Sinte - Regional de Joinville

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

GOVERNO LANÇA NOTA DISTORCENDO A REALIDADE E AFIRMA QUE SINTE SE RETIROU DA NEGOCIAÇÃO DA REVITALIZAÇÃO DA CARREIRA


O Secretário Estadual de Educação Eduardo Deschamps, emitiu nota publicada ontem, dia 23/04, no Blog do Jornalista Moacir Pereira, quando declarou que o SINTE/SC se negou a indicar representantes para continuar a negociação da descompactação da tabela do magistério, se retirando da mesma. Uma inverdade!

O que foi decidido pelo Conselho Deliberativo do SINTE, que é composto pelas lideranças de todo o Estado, é que o Sindicato não vai participar da elaboração deste projeto, pois não servirá de massa de manobra mais uma vez, a exemplo das exaustivas mesas de negociações do ano passado que não levaram a nada. Nem mesmo servirá de trampolim para que esse Governo se promova as nossas custas, pensando ter o aval do sindicato na tentativa de implantar a meritocracia e a retirada de direitos, como a incorporação da regência de classe. O SINTE quer sim negociar, mas com propostas. Pois as nossas eles já conhecem muito bem.

Com relação ao Piso, o Secretário afirmou que cumpre a Lei. Contudo, o que o Governo faz é pagar o Piso no vencimento inicial, e não na carreira do trabalhador, com isso achatando cada vez mais tabela e aproximando-os entre os níveis e referências, estimulando a desvalorização e o desinteresse na profissão. Ele diz ainda que o Piso recebeu aumento de 150% no Governo Colombo, distorcendo mais uma vez a realidade.

Primeiro o Piso é Lei, então não foi com a bondade do Senhor Governador que o magistério contou. Segundo, se o piso é pago somente como vencimento inicial e a maioria dos trabalhadores que atuam em sala de aula já estão em níveis mais elevados da carreira, menos de 40% destes profissionais receberam este reajuste, pois como todos já sabem, o piso não é pago na CARREIRA.

Ao mencionar sobre os recursos de R$ 500 milhões para aplicar na melhoria das escolas, Deschamps mais uma vez tropeça nas palavras. É preciso deixar claro que o estado tem recebido um grande aporte financeiro do Governo Federal para investimentos nas áreas sociais, mesmo assim anunciou com pompa e circunstância o Pacto pela Educação. Isso sem mencionar que é dever do Estado investir e manter uma educação de qualidade. Nem trabalhadores, nem sociedade precisa agradece-los por isso.

Podemos concluir então, que o gasto do governo do estado neste pacto não foi grande coisa. Além disso, segundo informações obtidas pelo SINTE, não chega a 2 por professor, o número de tablets que estão sendo entregues. Não precisamos de tablets, precisamos de escolas com estrutura, que não desabem nas nossas cabeças, que não coloquem em risco a vida de crianças e trabalhadores.

Sobre a Greve Nacional, Eduardo afirma que não há motivo para o SINTE organizar qualquer tipo de paralisação, pois trará prejuízo para alunos e pais. Mas e quando as escolas não funcionam, desabam, são interditadas e os alunos têm apenas 2 horas de aulas por dia é o SINTE também que trás prejuízos?

No Jornal Conexão TVCOM de ontem, a Sra Elza Moretto – Secretária de Educação em Exercício, disse que não existe Greve em Santa Catarina, que é apenas uma paralisação.

Veja bem Sra Elza: Segundo matéria divulgada no Jornal Brasil de Fato, professores da rede pública estadual de ensino em todo o país cruzaram os braços nesta terça-feira (23) e pediram melhores condições de trabalho. São 22 os estados que aderiram oficialmente ao movimento e os sindicatos do Distrito Federal e demais estados que não aderiram apoiam formalmente a ação. As paralisações da rede pública estadual têm adesões também de trabalhadores das redes municipais de ensino fundamental e médio.

São eles: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Segundo a CNTE, eles podem continuar ou não a greve após os três dias dependendo das negociações nos locais. Até o momento, São Paulo e Maranhão deflagraram greve por tempo indeterminado.  A paralisação deve durar três dias.

Vale ressaltar que a Greve dos Trabalhadores do Magistério tem proteção constitucional. Trata-se de um movimento justo e constitucionalmente assegurado a todos os trabalhadores públicos e privados, nos termos do art. 9º e do art. 37, VII da Constituição Federal e já foi, inclusive, garantida pelo Supremo Tribunal Federal (Mandado de Injunção n. 708) e neste caso não foi convocada pelo SINTE e sim trata- se de um movimento nacional, chamado pela CNTE.

No mesmo Jornal, a Sra Elza afirmou que apenas 1800 professores estão parados, contudo, não é essa a informação obtida pelo SINTE/SC através de suas regionais. Vamos a alguns números preliminares:

REGIONAL
PORCENTAGEM DE ESCOLAS PARADAS
CHAPECÓ
80%
CRICIÚMA
80% e 60% NA REGIÃO
FLORIANÓPOLIS/SÃO JOSÉ
80%
ARARANGUÁ
60%
CONCÓRDIA
70%
SÃO MIGUEL DO OESTE
70%
BLUMENAU
40%
JOINVILLE
40%
SÃO JOAQUIM
80%
XANXERÊ
40%
LAGUNA
80%
MARAVILHA
70%

Em São Joaquim foi marcada a assembleia para as 15h, no dia 23/04/2013 na EEB Martinho de Haro. Chegando lá os trabalhadores foram impedidos a entrar na Escola por ordem do Gerente de Educação Anildo Luiz Bertoldo (Pido) da 28ª SDR. Foi realizada então a assembleia em frente à escola.

Temos conhecimento que em todos os municípios do Estado tem professores paralisados.

Para amanhã, na ASSEMBLEIA ESTADUAL/ATO, que acontece às 14 horas, em frente ao Centro Administrativo do Governo, a expectativa é de que a adesão seja ainda maior. Pelo menos dois ônibus de cada regional estarão chegando a Florianópolis.

Sendo assim, temos a declarar ao Senhor Secretário, que existe sim a adesão de Santa Catarina a Greve Nacional, e as atividades não estão garantidas nas escolas e PONTO, como afirmou em sua nota. O Governo está mantendo alunos e professores à força dentro das escolas. Lançou o CONAE na escola nesta data, não para DISCUTIR A EDUCAÇÃO e sim com a clara intenção de DESMOBILIZAR A CATEGORIA.  E com certeza dentro das escolas, a ordem da SED aos seus cargos comissionados (Diretores) é ameaçar e punir os grevistas com corte no ponto.

Mesmo assim não vamos nos calar, e amanhã teremos um grande ato do Magistério Catarinense pelo cumprimento dos direitos trabalhistas da nossa categoria!


Contatos:
Alvete Pasin Bedin – Coordenadora Estadual SINTE/SC
(49)9126-1380 (48)9177-3304
Janete Silva – Vice-Coordenadora Estadual do SINTE/SC
(48)9931-1960 (48)9178-9477
Anna Julia Rodrigues – Secretária Geral SINTE/SC
(48) 9178-7029

Graciela Caino Fell
Jornalista Profissional
MTB: 0004455SC
ASSESSORA DE IMPRENSA SINTE – SC
(48) 9178-9026 ou 3224-6257

Um comentário:

  1. Eu nem sei se vale a pena redizer que as blasfêmias e achaques do sr. "Semchamps" é uma afronta aos docentes e à comunidade educacional neste estado. Essa turma do sr. "Semlombo" está relizando as diretrizes do Banco Mundial e do FMI, com o aval evidente do Governo Federal, pois se a Lei 11.738/2008 fosse seguida à risca, essa turma já teria sido impedida de governar este belo estado de Santa Catarina. Não nos iludamos com mesa de negociação, lei de responsabilidade fiscal, que o governo está tentando fazer o possível, e outras mais..., isto tudo são balelas, falácias, para que o magistério tenha a "esperança" que a Lei seja cumprida! Lei se cumpre, não se discute.
    Seria muito interessante que os agentes fiscalizadores do Sinte, pertinente ao dinheiro do FUNDEB, cobrassem incisivamente do governo estadual e do federal, aonde que o dinheiro do Fundeb está sendo aplicado no estado. Afinal, se fala tanto que há dinheiro, então, onde está??? Visto que não ganhamos aumento real, não há descompactação da tabela, não temos planos de cargos e salários (ah, sim, tem aquele que o governo do estado aliciou os deputados...), perdemos nosso plano de saúde, falta infraestrutura em muitas escolas para trabalhar..., estamos reféns do medo nas escolas, e a lista vai longe.
    Uma classe que é formadora de opiniões e consciências no grupo social, não pode ficar refém de agentes públicos e políticos que nem sempre são claros em suas informações e ações, pois , do contrário, nós já teríamos parado há tempos...
    Meus amigos, a MARCHA EM BRASÍLIA, foi um sucesso de público e de professores engajados na luta pelas reformas necessárias para a classe do magistério.
    Nós estamos realizando os nossos pleitos e nos inteirando do que é necessário, e VOCÊ?
    Venha, é convidado e imprescindível à luta que é de todos.
    "Não há libertador, o povo se liberta por si mesmo."
    Abraços.

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