Sinte - Regional de Joinville

Sinte - Regional de Joinville

domingo, 3 de julho de 2011

Situação difícil no acampamento

MADRUGADA INCANSÁVEL
03/07/2011

Caros colegas professores não ta fácil. Choveu muito a noite e várias barracas alagaram. Foi muita chuva e vento. Mas a energia aqui é muito forte. Os professores aqui acampados estão todos motivados para que o governo apresente uma proposta que corresponda aos anseios da categoria.

A noite é interminável, pensamos que com o fim da chuva as coisas pudessem melhorar aqui no acampamento. Contudo, veio o vento, meu Deus e que vento, várias rajadas de 70 a 80 km. Algumas barracas acabaram desabando e tivemos que acolher os nossos companheiros demais barracas.

Ficamos amontoados todos, aquecendo o corpo uns dos outros. Não é à força do vento, e nem da chuva que irá nos tirar do acampamento da educação aqui de Florianópolis. Companheiros chamam uns pelos outros durante a madrugada, verificar como estavam. Estão todos bem, alguns com medo, mas com muita energia para o governo nos atender.

Do professor João Gabril Rentel,via e-mail:

2 comentários:

  1. Isto é mínimo que posso considerar em relação a vocês na linha do front.

    Caros colegas:
    1º- Se esse governo fosse honesto, no primeiro mês de governo já deveria ter conversado com os representantes do magistério.
    2º- O que ocorreu hoje foi negociar regência e hora atividade, DIREITOS INEGOCIÁVEIS, pois são direitos adquiridos há muitos anos. O encontro foi desfocado que é o PISO SALARIAL NA CARREIRA.
    3º- Se o governo protelou até agora, vocês acreditam que haverá grupo de trabalho? E Para quê? Se o governo já perdeu em 02 investidas contra a Lei Federal (acreditam em papai noel)?
    4º- A greve, último recurso, já que nessas últimas semanas recusou-se a conversar com a categoria, é pela LEI DE APLICAÇÃO DO PISO NACIONAL NA CARREIRA, e não outras misérias aquinhoadas ao longo dos anos com muita luta e dignidade pelos professores.
    5º- De acordo com a metáfora do jardim, o governo é a erva daninha que tenta sufocar as flores que florescem (professores e alunos com motivação ímpar).
    6º- Não adianta o governo querer parcelar misérias que não aceitaremos nas Assembléias Regionais e Estadual.
    7º- Os colegas que não conseguem combater o bom combate, pensem que legado deixarão às próximas gerações incluindo as proles de alguns deles?
    8º- Nós ultrapassamos as fronteiras da luta pelo Piso Nacional e outras solicitações, mostrando à sociedade catarinense para onde estavam sendo DESVIADOS RECURSOS DIRETOS PARA A EDUCAÇÃO em nosso estado.
    Se as leis funcionam neste estado e neste país, o governo atual deve receber intervenção federal, já que as contas do governo anterior não são recomendadas sua aprovação pelo TCE. Algo de muito ilícito ocorre nas contas do governo estadual envolvendo a "plêiade" do executivo, legislativo e judiciário!!!!! Quem pode agir honestamente para se redimir e dar o bom exemplo?
    O povo ordeiro e labutador catarinense (classe do magistério) não pode ser alcunhado de salafrário!!!!
    9º- Já observaram que o governo empurra com a barriga para tirar proveito das discussões entre nós tentando enfraquecer o movimento? Vocês lembram dos "CARAS PINTADAS"? A maioria de nós é dessa época. Onde estão ficando a garra, disposição, politização, conhecimento de causa, e sabemos onde está o dinheiro surrupiados da classe!?
    10º- Se nós iniciamos uma luta com um objetivo claro e coerente (que as leis sejam respeitadas, e cumpridas!), o porquê de recuarmos agora? Porque jamais haverá reaglutinação e "ficarmos em estado de greve", isto não existe na prática.
    11º- Mesmo com a máquina e a mídia na mão (isto pode ser interpretado como improbidade administrativa), o povo catarinense sabe que há recursos. O governo não os paga por intransigência ("dê o poder a um homem e lhe direi quem é"), inconsequência, inoperosidade, habilidade, humildade e acima de tudo honestidade.
    Quem deve tentar ludibriar, de novo, o povo catarinense, é o sr. Colombo e comitiva....!
    12º- Nós repomos os dias paralisados, desde que nos pague o que lhe é devido por Lei.
    13º-A culpa insofismável da inviabilidade do ano letivo está NAS MÃOS DO GOVERNO. Este (des)governo é muito capcioso, além de coagir professores pelos seu gerentes e diretores a retornarem ao trabalho desmoralizados.
    14º-E por último.... COMANDO DE GREVE, não retornaremos se não forem aceitas nossas propostas, afinal a implantação do Piso Nacional já foi esticado para 10 meses... é o extremo do máximo que podemos fazer.
    Não adianta nos chamar para a Assembléia Estadual, nestes termos do governo, que o referendo certamente será NÃO.
    - Cara amiga Alvete, como proposto é bom que a colega como nossa representante, poste uma opinião sem oferecer julgamento de juízo, pois a Assembléia é soberana em suas deliberações. Haveria muitas colocações, mas pauto-me no referendado na última Assembléia, com pontos isolados passíveis de serem discutidos.
    Força, estamos aqui para deliberar com o mundo das ideias e não no troglodismo assumido por este governo.
    Abraços.

    ResponderExcluir
  2. Bom se pudéssemos nos reunir, como eles, e nos dar um percentual de aumento salarial, garanto q seríamos muito mais justos, diferente deles. Entretanto se fazem necessários sacrifícios como a manifestação grevista e atitudes corajosas como esse acampamento. Lamentável q só dessa forma consigamos fazer direitos adquiridos. Mas parabéns pelos guerreiros q aí se encontram. Uma medalha d honra ao mérito a vcs. Força, saúde e sucesso aos irmãos do magistério aí na linha d fronte.
    Abraços Prof.º Willian

    ResponderExcluir