Sinte - Regional de Joinville

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Moradores foram recebidos com cadeados

O governo do Estado tentou impedir a audiência pública contra o fechamento da E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva, colocando cadeados nos portões de acesso à escola. A comunidade não recuou e realizou a atividade na rua.

Ontem (25/7), pais, estudantes, professores e comunidade do Vila Nova estiveram presentes na audiência pública, convocada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, contra o fechamento da E.E.B. Maestro. O evento aconteceria dentro da escola, às 19 horas, mas o governo do Estado, através da Gerência de Educação, mandou fechar todos os portões que dão acesso ao recinto.

Ainda assim, os moradores se reuniram fora da escola e realizaram a audiência, reprovando a ação do governo na sua tentativa de impedir a organização da comunidade contra mais um fechamento de escola que acontece na cidade.

O governo Colombo – tutelado por Eduardo Deschamps e a exemplo do governo federal – uma vez mais mostra seu interesse em acabar com a escola pública e tratar como "gasto" e "privilégio" aquilo que deveria ser um investimento e um direito: a educação.

Para os presentes na audiência, ainda com a construção da nova escola, não há motivos para fechar a Maestro, que há 60 anos atende à região. Pais questionaram a transferência coercitiva dos alunos sem seu consentimento e reclamaram sobre a falta de diálogo e informações oficiais à comunidade. "Escolas devem ser ampliadas e abertas, e não fechadas ou transformadas em presídio", disse um dos pais que acompanhava a audiência.

Ademais, Gerência informou que haverá reenturmação e que o número de alunos por sala será ampliado na nova escola. "Para oferecer uma educação de qualidade, para dar uma atenção individualizada, para não aumentar o número de avaliações e não precarizar o trabalho do professor, trabalhar com turmas reduzidas faz toda diferença", afirmou Clarice Erhardt, professora e diretora do Sinte/Joinville.
Não há, também, garantias de lotações e cargas horárias para os trabalhadores em educação, principalmente para os ACTs, que serão dispensados.

A regional de Joinville repudia a atitude do governo, que usa o estado para vandalizar o que é de todos e destruir a educação pública. Reprova, igualmente, esta ação covarde do governo ao impedir a entrada dos moradores no colégio para debater o futuro deles e dos seus filhos. O Sinte/Joinville também endossa os encaminhamentos aprovados pela comunidade, que segue na luta para que a E.E.B. Maestro não seja fechada.

No dia 31/7, pela manhã, acontecerá uma nova manifestação contra a decisão do governo em fechar a escola Maestro.
Encaminhamentos

1) Moção de repúdio ao governo do estado pela decisão em fechar a E.E.B. Maestro Francisco Manuel da Silva;
2) O governo do estado deve manter a atual situação da E.E.B. Maestro com o mesmo número de turmas, os mesmos turnos matutino, vespertino, noturno e o mesmo número de aulas para todos os professores;
3) As autoridades presentes, deputada Luciane Carminatti e o vereador Adilson Girardi, devem se comprometer em buscar marcar uma audiência na ADR para a comissão de pais, professores e estudantes do Maestro para discutirem a situação da escola;
4) Manifestação da Comunidade escolar no dia 31 de julho, pela manhã, contra a decisão do governo em fechar a escola Maestro;
5) Questionamento ao Ministério Público a respeito das seguintes questões: a) O governo do estado pode transferir os estudantes da escola Maestro sem autorização dos pais para outra escola? b) Como fica a questão do zoneamento para os estudantes do Bairro Vila Nova?;
6) Investigar a situação da doação do terreno feito pelo senhor Ricardo Baunner para o estado, onde foi construída a E.E.B. Maestro Francisco Manoel da Silva.


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