dilma.
  • Anulação do Decreto que trata da progressão funcional relacionada a faltas injustificadas.
  • Anulação do Decreto de Colombo que institui a Eleição para Diretores.
  • Extinção do programa de corte de gastos do governo estadual e da Secretaria de educação que em detrimento da qualidade da educação, tem demitido professores ACT´s, inviabilizado as licenças, forçado professores a trabalharem doentes e produzido superlotação das salas de aula;
  • Uma política de combate a violência nas escolas discutida e aprovada pela comunidade escolar que inclua aumento da segurança interna e atendimento especializado gratuito para os que sofrem violência;
  • Uma política de combate ao adoecimento do magistério público, definida de forma democrática com a participação efetiva dos trabalhadores em educação com atendimento especializado gratuito para as diferentes enfermidades, extinção da exigência de idade mínima para se aposentar, diminuição do número de alunos por professor, aumento da hora atividade.


Texto 3: Jane Becker / Osvaldo de França

PLANO DE LUTAS

Em todo o mundo, os trabalhadores estão confrontados com as consequências da crise do capitalismo. O ataque aos direitos dos trabalhadores são medidas adotadas pelo governo como resposta a pressão do mercado. Para enfrentar esta ofensiva, a unidade da classe e a busca de uma saída política são necessidades incontornáveis. Por isso, apresentamos aos delegados do X Congresso do SINTE/SC esta contribuição. Nosso compromisso é com a defesa das organizações que a classe trabalhadora construiu e constrói defendendo os princípios e compromissos de criação da Central Única dos Trabalhadores (1983): Independência dos patrões e governos, autonomia diante dos partidos políticos e engajamento na luta de classes na via da emancipação dos trabalhadores de toda a forma de exploração e opressão.
Em Santa Catarina, no interior do SINTE, reivindicamos prioritariamente o cumprimento da Lei do Piso na sua integralidade e na carreira, inclusive a aplicação de 1/3 da jornada em horas atividades e a descompactação da tabela salarial, como medidas concretas de valorização do professorado.
  • Fomentar a organização de sindicato nos municípios desprovidos.
  • Combater a terceirização no serviço público; Contra o PL 4330 e seus similares, flexibilizam os direitos trabalhistas e ampliam a terceirização.
  • Redução da jornada de trabalho para 40h sem redução de salário;
  • Garantia ao Direito Constitucional de greve;
  • Fim do Imposto Sindical! Defesa da liberdade e autonomia sindical! Pela revogação do IN-02/13 do MTE, que estende o imposto sindical para os servidores! Aprovação da convenção 87 da OIT;
  • Concurso público em todas as áreas - urgente para merendeiras e vigilantes!
  • Lutar em defesa de melhores condições de trabalho! Fim do Assédio Moral;
  • Em defesa de Planos de Cargos, Carreiras e Salários que valorizem o trabalho no serviço público;
  • Em defesa de uma política de saúde do trabalhador;
  • Equiparação de direitos dos Trabalhadores Contratados por Tempo Determinado (ACT);
  • Lutar pela garantia da negociação coletiva no serviço público;
  • Cumprimento da Lei do Piso na sua integralidade e na carreira, com 1/3 de hora atividade e a descompactação da tabela salarial, por reajustes anuais com base nos aumentos do FUNDEB!
  • Organizar o boicote às avaliações externas! Não à Prova Brasil!
  • Previdência Pública e Solidária, com o fim do Fator Previdenciário; Pela reversão das contra-reformas da previdência.
  • Não à desoneração fiscal para os industriais, que pilha a previdência pública e destrói os serviços públicos! 
  • Fim do superávit fiscal primário, instrumento que retira verbas dos orçamentos públicos para pagar juros aos especuladores.
  • Por uma campanha junto com a CUT pela revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
  • Que o SINTE participe da campanha: Dilma revogue as Leis das Organizações Sociais, entulho de FHC, que privatiza os Serviços Públicos.
  • Em defesa da soberania, não aos Leilões do Pré-Sal, não à privatização dos aeroportos, pela reestatização da Vale, da Embraer e todas as empresas privatizadas.
  • Que a diretoria do SINTE participe das campanhas pela retirada imediata das tropas da ONU do Haiti como o Comitê defender o Haiti é defender a nós mesmos.
  • Participar do plebiscito popular pela Constituinte Soberana e exclusiva para a Reforma Política.


Osvaldo de França - Conselheiro Estadual do SINTE

Jane Acacia Hertal Becker - Suplente da Direção do SINTE – Regional Joinville

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Assembleia regional - 13.11.13


Aconteceu na última quarta-feira (13), a Assembleia Regional para tirada de delegados para o Congresso do SINTE. Foram apresentadas 4 teses, porém, apenas duas chapas foram formadas. Três defendiam a permanência do SINTE à CUT e eram contra a proporcionalidade. Apenas uma tese era oposição.

Assim, com a formação de duas chapas, a votação ficou em: 20 delegados para Chapa 1 (fusão de três teses) e 15 delegados para Chapa 2 (tese de oposição).


Confira algumas fotos:







quarta-feira, 13 de novembro de 2013

POLÍTICA SINDICAL


Estamos em período pré-congresso. Conforme cronograma divulgado aqui no blog, segue a terceira discussão com as contribuições recebidas. Tema: Política Sindical.


Texto 01: Maioria da direção do Sinte Joinville

Política Sindical: Precisamos de um sindicato realmente de luta
                         
O contexto para o próximo período exige do movimento sindical respostas firmes e objetivas para os problemas da classe trabalhadora. Ou construímos uma direção de luta e comprometida com a classe ou corremos o risco de perdemos o momento histórico de mudanças pelo qual estamos passando.
Para enfrentarmos os ataques do governo do estado que não reconhece a Lei do Piso Nacional, mantém as escolas com estrutura física sucateada, fecha escolas, municipaliza, impõe um calendário escolar desumano, ataca direitos históricos da categoria, precisamos nos organizar, fortalecer todas as entidades criadas na luta dos trabalhadores.
O Sinte é um exemplo claro de uma destas entidades, e para que ele cumpra com seu papel, precisamos urgentemente, da ampliação do número de liberações sindicais. Um sindicato forte precisa ter sua entidade mantida por seus filiados e uma direção que tenha estrutura humana de mobilização.
O nosso sindicato não tem essas estruturas. Temos poucos liberados estadualmente e nada para as regionais.  O Sinte precisa de quadros sindicais liberados de fato de seus postos de trabalho e trabalhando para a organização da categoria, impulsionando nossa luta diariamente.
A atual direção do Sinte parece conformada com as liberações atuais rateadas entre a executiva estadual e com migalhas às regionais. Não se vê uma luta pelo aumento de liberações, ou seja, parece que está tudo bem, que não precisamos organizar nas bases.
É preciso lutar pela ampliação do número de sindicalistas liberados na estadual e em todas as regionais do estado. É preciso fortalecer a entidade em cada centímetro deste estado. É preciso que o sindicato tenha condições reais de discutir com a categoria.

Política de filiação e Fim do Imposto Sindical
A contribuição sindical é um imposto criado na década de quarenta com o objetivo de sustentar as estruturas sindicais sem a participação dos trabalhadores e atrelar as direções diretamente ao governo. O exemplo tomado do Fascismo italiano criou uma aristocracia sindical, em nosso país, capaz das mais profundas traições.
Defendemos o fim do imposto sindical e, enquanto ele existir, a sua devolução a todos os trabalhadores, filiados ou não.  Somos contra também a infame taxa negocial que nada mais é do que um imposto sindical às avessas, travestido de falsa democracia. O que tem de sustentar o sindicato são as mensalidades voluntárias pagas pelos sócios. É preciso que discutamos com cada trabalhador da educação a necessidade de filiação, a necessidade de que somente os trabalhadores sustentem o sindicato. Não queremos nenhum centavo de nenhum governo e queremos todos os trabalhadores da educação filiados ao Sinte. Essa é nossa luta!
Assinam esse texto a maioria da direção do Sinte Joinville


Texto 2: Minoria da direção do SINTE Joinville

Política Sindical

Terceirização  A terceirização é aplicada para reduzir os custos com mão-de-obra. Empresas utilizam-se desse recurso para obter vantagens econômicas, sem preocupações com qualidade e eficiência. As principais críticas a terceirização são: Precarização das condições de trabalho; Diminuição de direitos trabalhistas; Insignificância da dimensão intelectual do trabalho.
Apesar de toda a batalha do sindicato contra LHS, a segurança e a merenda foram terceirizadas. Há empresas privadas dentro de um espaço público, trazendo aos trabalhadores desses ramos, perda de direitos. Este processo, uma vez levado a cabo trará danos e perdas para o bom andamento das atividades pedagógicas.
            A terceirização da merenda escolar provoca dispensa de pessoal, traz perdas econômicas para os produtores das localidades das UEs, como já acontece atualmente. Em várias regiões do estado, muitos produtores rurais tem feito parcerias com os governos municipais, para fornecer gêneros agrícolas/alimentícios de qualidade para complemento da merenda escolar, além de estimular o desenvolvimento econômico do município e o aumento do emprego da mão-de-obra local.
            Com a terceirização dos serviços gerais, o governo alega enxugar a máquina administrativa, não leva em consideração o que este processo fará de imediato, a demissão em massa, este processo já está em andamento, com a transferência de responsabilidade para as APPs. Recentemente diretores de escolas sugeriram um abaixo assinado solicitando a terceirização da limpeza. Devemos rechaçar tal atitude.
            Levando em consideração os dispostos acima, nós da MINORIA da Direção defendemos que o governo crie mecanismos para a imediata incorporação destes segmentos ao quadro do magistério estadual, do qual eles jamais deveriam ter sido excluídos. Garantindo seus devidos direitos, como: plano de saúde, garantia de emprego, aposentadoria seguindo os mesmos critérios dos demais servidores.
            Os ACTs são a maioria dos professores em exercício. Todos os anos são contratados cerca de 20 mil professores em caráter temporário. Precisamos ampliar nossa pauta de reivindicação, ter uma política concreta para este setor, não resumi-la a “revogação da lei 456”.
Ainda, devemos estar atentos ao PL 4330 e ao ACE Acordo Coletivo Especial, proposto pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, sindicato histórico, filiado a CUT.
Nenhum privilégio aos dirigentes sindicais. Não concordamos que um sindicalista tenha um ganho fixo no sindicato como se fosse um salário a mais. É o que ocorre hoje na executiva do SINTE sob o nome de ajuda de custo. Hoje os dirigentes da estadual, com exceção da CSP-Conlutas, recebem R$ 600,00 fixos. Caso precisem viajar ainda recebem uma complementação de R$ 500,00. O que defendemos é uma política de REEMBOLSO com limite máximo de gastos.
Sindicato unificado na luta. O sinte é de Todos trabalhadores. O sindicato deve representar o conjunto da categoria não só os filiados. São os trabalhadores que devem decidir os rumos do sindicato, já que as decisões atingem esta mesma categoria e têm influência sobre suas vidas. Filiar trabalhadores deve ser um esforço de todos. Assim, não temos acordo com o golpe do Conselho do SINTE, violando o nosso estatuto ao tentar impor que somente os filiados possam votar na assembléia de tirada de delegados. Isto é inédito em nosso sindicato, querem alijar a categoria dos processos decisórios da nossa entidade, deixando-a cada vez mais burocratizada.


Texto 3: Jane Becker / Osvaldo de França

Mobilizar cada vez mais a base de nosso sindicato como nossa Política Sindical

Desde a mobilização nacional de 11 de julho onde os CUTistas ditaram o ritmo e graças a sua mobilização impediram a votação do PL 4330, chamado PL da terceirização, ficou clara a lição a ser seguida: se a mobilização conseguiu travar a tramitação do PL 4330, ela pode também arrancar o fim do fator previdenciário, as 40 horas semanais, a aplicação da Lei do Piso e outros pontos da pauta dos trabalhadores que estão pendentes há anos e que necessitam ser implementados.
No SINTE a realidade também passa por ai, não necessitamos em nossa rotina sindical de desgastes com intrigas e agitações que rumam no sentido da divisão de nosso sindicato e de nossa categoria – como o debate sobre a desfiliação do SINTE da CUT- tampouco necessitamos de direções paralisadas, oriundas do atual formato em que escolhemos nossas direções. Necessitamos sim, é de unidade em torno de nossas reivindicações!
Somente se nos livrarmos dessas amarras, teremos plenas condições de lutar concretamente contra a política privatizante implementada pelo governo de Raimundo Colombo (PSD), que amplia o sucateamento das escolas, a desvalorização dos servidores da educação e não Cumpre a Lei do Piso Nacional do Magistério, a terceirização da merenda e a politica de privatização via Organizações Sociais – chamadas de OS's, que hoje ataca os serviços públicos de saúde, mas que pela lei pode atingir todos os setores do serviço publico inclusive a educação.

Osvaldo de França – Conselheiro estadual do SINTE
Jane Becker – suplente da Direção do SINTE Regional – JLLE


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Assembleia Regional

CONVOCAÇÃO

O SINTE Joinville convoca todos/as os/as Trabalhadores/as em Educação para participarem da ASSEMBLEIA REGIONAL de eleição de delegados para o Congresso.
DATA: 13/11/2013 (Quarta-feira)
HORÁRIO: 18 Horas
LOCAL: Auditório da Escola Germano Timm

SUA PRESENÇA É IMPORTANTE, PARTICIPE!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Central Sindical (Filiação ou Desfiliação?)

Estamos em período pré-congresso. Conforme cronograma divulgado aqui no blog, segue a segunda discussão com as contribuições recebidas. Tema: Central Sindical (Filiação ou Desfiliação?).

Texto 01: Maioria da direção do Sinte Joinville

O SINTE e a CUT

            Hoje, mais do que nunca precisamos manter e ampliar a unidade no movimento sindical. O isolamento político leva inevitavelmente à degeneração e à inatividade.
            A CUT, pela sua história e pela sua estrutura, é a única Central capaz de organizar de fato o conjunto dos trabalhadores desse país. E o SINTE pode jogar um papel importante nesse momento. Mantendo sua filiação à CUT, não somente fortalece a Central, mas ajuda no debate político necessário para que a direção dê um passo à frente, superando as longas discussões intermináveis das negociações nos fóruns e mesas tripartites e volte sua atenção à organização dos trabalhadores desde a base. Na outra via, a experiência acumulada pela CUT ao longo de três décadas de luta vai contribuir de maneira imensurável para a organização dos trabalhadores do ensino público no estado de Santa Catarina.
            Sempre fizemos o combate e denunciamos as armadilhas criadas pela direção majoritária da CUT. Por outro lado, entendemos que a proposição de desfiliação não ajuda em nada o conjunto da classe trabalhadora. Muito pelo contrário. Fragmentar a nossa classe, pulverizando o movimento sindical em diversas e pequenas “centrais” só interessa ao governo e ao capital. É preciso disputar a Central e unificar a luta; esse é o caminho.
            Companheiros, não caiamos nessa armadilha. Quando o governo Lula “reconhece” as centrais em 2007, para fins de partilha do imposto sindical, estava plantando a cisão do movimento, pois era sabido que diversas organizações políticas sairiam ansiosas criando suas próprias centrais sindicais, na ânsia de pôr a mão em parcela do dinheiro do famigerado imposto e isso aconteceu.
            Não vamos tapar o sol com a peneira. A desfiliação da CUT é uma medida que causa o isolamento ou a divisão. Vários agrupamento acusam os cutistas de atrelamento político, mas na prática são comprometidos com seus partidos, a ponto de querer romper com a CUT para poder fortalecer a central que impulsionam.
            Companheiros, não podemos nos ater à burocracia. O que a classe trabalhadora precisa, acima de tudo, é unidade e bons instrumentos de luta. Quando uma direção degenera, nosso papel é ajudar a varrer os que se adaptaram, “botar sangue novo” e retomar o movimento para a luta em defesa da emancipação dos trabalhadores. Rompendo o movimento agimos exatamente de acordo com os interesses daqueles que querem, a qualquer custo, aniquilar o poder de organização e luta dos trabalhadores.

            Nossos compromissos de luta

            A CUT, a CNTE e o SINTE jogam um papel decisivo no combate à precarização dos serviços públicos implementada pelo governo. É preciso combater severamente a entrega da saúde às OS’s – empresas travestidas de “organizações sociais”. É preciso frear a privatização, mesmo que travestida e rebatizada de “concessão”.
            É preciso fazer avançar a aplicação da Lei do Piso do Magistério na rede pública, pois ela traz avanços na carreira e na qualidade do ensino. Para isso, é necessário unidade nacional em torno da reivindicação. A CUT deve organizar uma greve geral no país pela aplicação da Lei do Piso. É isso que o SINTE deve defender nas instâncias da CNTE e nas instâncias da Central.
            Por fim, companheiros, a luta de classes está mais viva do que nunca. O ataque a uma categoria é um ataque ao conjunto dos trabalhadores. A vitória de uma categoria é a vitória de toda a nossa classe.
            Contra o isolamento.
            Viva a unidade da classe trabalhadora!
            Manutenção da filiação do Sinte à CUT!

Assinam esse texto a maioria da direção do Sinte Joinville

Texto 2: Minoria da direção do SINTE Joinville

A CUT já rompeu com as lutas, É HORA DE ROMPER COM A CUT

            A Central Única dos Trabalhadores foi criada num contexto marcado pela reorganização do movimento operário, desempenhando um importante papel nas lutas. O contexto pós ditadura exigia dos trabalhadores a construção de instrumentos de luta que afirmassem a independência da classe. Nas raízes da criação da CUT encontramos uma estratégia de luta sindical contrária à conciliação de classes, negando qualquer tipo de pacto social e apontava para uma saída anticapitalista como solução para os problemas sofridos pelos trabalhadores.
            O SINTE, desde que se filiou a CUT no início da década de 80, ajudou a construí-la, materializava-se no sindicalismo classista e enraizado na base, livre de interferências do Estado, democracia interna nas estruturas sindicais e o socialismo como objetivo final.
            O movimento sindical não estava imune a reação da classe dominante. Em cerca de dez anos a burguesia começou a neutralizar os avanços conquistados. A partir da década de 90 a infiltração, principalmente ideológica, dos inimigos de classe começa a se instalar dentro da CUT: os Congressos Nacionais passaram a limitar cada vez mais a participação dos trabalhadores, promover cursos profissionalizantes e depender do gordo dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e mais tarde do Imposto sindical, assim as centrais começam a depender do Estado.
            Este tipo de situação criou uma casta de dirigentes burocratas, dependentes das benesses do Estado e do patrão. A Central legitimou a substituição de Políticas Universais por Políticas Focalizadas e Compensatórias. Com o “sindicalismo de resultados” participou de Câmaras Setoriais, nada avançou e só perdemos direitos. Girou para um sindicalismo de conciliação, travestido de “sindicalismo propositivo” ou “cidadão”.
            Já em 2003, com o PT na presidência, passaram de ‘mala e cuia’ para o lado do governo apoiando todas as políticas do governo federal, como a reforma da previdência, que atingiu os servidores públicos. Com o governo Lula, a CUT precisou fazer malabarismos nos discursos para justificar toda concessão que fez. As relações entre CUT e governo são mais que cordiais e isto pode ser explicado a partir do seguinte: os principais nomes da cúpula de Lula-PT foram as principais lideranças da CUT participando no primeiro e segundo escalão do governo, nos organismos tripartites, fundos privados de pensão, etc.
            Com o governo Dilma a história se repete. A luta contra o Acordo Coletivo Especial (ACE), pela anulação da reforma da previdência de 2003, contra a nova reforma previdenciária em curso (o chamado fator 85-95), contra o PL 4330 que liberava as terceirizações no país (onde a CUT estava participando com empresários e governos nas negociações), recolocou a importância do debate sobre a independência da nossa entidade frente aos governos.
Além desses motivos, o SINTE tem um gasto anual de quase MEIO MILHÃO de Reais para manter esta filiação que ao contrário de nos trazer retornos positivos, é uma trava às lutas e mobilizações e uma blindagem ao governo Dilma. Por isso, estamos propondo que o nosso sindicato saia das amarras do sindicalismo governista e desfilie-se da CUT.
            A proposta de ruptura com a CUT não está vinculada a filiação em outra central de imediato. Vamos discutir com toda a categoria o que for melhor em seminários e assembleias.

  •  DESFILIAÇÃO IMEDIATA DO SINTE À CUT.  
  • A CUT NÃO FALA EM NOSSO NOME!


Texto 3: Jane Becker / Osvaldo de França

Unidade no SINTE, CONTRA a desfiliação da CUT!

Há entre nós, setores que trabalham, para a divisão do SINTE e a divisão de nossa categoria. Estes que impulsionam a divisão do SINTE utilizam da retórica já desgastada da desfiliação do SINTE da Central Única dos Trabalhadores – CUT. Fantasiando a realidade, se posicionam pela filiação do SINTE à conlutas, ou não filiá-lo a lugar algum, como alternativa capaz de resolver os problemas do SINTE.
Defendemos a manutenção do SINTE na CUT, pois levamos em consideração o movimento de massas que forjou a CUT. A Central nasceu como uma nova forma de organizar a luta sindical com diferenças qualitativas em relação à CGT. Na sua fundação arrastou milhões de trabalhadores e centenas de sindicatos. Foi um fio condutor da luta pela democratização e vanguarda na luta por direitos trabalhistas. A CUT foi criada como um projeto unificação da luta mais avançada dos trabalhadores, e não como uma pura negação da CGT. Por isso tudo, não aceitamos a divisão da CUT!
O setor que deseja manter a confusão e a paralisia do SINTE com a proporcionalidade direta para a eleição da diretoria também quer a desfiliação; golpeiam a unidade de nosso sindicato de duas formas.
Não nos furtamos de criticar a direção da CUT que, muitas vezes, toma posições que pouco contribui para a luta dos trabalhadores. Entretanto, isto não justifica a saída da entidade.

Vejamos como agem concretamente os que saem da CUT:

Recentemente, frente ao leilão de libra, que unificou vários segmentos do operariado em torno da defesa da petróleo, os mesmos que pregam a desfiliação do SINTE, dedicaram-se a campanhas isoladas do restante dos trabalhadores. A conlutas se afundou no denuncismo contra a CUT e o governo federal e se “esqueceu” de fazer o mais importante, que era construir a greve dos petroleiros do RJ. A conlutas “furou a greve” nacional dos petroleiros, que se erguia contra o leilão no estado do RJ, onde dirigem o sindicato dos petroleiros! A FUP - ligada a CUT - impulsionou uma campanha salarial ligada à luta contra o leilão e paralisou atividades petrolíferas em vários pontos do Brasil!
Setores satélites da conlutas como o 'a cut pode mais' – dirigente do CEPERS do RS, neste ano, em meio à greve nacional do magistério pelo Piso Nacional, convocadas pela CNTE - ligada a CUT – também deixou de mobilizar a greve no estado para organizar sua participação numa caravana à Brasília, mobilizada pela conlutas. O sindicato gaúcho deixou de se somar aos milhares de professores que reivindicavam governo federal um piso salarial nacional, símbolo de unicidade profissional, para se somar a poucas entidades em uma duvidosa e desastrosa marcha ao DF.
Infelizmente estes setores vestidos de vermelho, que se intitulam 'lutadores', só conseguem fragilizar os sindicatos que atuam. Dividem suas bases e jogam com a confusão da categoria para obterem vantagens e aparelhos sindicais.
Contrários, a tudo isso, entendemos que é a hora de nos somarmos, a hora é de se somar, no movimento concreto pelas reivindicações dos trabalhadores. Não a divisão de nosso sindicato, não a Desfiliação do SINTE da CUT!

Osvaldo de França

Jane Becker