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domingo, 18 de setembro de 2011

Declaração do governador Cid Gomes revolta professores do Ceará

Os professores da educação básica pública do Ceará estão profundamente indignados com as declarações do governador Cid Gomes. Em recente entrevista à imprensa, o governado repetiu o que já havia afirmado em encontro com trabalhadores do Estado. “Governador, prefeito, presidente, deputado, senador, vereador, médico, professor e policial devem entrar, ter como motivação para entrar na vida pública, amor e espírito público. Quem está atrás de riqueza, de dinheiro, deve procurar outro setor e não a vida pública".

Juscelino Linhares, secretário geral do Sindicato dos Professores e Servidores no Estado do Ceará (APEOC), durante participação da reunião do Conselho Nacional de Entidades (CNE) realizada em Brasília nos dias 1 e 2 de setembro, afirmou que a declaração do governador foi infeliz. “O governador faltou com respeito conosco. Nós damos aula por amor e compromisso pela escola pública, mas temos que cumprir com nossas responsabilidades como cidadão, alimentar nossa família. Sem salário digno não temos como fazer isso.

Em greve desde o dia 5 de agosto, os professores foram surpreendidos com a decisão do desembargador Emanuel Leite Albuquerque que decretou a greve ilegal. No dia 2 de setembro, o Sindicato apresentou ao Tribunal de Justiça do Estado o recurso de Agravo Regimental, requerendo a reforma da decisão que ordenou a suspensão da greve.

Para cada dia de descumprimento da decisão, o Sindicato terá de pagar R$ 10 mil. Os professores que não voltarem às salas de aula no prazo terão seus pontos cortados e em 30 dias podem ser processados por abandono de emprego. Até decisão final, os professores permanecerão em greve. (CNTE)

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