Sinte - Regional de Joinville

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

As escolas estão um caos, exagero ou precisamos nos adaptar?

Iniciamos o ano da forma como previmos aqui no blog. Ou melhor, talvez esteja sendo pior. Apesar disso, em reportagem desta segunda feira no Jornal do Almoço da RBS, a gerente de educação afirma que o saldo geral é positivo e todos precisam se adequar a nova situação. Pois bem, vejamos:

1 - O processo de reenturmação continua e por isso ainda não tivemos a segunda chamada de ACTs divulgada. É certo que quando acontecer a segunda chamada teremos pouquíssimas vagas para os professores que aguardam desde ano passado uma vaga para trabalhar. A reenturmação prejudica os estudantes que ficam abarrotados em salas de aulas pequenas e sem climatização. É ruim para os professores que precisam lidar com uma heterogeneidade imensa, com turmas chegam a mais de 37 alunos. É ruim para os professores ACTs que vêem suas vagas diminuídas. É o famoso corte de gastos em plena educação pública.

2 - As aula iniciaram e em muitas escolas a falta de estrutura é visível. A comunidade escolar do Placido Olimpio de Oliveira continua tendo que se deslocar até a faculdade anhanguera. O pessoal d EEB Martins Veras chega a escola e não tem energia elétrica. A EEB Higino Aguiar em Araquari sofre com o período intermediário (o que denota falta de escolas na região) e com a reforma ad eternum da escola.  Outras tantas continuam interditadas.

3 - A Secretaria de Educação anunciou no final do ano passado e no início deste ano, a implementação do diário de classe on line e professor on line. Somos totalmente favoráveis a implementação de sistema informatizado para melhorar nossa profissão, para os pais e estudantes terem acesso via internet, às suas notas, trabalhos e demais demandas cotidianas da vida escolar. Porém é inadmissível que isso se faça a toque de caixa, sem rede de internet adequada nas escolas, sem computadores para os professores e sem o devido treinamento dos profissionais.

4 - Governo anuncia o corte das licenças prêmios para todo o conjunto dos servidores estaduais. Algo que há pouco tempo imaginávamos ser impossível de acontecer, por conta de nossa estabilidade através de concurso público. Parece que os planos de austeridade que ouvimos nos noticiários internacionais têm chegado ao Brasil.

5 - O Governo Federal anunciou 2015 como o ano da Pátria Educadora, mas uma semana depois anunciou um corte no orçamento nas verbas de educação na ordem de 7 bilhões de Reais. Em algum lugar essa “bomba” tem que estourar, a escolas municipais e estaduais sofrerão as conseqüências.

6 - Os governos de diversos estados já enfrentam a organização dos trabalhadores em Educação. Os trabalhadores da educação da rede estadual de São Paulo têm assembleia marcada para inicio de março. Os trabalhadores do Paraná não iniciaram o ano letivo e já estão em greve, são mais de 10 mil demitidos, professores substitutos não contratados e retirada de direitos.


É necessário nos organizarmos, unificarmos todas as lutas e barrar os ataques em andamento. Isso é parte de uma política geral que visa desresponsabilizar o Estado de uma de suas principais responsabilidades: garantir a educação, pública, laica e de qualidade. 

3 comentários:

  1. Porque dispensaram os segundos professores? se escolhemos a vaga em dezembro fizemos uma prova, pagamos para isso, ai agora vem e dispensam nós por tempo indefinido?? o que é isso???
    vamos ao MP!!!

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  2. Muito bem lembrado professora. Ainda temos o problema de juntarem alunos que necessitam de acompanhamento juntos em uma sala para que somente um segundo professor atenda todos. É a economia para gerar o caos. Essas crianças precisam de acompanhamento individual para que possam se desenvolver.

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  3. Eu até postei e compartilhei esta postagem no meu face e repercutiu pelo conteúdo que é importantíssimo, mas confesso que pensei 10 vezes antes de fazê-lo devido aos graves erros de escrita. Sugiro mais cuidado a quem é responsável pelas publicações. Não fica nada bem em um site justamente da classe docente. Desculpem a franqueza!

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