Sinte - Regional de Joinville

Sinte - Regional de Joinville

domingo, 31 de julho de 2011

Reunião de Representantes na última sexta-feira (28/07)

 Na última sexta-feira (28/07), foi realizada reunião de representantes de escolas onde discutiu-se e deliberou-se sobre os seguintes pontos:
- A reposição de aulas nas semanas de recesso escolar: de acordo com os relatos, a reposição neste período foi bem tranquila na maioria das escolas, mas infelizmente em algumas escolas as direções dificultaram o trabalho de reposição, inclusive em tom de ameaças.

- Calendário de reposição para o segundo semestre: cabe à Secretaria de Educação e Gerências a garantia de reposição de todas as aulas e horas dos profissionais, bem como o cumprimento do ano letivo. Defendemos que as escolas tenham autonomia na elaboração do calendário de reposição de acordo com a sua realidade.

- Dia de luto da educação: realizar no dia 13 de cada mês ações que lembrem a destruição do
Plano de Carreira do Magistério. No mês de agosto, no dia 12 (sexta-feira) todos deverão trabalhar com a camiseta da greve e uma tarja/fita preta em sinal de LUTO.

- Informes gerais:
1. Muitos trabalhadores em educação tiveram irregularidades em seus pagamentos do mês de julho. Pedimos que todos analisem seus contra-cheques, e em caso de irregularidades, solicitem a regularização o quanto antes.

2. Todos os trabalhadores em educação que tiveram descontos, nos últimos 5 anos, em função de licenças e ainda não entraram com ação, deverão procurar o Sinte com a documentação necessária para encaminhamento de processo ao departamento jurídico em Florianópolis. O Prêmio Educar nas férias é outra ação ganha na justiça. Para assegurar o recebimento os professores deverão encaminhar a documentação.

3. De acordo com a Secretaria de Estado da Administração, o governo aceitou a proposta de prorrogação do Plano Santa Catarina Saúde, oferecida pela Federação das UNIMED's de Santa Catarina.

sábado, 30 de julho de 2011

Assembleia Regional

O Sinte Joinville convoca todos os trabalhadores em educação a participarem da Assembleia Regional, na próxima terça-feira (02/8), que elegerá os delegados da categoria para a 13ª Plenária Estadual da CUT.  A atividade será realizada no Sinsej, Rua Lages, 84, às 18 horas.

A 13ª plenária acontecerá em Florianópolis, de 30 de agosto a 1º de setembro, e vai debater sobre o projeto político organizativo da Central Única dos Trabalhadores, o estatuto, o plano de lutas do próximo período e os delegados que participarão da 13ª Plenária Nacional que ocorrerá em São Paulo, de 3 a 7 de outubro. É importante que a categoria acompanhe e participe das discussões internas da central.

Só uma central sindical forte, organizada e mobilizada encaminhará as lutas da classe trabalhadora brasileira.

Pauta Geral:
1- Informes gerais
2- Reposição de aulas
3- Eleição de delegados
4- Encaminhamentos

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Devolução dos dias descontados através de folha suplementar


O SINTE/SC já encaminhou ofício à SED solicitando providências sobre a devolução dos dias descontados dos trabalhadores em educação, em razão da greve, e sua devolução através de folha suplementar.

A preocupação maior é com os trabalhadores dos CEJAs e CEDUPs, que não foram incluídos na folha suplementar paga no dia 22/07/2011 e tiveram descontos efetuados na folha de julho. O SINTE/SC reivindica que o pagamento a estes profissionais trabalhadores seja feito separadamente, contemplando o respectivo mês e, assim, evitar um aumento grande dos descontos, principalmente de imposto de renda.

No ofício, o Sindicato solicita que os profissionais que exercem suas funções nas SDRs e GEREDs obedeçam os mesmos critérios de reposição daqueles em atividades nas unidades escolares, e que seja feita uma folha suplementar para devolução de seus descontos.

Quanto aos trabalhadores que apresentaram calendário de reposição de aulas, mas não receberam no dia 22/07/2011, o SINTE/SC defende que a SED providencie uma folha suplementar ainda esta semana, referente aos meses de maio e junho. Este problema foi denunciado em todas as regiões do estado.

Reunião com os representantes de escolas


Companheiros,

Estaremos realizando reunião com os representantes de escolas para discutirmos o retorno ao trabalho no 2º semestre e a sequência da reposição de aulas, bem como outros pontos relevantes ao pós-greve e estado de greve.

Quando: sexta-feira 29/07, às 18 horas
Local: Sinte Regional

Contamos com a presença de todos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Professores não recebem folha suplementar


Alguns professores da regional não receberam a folha suplementar. Após o contato com o SINTE Estadual ficamos sabendo que isso também aconteceu em outras regionais, e que estes receberão os descontos dos dias parados na próxima folha. O erro aconteceu porque os diretores das escolas não enviaram a relação de professores dentro do prazo, que era até o meio dia de terça-feira (20/07).
  
Continuamos atentos!

Histórico da negociação

O processo de negociação e a análise da tabela salarial do Governo

“Andar para a frente olhando para o futuro é a melhor alternativa que pode ter um indivíduo, uma coletividade ou uma nação. No entanto, para andar com confiança e ver com clareza o futuro, precisamos saber de onde viemos e como acertar as contas com a nossa herança”. (Jorge Mattoso)

Somos uma entidade que ao longo do tempo viveu e construiu sua história sempre primando pela defesa dos direitos dos(as) trabalhadores(as) em educação e agora não foi diferente.

Iniciamos nossa jornada em busca da aplicação da Lei do Piso Salarial Nacional com a deflagração da greve estadual no dia 18 de maio, em uma das maiores assembléias já realizadas pelos(as) trabalhadores(as) da educação do Estado de Santa Catarina.
Durante este período o comando de greve eleito pelas regionais, em conjunto com a Coordenação Estadual do SINTE/SC, esteve em reunião permanente avaliando o processo de negociação com o governo.

Neste sentido, estamos encaminhando aos(às) companheiros(as) o histórico do processo de negociação.

Para entender um pouco sobre a tabela salarial apresentada pelo governo, consideramos importante primeiro resgatar as mudanças políticas do Governo em relação ao Piso Nacional.

Em 11 de maio, o entendimento do governo era de que o Piso continuava como remuneração total (incluindo as gratificações) deixando de reconhecer que o STF havia negado a ADI dos governadores, entre eles o de SC na gestão LHS.

Num segundo momento a categoria reage fortalecendo a greve. O governo recua e reconhece que o Piso é vencimento inicial, mas não na carreira e somente para quem recebe o valor abaixo do estipulado pelo MEC (R$ 1.187,00) apresentado na tabela da MP 188.

No terceiro momento o mesmo reconhece o Piso como vencimento inicial na Carreira, mas afirma que não pode pagá-lo integralmente de imediato. Elabora valores na tabela, sem alterar sua estrutura, garantindo o valor do Piso Nacional para a formação de nível médio, sem respeitar os percentuais de 2,75% entre as referências achatando a tabela salarial. Incorpora o prêmio educar e jubilar, extingue o prêmio assiduidade e reduz o percentual das gratificações da carreira dos professores, especialistas, ATPs e AEs de 40% para 15% e de 25% pra 15%. Ao reconhecer o Piso como vencimento na Carreira assume o compromisso de pagar o reajuste anual do mesmo.

Como a reivindicação da categoria era o Piso na carreira sem perdas de direitos (gratificações), com exceção dos prêmios educar e jubilar que poderiam ser incorporados, o comando passou a exigir a manutenção das gratificações e um calendário de pagamento do Piso, mas o governo não assume este compromisso. Em contrapartida, propõe a composição de um grupo de trabalho para descompactar a tabela.

Após muita insistência do comando e devido ao alto índice da greve na rua, o governo assume o restabelecimento das gratificações durante o ano de 2012, mas continua irredutível sobre o calendário de cumprimento do Piso na carreira.

Encurralado, o governo retira o pedido de ilegalidade da greve na justiça, pois corre o risco de perder a ação, fato que se confirma com a vitória do SINTE na justiça que manda o governo devolver os 23 dias descontados em junho. Diante disto e pela ação incisiva do SINTE junto ao legislativo, o governo se vê obrigado a reabrir o processo de negociação. Em audiência realizada dia 01 de julho na SED, assume o compromisso de restabelecer integralmente as gratificações até janeiro. A comissão de negociação não aceita a proposta e solicita um tempo para conversar. Na discussão entre os 14 representantes da mesma, ficou claro que o governo não apresentaria uma proposta de pagamento parcelado do piso. O consenso entre todos os membros foi de que a proposta mais viável de ser aceita pela categoria com a provável suspensão da greve era o restabelecimento imediato das gratificações. Repetindo, foi consenso entre os 14 representantes que estavam na mesa de negociação.

Com esta posição de consenso, reiniciou-se a negociação e foi apresentada a proposta e solicitado que a mesma fosse encaminhada ao governador enquanto o grupo ficaria ocupando a sala de reuniões. Após duas horas, chegou a resposta. O governo manteve a mesma posição de restabelecer integralmente as gratificações em janeiro de 2012.

Diante da negativa, o comando propôs ao governo que apresentasse uma proposta de recomposição das gratificações de forma parcelada, para este ano. Ficou acordado que este discutiria com o grupo gestor e responderia até segunda feira dia 04 de julho pela manhã, pois na quarta feira dia 06, haveria assembléia estadual.

No sábado à noite, dia 02 o governo chama a comissão de negociação para uma reunião dia 03, domingo, às 17 horas, na Casa d”Agronômica, onde estiveram presentes o Governador, vice- governador, secretário da educação, o secretário adjunto e o grupo gestor, que apresenta o restabelecimento das gratificações em duas parcelas, um percentual em agosto de 2011, voltando à sua integralidade em janeiro de 2012. (percentuais das gratificações passando para 20% e 30% em agosto de 2011 e retornando aos valores de 25% e 40% em janeiro de 2011). Sobre o calendário do Piso na carreira, continuou com a posição do grupo de trabalho.
No dia 18/07, segunda feira, a Assembléia Estadual do Magistério deliberou pela suspensão da greve por 120 dias, permanecendo em estado de greve durante este período, quando irá fazer uma nova avaliação da mobilização.

Os demais pontos da pauta acordados com o governo foram:
a - Anistia das faltas da greve de 2008 e todas as outras mobilizações a partir de 2007;
b - Revisão do Decreto 3.593/2010, que trata da progressão funcional;
c - Realização de concurso de ingresso para todas as carreiras do magistério;
d - Revisão da lei 457/2009, (Lei dos ACTs);

O governo também manifestou a preocupação em regularizar a destinação dos recursos do FUNDEB e retirar os recursos para pagamento dos aposentados dos 25% destinados a educação, mas isso não vai ser cumprido integralmente a curto prazo.

 Tabela da Lei Complementar 539, de 19 de julho de 2011
A – Em relação ao percentual entre as referências que eram de 2,75%:
a)      Do nível 1A até 2D os valores são os mesmos, R$ 1.187,00;
b)      Do nível 2D até 3A mesmos valores, R$ 1. 197,00 – 0,8% sobre os valores anteriores;
c)      Do 3B até 3D e 4A mesmos valores, R$ 1.221,00 – 2% sobre os valores anteriores;
d)      Do 3E até 3G; 4B até 4F e 5A até 5C mesmos valores, R$ 1.244,00 – 1,9% sobre os valores anteriores;
e)      Do 4F, 5D e 6A mesmos valores, R$ 1.275,10 – 2,5% acima dos valores anteriores;
f)       Do 5E e 6A em diante apresenta o percentual de 2,5% de diferença entre cada nível.

B - Em relação ao percentual de diferença entre os níveis
Nível (início de carreira)
Anterior
Atual
1 A (Mag) para 4 A (Licenciatura Curta)
27,65%
2,50%
4 A para 7 A (Licenciatura Plena)
27,65%
13,00%
1 A para 7 A
63,00%
16,26%
7 A para 10 A (Pós graduação)
27,65%
24,90%
10 A para 11 A (Mestrado)
8,50%
7,70%
11 A para 12 A (Doutorado
8,50%
7,70%

A diferença entre os níveis em final de carreira a partir do nível 7 é de 7,7%
A maior redução que provocou o achatamento da tabela é do 1A (Magistério) para o 7A (licenciatura plena) pelo fato de revogar o artigo da lei que garantia a diferença de 2,75% de promoção entre as referências.

Com esta tabela, o restabelecimento integral das gratificações e o pagamento do reajuste do Piso nacional em janeiro de 2012 (no mínimo 15%), o ganho salarial até lá é de 37% a 81%.

A suspensão da greve não significa desmobilização, pelo contrário, o SINTE/SC estará encaminhando várias ações que foram definidas na última assembléia estadual e que serão realizadas neste período. Portanto, a luta continua em busca de nosso objetivo, que é a implantação do piso na carreira e com o cumprimento integral da lei 11.738/2008.

domingo, 24 de julho de 2011

Orientações para reposição das aulas

Companheiros/as,


Após a assembléia estadual do dia 18/07/2011 que suspendeu a greve do magistério, o SINTE/SC assumiu compromisso com o calendário de reposição das aulas durante o ano letivo de 2011.

1. A condição prioritária para o inicio da reposição é o pagamento dos dias parados imediatamente a apresentação às GEREDs do calendário. Conforme prevê a Lei Complementar 539/2011, aprovada na ALESC, a devolução do dinheiro será efetuado três dias após a data de publicação da lei, (22/07/2011). Para os trabalhadores que decidirem repor após este prazo, receberão os descontos dos dias parados na próxima folha.

2. Garantia de manter a qualidade do ensino, repondo os conteúdos, horas e dias letivos, respeitando a autonomia das unidades escolares.

3. Os AEs, ATPs, especialistas e professores readaptados e em atribuição de exercício deverão organizar a reposição da mesma forma que os professores em sala de aula.

4. As unidades que tiveram a maior parte dos trabalhadores em greve, deverão repor o calendário em dias. Entretanto, as escolas onde poucos profissionais aderiram a greve poderão contabilizar a reposição em carga horária. Por exemplo, na ausência ou falta de algum professor suas aulas poderão ser usadas para outro profissional fazer a reposição.

5. A principio não há reposição com alunos aos sábados, porém atividades que já estavam no planejamento devem ser mantidas e respeitadas. Outras atividades do calendário como: reunião pedagógica, feira de ciências, jogos e conselho de classe deverão ser feitas aos sábados. Os dias da semana serão dedicados exclusivamente para aulas.

6. A reposição enquanto direito do aluno de acordo com o que ficou acordado com a SED, pressupõe também que os professores não grevistas terão que repor todas as aulas não ministradas durante o período da greve.

7. Neste sentido o processo de reposição dar-se-á por número de dias, carga horária e sobretudo os conteúdos programáticos de todas as disciplinas curriculares não ministradas durante o período de greve.

8. A Lei Complementar 170/1998, em seu Art. 26 define o calendário escolar com “Pelo menos duzentos dias de efetivo trabalho escolar por ano, assim entendido como os momentos diferenciados da atividade docente que se caracterizam pelo desenvolvimento de atividades de planejamento, capacitação em serviço, dias de estudo, reuniões pedagógicas e de conselhos de classe, avaliações, recuperação paralela e aqueles diretamente relacionados com o educando, bem como toda e qualquer ação incluída no projeto político-pedagógico da escola, excluído o tempo reservado a exames finais, quando houver”.

9. O SINTE/SC através desta Secretaria de Assuntos Educacionais e Culturais estará a disposição de todos os trabalhadores em educação que participaram da greve para solucionar eventuais dificuldades e questionamentos na execução e elaboração do calendário de reposição. Os problemas poderão ser comunicados para esta secretaria através do e-mail sinte-sc@sinte-sc.org.br.


Certos de contarmos com vossa atenção, subscrevemo-nos;

Carlos Alberto Lopes Figueiredo
Secretário de Ass. Educacionais e Culturais

Sandro Luiz Cifuentes
Secretário de Finanças

sábado, 23 de julho de 2011

Carta aberta à comunidade

 
O SINTE/SC vem à público agradecer o apoio recebido por parte da Sociedade Catarinense aos educadores em defesa de seus direitos em sua luta pela implantação do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério.

Apesar da legitimidade da lei, o Governo LHS não reconheceu o direito dos(as) trabalhadores em Educação e apelou ao STF(Supremo Tribunal Federal) alegando sua inconstitucionalidade.

Mesmo julgada e declarada constitucional pelo Supremo, o atual governo não cumpriu a lei e levou a categoria à greve deflagrada no dia 18/05, pela implantação imediata do Piso na carreira.

A greve se estendeu até o dia 18/07 quando em Assembléia Estadual o Magistério votou pela sua suspensão, mesmo não tendo suas principais reivindicações atendidas.

A Sociedade Catarinense entendeu a importância do momento e apoiou nossa luta e nossas reivindicações, participando ativamente das discussões sobre a educação pública, a situação das escolas e a aplicação dos recursos do FUNDEB na educação.

O Piso Nacional do Magistério representa a valorização dos professores(as), que valorizados(as) terão mais tempo disponível, podendo então dedicar-se ao estudo, preparação das atividades escolares e ministrar suas aulas com qualidade e eficiência, mantendo assim seu compromisso maior com o aluno.

A educação é nosso trabalho e sabemos que é o melhor legado que podemos oferecer às nossas crianças e jovens para que se tornem cidadãos e cidadãs responsáveis, com reais perspectivas de crescimento pessoal, capazes de assumir seu papel e seu espaço na sociedade.
O SINTE/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Santa Catarina), sempre foi firme em sua defesa intransigente em favor de uma educação pública, universal e de qualidade para todos.

Esperamos que o Governo faça sua parte e responda, sinceramente, para a população de Santa Catarina, qual é o seu real compromisso com a Educação pública, gratuita e de qualidade.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

SINTE/SC contesta nota da ALESC que informa erradamente sobre ganhos do magistério

O SINTE/SC refuta as informações publicadas na mídia catarinense pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina em informe pago, com o título “Novos salários dos professores: conheça melhor a lei aprovada”, no dia 21 de julho.
 

O Sindicato garante que as informações publicadas sobre os valores e percentuais concedidos aos trabalhadores da Educação da rede pública estadual catarinense não correspondem aos fatos e nem ao que será pago aos trabalhadores da Educação.

Para a categoria, a nota tem o objetivo de confundir a população e também de dirimir o peso da consciência dos deputados da base aliada do governo do duro golpe contra a educação e trabalhadores catarinenses no dia 13 de julho passado, quando votaram favoravelmente ao Projeto de Lei Complementar 0026/2011, de autoria do executivo, e que destrói com o plano de cargos e carreira do magistério.

Os trabalhadores da Educação, surpreendidos com a falta de veracidade da nota pública pela ALESC, questionam a origem das informações; pois, no dia 13 de julho, os deputados da base governistas não souberam justificar seus votos e mostraram total desconhecimento da matéria ao utilizarem em seus discursos recortes de jornais para justificarem a retirada de direitos históricos do magistério.

O SINTE/SC, através de sua coordenação estadual, publicará nos próximos dias, uma nota informando de forma correta e responsável as perdas sofridas com o PLC 0026/2011. E encaminhar solicitação à ALESC para que retifique a informação.
 

O trabalhadores em Educação, que suspenderam a greve após 62 dias de paralisação, continuam firmemente mobilizados na luta por seus direitos, e se mantêm em estado de greve na busca de valorização profissional e salarial.

*Sandro Cifuentes - diretor de Finanças;
*Carlos Alberto Figueiredo - diretor de Assuntos Educacionais

SINTE/SC reabre canal de negociação com o Governo

Direção do SINTE/SC esteve na SED nesta 3ª feira

A coordenação estadual do SINTE/SC esteve reunida na tarde desta 3ª feira, 19, com o secretário Marco Tebaldi a fim de comunicar a suspensão da greve do magistério, apresentar o calendário de reposição de aulas – discutido pelo Comando de Greve – e reabrir negociação em torno da pauta do magistério. Estiveram presentes à reunião a coordenadora estadual do SINTE/SC, Alvete Bedin, a secretária geral do SINTE/SC, Anna Júlia Rodrigues, e os diretores do SINTE/SC Aldoir Kraemer, Luiz Carlos Vieira e Sandro Cifuentes, e as diretoras da SED Elizete Mello de Gestão de Pessoas e Gilda Mara Penha Marcondes,de Educação Básica.

O SINTE/SC informou ao secretário a suspensão da greve encaminhada pela assembleia estadual da categoria realizada no último 18 de julho, com a presença de cerca de quatro mil trabalhadores em Educação, no Centro de Eventos Centro Sul, em Florianópolis. Informou também que a assembleia deliberou por manter estado de greve nos próximos 120 dias, período este que acompanhará as medidas que serão efetivamente tomadas pelo Governo a fim de assegurar e evoluir nas negociações com a direção do Sindicato, visando o Piso na carreira, a reconstrução da tabela salarial – derrubada pelo PLC 0026/2011 –, e o compromisso de garantir a pauta social do magistério.

O secretário afirmou que estão mantidas as cláusulas sociais – remessa de projeto de lei à ALESC para anistia das faltas de paralisações posteriores a 2007; revisão da lei 456/2009 (Lei dos ACTs); revisão do decreto 3.593/2010 (Progressão Funcional); abono das faltas da greve atual mediante a apresentação do calendário de reposição, respeitando a autonomia das unidades escolares; realização de concurso de ingresso para a carreira do magistério em até 12 meses; o compromisso de aplicar o reajuste anual do valor Piso Salarial; e estudo de viabilidade para o aumento do vale-alimentação. Ele assumiu o compromisso de encaminhar ao SINTE/SC, por escrito, estas garantias.

Sobre a formação de uma comissão paritária – representantes da SED, da Administração, da Fazenda e da Procuradoria Geral do Estado – e diretores do SINTE/SC com o objetivo de avançar na pauta de reivindicação do magistério – principalmente a recomposição do Plano de Cargos e Salários e descompactação da tabela salarial com ênfase na aplicação do piso na carreira, o secretário Tebaldi disse que, por ele, esta válida a promessa feita anteriormente pelo Governador Colombo e mantidas as reuniões entre a equipe gestora do Governo e a direção do Sindicato. Mas ponderou que precisava conversar com o Governador antes de oficializar a Comissão, para então agendar a primeira reunião de estudo com os trabalhadores de Educação.

Quanto à reposição das aulas e a devolução dos descontos feitos na folha de junho, decorrentes dos 23 dias parados, Tebaldi informou que a SED precisará de três dias para rodar a folha suplementar com o pagamento dos descontos. O SINTE/SC adiantou que não admitirá qualquer punição contra os trabalhadores grevistas e que deve ser cumprido o prazo estabelecido no PLC aprovado pela ALESC para a devolução dos valores descontados.

O SINTE/SC afirmou seu compromisso com os alunos e população catarinenses de garantir a recuperação das aulas, prezando a qualidade do conteúdo, as horas e dias letivos – conforme deliberado e aprovado na assembleia estadual da última 2ª feira. O Sindicato reivindicou autonomia das unidades escolares para elaborarem calendários de recuperação das aulas, de acordo com a realidade e peculiaridade de cada escola. Ficou acertado que todos os profissionais do magistério realizarão a reposição nos mesmos períodos, sendo que os ATPs, AEs, Especialistas e professores readaptados e em atribuição de exercício não irão realizar a reposição no contraturno ou em dias e horários sem atividades com alunos na escola, com exceção dos dias de conselho de classe, reunião pedagógica ou outras atividades extraclasses. Nos casos de licenças ou atestados médicos os trabalhadores deverão negociar com a direção da escola a reposição deste período após o termino das licenças. Os casos isolados e exceções ao critério geral estabelecido serão analisados individualmente e a SED reafirmou que o ano letivo de 2011 encerrará em 30 de dezembro.

Sobre os trabalhadores das APAEs, mesmo não tendo nenhum desconto na folha de junho, estes deverão realizar a reposição dos dias parados seguindo os critérios gerais estabelecidos pela SED, sob pena de descontos futuros. Como suas atividades possuem algumas especificidades que deverão ser tratadas diretamente com a FCEE, a Coordenação Estadual do SINTE/SC solicitará uma audiência com a presidência da referida entidade para negociar o calendário de reposição, levando em conta as particularidades das atividades desenvolvidas nas APAEs e FCEE. A coordenação do Sindicato orienta que, por enquanto, estes profissionais utilizem o recesso de julho para iniciar a reposição.

Foi reiterada a preocupação do Sindicato e dos trabalhadores em educação com a comunidade escolar e a qualidade da educação, e como sempre afirmamos durante a greve será feito um grande esforço para garantir a totalidade da reposição das aulas, evidenciado no fato de que 25.302 professores que participaram da greve já firmaram o compromisso de reporem as aulas. Faltam apenas cerca de 1% dos grevistas firmarem este compromisso, fato este ocasionado por diversos problemas e desencontros que estão sendo resolvidos caso a caso.

Florianópolis, 20 de julho 2011

Alvete Pasin Bedin/Coordenadora Geral
Anna Julia Rodrigues/Secretária Geral