Sinte - Regional de Joinville

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sábado, 4 de abril de 2015

A GREVE CONTINUA (Parte 2)

A greve continua, cada vez maior. Já temos um terço da categoria em greve no estado. Apesar dos números falsos apresentados pelo governo e repercutidos pela imprensa. A MP 198 foi barrada pela CCJ da Alesc, mas pode ser votado (e aprovada) nesta semana pelo plenário. Ela tem validade até dia 11/04, então o governo precisa aprovar no plenário da assembléia, deixá-la vencer ou reeditá-la. Por isso precisamos ficar acompanhando as sessões da ALESC nesta semana, para não deixar aprovar esta MP. Sabemos que se a MP dos ACTs passar, as outras mudanças no plano de carreira dos efetivos também passará. O governo só está fazendo um teste com a categoria e com os deputados, enviando esta MP. O interesse mesmo é na mudança do plano de carreira dos efetivos. Ali é que a economia será feita. Por isso não podemos baixar guarda, temos que ampliar a greve e derrotar o descaso do governo com a educação.
Os motivos da greve
A greve dos trabalhadores em educação não é só por causa da MP 198, é muito mais que isso. O governo quer economizar na educação, para isso quer mudar o plano de carreira. A Medida Provisória foi só o começo. Ele engana a categoria quando incorpora a regência para parecer que deu aumento. Essa proposta de mudança a médio e longo prazo acaba com a nossa carreira. Além disso, não teremos aumento nos próximos anos, nem fica claro como seria o aumento depois disso.
O governo divide a categoria e joga uns contra os outros. Não podemos ser ingênuos em acreditar num aumento a força que o governo diz que vai dar. O governo não quis negociar em nenhum momento, ele mente quando diz que o sindicato não quer negociar, se é ele que tem o poder da caneta na mão. Que se construa um novo plano com a participação dos profissionais da educação e não apenas apresentando aos diretores de escola.
A legalidade da greve
A greve é o único instrumento dos trabalhadores para pressionar o governo a atender suas reivindicações. É um direito constitucional. Os trabalhadores em educação cumpriram todos os trâmites da declaração da greve: decidiram em assembléia e avisaram o governo sobre seu início. Sendo assim, fez tudo dentro da lei. Portanto a greve é legal, não tendo nada que o governo pode alegar de ilegalidade. Na verdade o governo, de forma irresponsável, fala que é ilegal apenas para assustar a categoria. Mas não vamos cair nesta conversa. Estamos amparados legalmente para defendermos nossos direitos.
As ameaças aos ACTs e aos que estão em Estágio Probatório
O secretário de educação, a mando do governador, passou a ameaçar os professores ACTs e os que estão em estágio probatório. De forma irresponsável e criminosa, ele alega ser possível demitir ACTs que estiverem na greve e que seria possível prejudicar o estágio probatório dos novos efetivos. Isso é ilegal, não tem nenhuma lei sobre isso, não tem amparo legal algum. Muito pelo contrário, quando a greve é decretada, as relações de trabalho estão suspensas, portanto as faltas neste período não contam para o estágio probatório nem para as regras dos ACTs. Não existe nenhum caso conhecido de alguém que deixou de pegar aula por ser ACT e ter feito greve, nem de alguém em estágio probatório ter sido prejudicado por ter participado da greve. Vários professores ACTs e em estágio probatório estão na greve, pois sabem que não tem o que temer. Qualquer ameaça deve ser informada imediatamente ao sindicato ou ao comando de greve.
Sobre a WEB Conferência
Nesta quarta feira (1º de abril) o secretário fez uma web conferência com diretores e com alguns professores que não estão em greve. Na sua fala o secretário demonstrou todo o seu despreparo e desprezo pela categoria. Apresentou números, confundiu propostas, mentiu sobre a relação com o sindicato, tentou jogar efetivos contra ACTs, fez ameaças sem fundamento, etc. Ou seja, o governo demonstra cada vez mais sua preocupação com o aumento da greve. As falas desastradas do secretário, só demonstram o quanto o governo está determinado a economizar na educação, levando o secretário a um papel ridículo deste.
O governo disse que iria apresentar como ficaria a tabela na nova proposta. Mas o curioso é que até agora, nem os deputados da base governista viram esta proposta completa. Por que será que o governo esconde tanto a proposta? Se é tão boa, que se apresente. Este é o problema, o governo quer aprovar a força, sem discutir os pontos da proposta. A fala é bonita, parece que o governo está realmente preocupado com os efetivos e que a greve não tem sentido. Mas na verdade é uma estratégia muito bem montada para enganar a categoria. Precisamos ler nas entrelinhas, ver o que está por trás de toda esta pressão do governo. O pouco que foi apresentado até agora sobre esta proposta já é suficiente para lutarmos contra. Mas sabemos que o que vem junto pode ser muito pior. Não vamos ser ingênuos em acreditar nas falas do secretário. O governo já disse que quer economizar, como então vai dar aumento?

TOD@S À GREVE NESTA SEGUNDA-FEIRA. 
VAMOS PARAR TODAS AS ESCOLAS EM TODO O ESTADO E LUTAR POR NOSSOS DIREITOS. 
                                           Manifestação dos estudantes e professores contra a reenturmação em 2013. 

Por Rafael Meurer Do Comando de Greve Estadual.

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